Curso de psicologia



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RESUMO







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  1. INTRODUÇÃO


Segundo Bosi, 1994, considera que ser velho na sociedade capitalista “ É sobreviver. Sem projeto, impedido de lembrar e ensinar, sofrendo as adversidades de um corpo que se desagrega à medida que a memória vai-se tornando cada vez mais viva, a velhice, que não existe para si, mas somente para o outro. E este outro é um opressor” (Rodrigues, Ayabe,Lunardelli e Canêo, 2005. it.all.Bosi 1994, p.18-19).

É perceptível que olhares estão voltados a cada dia que passa para os idosos sendo isso um resultado causado pelo aumento da perspectiva de vida. Vendo esses avanços, é normal que haja uma preocupação e quebra de paradigmas que norteiam a sociedade a cerca dos idosos.

De acordo com Sandra Polaro (2012):

“Os dados dessa realidade, com algumas diferenças regionais, vêm confirmando no país o acelerado processo de envelhecimento. Esse aumento da proporção de pessoas idosas repercutirá sensivelmente na gestão de atenção social e de saúde(...)”

Paradigmas esses que influênciam na maioria das vezes negativamente no conceito que a sociedade tem frente aos idosos, que se trata de uma etapa da vida onde não se pode ter obrigações laborais, tem as atividades limitadas, entre outras ideias limitadoras. Sabe-se que na velhice encontram-se obstáculos para essa fase, mas isso não pode determinar o papel de invalidez dos idosos perante a sociedade. Tendo em vista essas conquistas que ocorrem na sociedade de forma positiva pode-se perceber que a qualidade de vida está sendo almejada e buscada. Com o aumento da perspectiva de vida dos brasileiros surgem outras necessidades, com tantos idosos ociosos por aí algo deve ser feito. A ciência vem mudando sua visão em relação a essa fase da vida, não só de forma objetiva, mas como também valorizando a subjetividade do indivíduo que se encontra nessa fase. Enquanto Psicologia se faz necessário mais ainda a valorização do ser humano e de todos os seus traços que carrega.

De acordo com Leite, Winck, Hildebrandt, Kirchner e Silva, (2002):

“A definição de qualidade de vida (QV), especialmente na velhice, envolve um panorama multidimensional, complexo e apresenta aspectos objetivos e subjetivos. Quanto aos fatores objetivos, estes se constituem na ausência de enfermidades ou de perdas das capacidades funcionais, isto é, centrados nos aspectos biológicos e epidemiológicos.1 Os aspectos subjetivos são descritos como o entendimento que a pessoa possui de sua posição na vida, no cenário da cultura e no contexto de valores. Também diz respeito à qualidade nos relacionamentos, realização pessoal, oportunidades de lazer, além de contemplar os objetivos, expectativas, padrões e preocupações.

Néri, 2004 afirma que, a contribuição da psicologia à promoção e à recuperação do bem-estar dos idosos, se dá em um conjunto de técnicas de diagnóstico, de avaliação e de intervenção voltadas ao tratamento dos problemas comportamentais e psicológicos que afetam o funcionamento e o bem-estar subjetivo dos idosos; visam à manutenção, ao aperfeiçoamento ou à recuperação do bem-estar dos idosos que vivem de forma independente ou restrita, saudável ou patológica, na comunidade ou em instituições. Esses procedimentos podem ser aplicados em várias áreas, como saúde, relações sociais, família, instituições de atendimento a idosos, educação, lazer e sociabilidade, trabalho, ambiente físico e ambiente social.

Segundo Néri, 2004:

“Em países onde impera forte desigualdade social e onde não há políticas de atendimento das necessidades evolutivas para cidadãos de todas as idades, caso do Brasil, as necessidades decorrentes do envelhecimento individual e social costumam acarretar ônus econômico, conflitos de interesses e carências de todo tipo entre cidadãos e as intituições. Esse é um campo privilégiado para a ação do psicólogo, que pode atuar na orientação e no acompanhamento a indivíduos e a instituições e na geração de programas de promoção de qualidade de vida e de mudanças de atitudes”.(Néri, 2004).



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