Curso de Formação Específica em Recursos Humanos


Desenvolvendo a Delegação



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Desenvolvendo a Delegação

Para que se desenvolva um trabalho sistemático e educacional para a delegação é importante que se atente para alguns requisitos essenciais:


Por que delegar?
1. Através da delegação a gerência cumpre o inalienável compromisso de fazer crescer seus subordinados. Sua missão educativa, da qual depende o amadurecimento e a coesão grupais, tem na delegação sua força instrumental. Por meio da delegação reforçam-se e desenvolvem-se os talentos e avaliam-se e corrigem-se as deficiências.
2. Sem testar a equipe com desafios à iniciativa responsável, o estado de dependência funcional significará o embotamento da potencialidade criativa. O grupo passivo é resposta à gerência centralizadora.
3. A delegação desperta e desenvolve a força dos subordinados, aliviando as chefias da sobrecarga de trabalho e liberando-as para as tarefas mais importantes.
4. A delegação acaba com a exigência da permanente e inibidora presença burocrática da chefia, ordenando e fiscalizando. As ausências da chefia não importarão mais em paralisação do trabalho.
5. Delegando, a gerência estimula os subordinados a assumirem maiores responsabilidade e, com isto, habilita-os a promoções, prepara substitutos e dá condições à equipe de agir por conta própria nas emergências.

6. Analisando o trabalho, o gerente terá condições de diagnosticar as causas de ineficácia, especialmente aquelas diretamente vinculadas ao grupo no qual a delegação representa a solução hábil.


7. Situações habituais que restringem a eficácia da chefia e que, portanto, exigem o exercício da delegação: tarefas, decisões rotineiras, funções para as quais a chefia não está habilitada, encargos particularmente aborrecidos, enfim todos os aspectos secundários que comprometem os esforços do executivo, desviando-o dos objetivos e resultados.
8. Por falta de delegação muitas chefias mergulham em atividades e perdem-se sem rumo e sem perspectivas. Tornam-se os burocratas-símbolo da máquina administrativa ineficaz.

Para Delegar

1. Como convicção essencial, o gerente deve assumir que possui responsabilidade educativa e que o potencial de sua equipe é infinitivamente maior do que os limites de sua capacidade pessoal. Os resultados que o gerente obtém vêm do grupo, pois se ele é meramente um realizador individual, não é gerente.


2. O gerente deve habituar-se à idéia da busca de colaboração decisória, ao desafio à iniciativa e a criatividade do grupo, preparando-o para o oferecimento de alternativas de solução e não de problemas, como é comum ocorrer no relacionamento dependente.
3. A criação do clima receptivo à responsabilidade, sem temores, ciúmes e rivalidades, com treinamento e motivação, torna a delegação uma espontânea e habitual manifestação administrativa.
4. Com apoio efetivo e técnico a gerência vai qualificando o subordinado para a gradual assunção de responsabilidade. E, ao acompanhá-lo através de um sistema preventivo de controle, comunica-lhe segurança, pela redução da margem de erro. O que é vital não inibir a iniciativa do delegado por meio de ação fiscalizadora rígida.
5. Afinal, a delegação processa-se por intermédio da ação educativa, o que pressupõe acompanhamento orientador. Aumenta-se a autonomia à medida que o delegado cresce.
6. Desse modo, cumpre à gerência - vale repetir, para melhor fixar - uma das três condições de delegação, ou seja, que a matéria seja transmitida à pessoa habilitada, sendo as demais, a aceitação da responsabilidade (se não há aceitação expressa, não pode haver responsabilidade) e a comunicação perfeita (se o delegado não percebe o alcance da responsabilidade que irá assumir, não se pode exigir seu cumprimento).
7. A delegação é um dos principais instrumentos da chefia - senão o maior; todavia, só será eficaz se a gerência se dispuser a qualificar a equipe para seu exercício.

Como Delegar

1. Não se deve começar a delegar sem um sistema. O método que se exige é o de se começar aos poucos, acompanhar (sem interferir no exercício de autoridade, pois delegação implica a extensão real do poder) e ir aumentando, progressivamente, as delegações, conforme os resultados, necessidades e conveniências.


2. Examinar que deveres, quais responsabilidade a quanta autoridades delegar.
3, Delegados os deveres, deve-se delegar a responsabilidade inerente a cada um deles, bem como a autoridade necessária para se desincumbir dos deveres satisfatoriamente.
(texto extraído e adaptado de CARVALHO, Antônio Vieira de; SERAFIM, Oziléa C. Gomes. Administração de Recursos Humanos. Pioneira, 1995, p. 104 a 108). Elaboração: Profª ElisabeteVillas Boas e Maria Piedade Rosa




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