Curso de pedagogia adriana da silva ferreira


PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO NO CONTEXTO DA INCLUSÃO



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3.1 PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO NO CONTEXTO DA INCLUSÃO

De acordo com Monteiro e Manzini (2008, p.35):

As ações de um indivíduo têm como base uma concepção que foi desenvolvida dentro de um processo histórico, sendo assim, pode-se dizer que o conceito que se tem de algo direciona a prática, ou ainda, determina as atitudes. Portanto, em se tratando da temática inclusão de alunos com deficiência em salas de aulas de ensino regular, as atitudes do professor em relação ao ensino desse aluno estariam diretamente ligadas ao seu conceito de inclusão.
A compreensão do que é inclusão direcionaria as ações dos professores. Desse modo, se os professores sabem das possibilidades de aprendizagem investiriam na aprendizagem dos alunos, se as desconhecem desacreditariam a proposta de escola inclusiva

Sobre o profissional da educação na inclusão escolar, Ferreira (2005, p.41) ressalta que:

Um professor comprometido com a inclusão deve ter em mente que: a educação é um direito humano; as crianças estão na escola para aprender; há crianças que são mais vulneráveis à exclusão educacional do que outras; e é da responsabilidade da escola e dos professores criar formas alternativas de ensino e aprendizagem mais efetivas para todos.
O comprometimento com o trabalho é um fator importante para qualquer que seja a área de atuação, falando sobre a educação esse comprometimento torna-se ainda mais relevante, uma vez, o professor é o espelho e a peça fundamental na transmissão de boas maneiras e atitudes para a visão do aluno. Dessa forma, faz-se necessário o investimento nesse profissional, possibilitando-o no rendimento de sua prática.

“A formação de educadores para uma escola inclusiva não se restringe a cursos de capacitação, reciclagem, aperfeiçoamento e outros que são oferecidos em diferentes instâncias educacionais” (FERREIRA, 2005, p.41). Entende-se que a formação continuada do professor também pode acontecer a partir de estudos individuais, não formais, uma vez que a busca por diversas informações pode proporcionar um melhor resultado nos trabalhos apresentados no dia a dia, atualizando sobre as necessidades e como reagir diante delas. Para tanto é importante que os professores tenham um tempo para estudar, planejar as aulas, pensar quais estratégias de ensino poderiam ser mais eficazes para os alunos com deficiência.

Sobre as habilidades e competências para o profissional da educação frente à inclusão, se referiram também à questão curricular. Segundo as autoras, o currículo deveria ser planejado e coordenado de maneira que assegurasse, a cada aluno, a aquisição dos conhecimentos e as habilidades essenciais respeitando a diversidade. Valle; Guedes (2003 apud MONTEIRO, MANZINI, 2008, p. 47).
Estar estudando ajudará o professor de uma turma inclusiva a desenvolver estratégias, métodos e atividades que venham a contribuir para uma melhor aprendizagem e desenvolvimento dos alunos. Quando não há informações adequadas para o professor, quando não há políticas de formação inicial e continuada abordando a inclusão, quando não há apoio de profissionais especializados, quando falta estrutura na escola na escola a proposta da escola inclusiva não se efetiva no sentido de promover avanços para a aprendizagem dos alunos.

[...] a implantação da educação inclusiva tem encontrado limites e dificuldades, em virtude da falta de formação dos professores das classes regulares para atender às necessidades educativas especiais, além de infra-estrutura adequada e condições materiais para o trabalho pedagógico junto a crianças com deficiência (SANT’ANA, 2005, p.5).


Uma vez que não há políticas de formação inicial e continuada, os profissionais necessitam cada vez mais estar procurando a atualização e informações necessárias sobre essas questões; bem como, o apoio por parte de toda a equipe escolar, para estar trabalhando de maneira correta e obtendo informações de outros profissionais sobre o caso quando assim over a necessidade. É importante destacar, essa parceria de todos os que estão ligados a educação e quão importante é o trabalho em conjunto, para assim obter os resultados almejados e necessários para um melhor na educação inclusiva.

A seguir, discute-se a função do estagiário no ambiente escolar, entendendo ser ele fundamental na organização da escola inclusiva e para a aprendizagem e desenvolvimento do aluno com deficiência.






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