Curso de formaçÃo de conselheiros de desbravadores



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CURSO DE FORMAÇÃO DE CONSELHEIROS DE DESBRAVADORES


  1. Quem é o conselheiro?

  2. Virtudes de um bom conselheiro

  3. Posição na hierarquia no Clube dos Desbravadores

  4. Funções do Conselheiro

  5. Psicologia infantil – o Menina e a Menina

  6. O Conselheiro e a unidade

  7. A escolha do nome da unidade

  8. O bandeirim e o grito de guerra.

  9. Cargos e funções dos componentes da unidade.

  10. O Conselheiro na sede – O cantinho da unidade – O que fazer para tornar o cantinho atraente – Tempo de duração do cantinho

  11. O Conselheiro e a Classe de Desbravadores – Dever do Conselheiro: cobrar a Classe dos Desbravadores – Estímulos para conclusão da classe – A importância dos jogos para fixação do aprendizado

  12. O Conselheiro e a recreação – Filosofia da recreação cristã – Jogos ao ar livre – Jogos bíblicos ( Quartetos – Exodus - Jogo da Velha )

  13. O Conselheiro e o Acampamento

O planejamento do evento: definição do objetivo do evento, a elaboração da tabela de responsabilidades, definição do cardápio e escolha do local.

Elaborando a programação: horários básicos ( higiene pessoal, culto, lazer e atividades técnicas e alimentação) , segurança dos desbravadores ( escala de ronda , primeiros socorros ) e locomoção.



  1. O Conselheiro e a visitação aos desbravadores.

  2. O Conselheiro e as atividades missionárias e eclesiásticas – Visitas a asilos, orfanatos, hospitais, participação em cultos especiais na igreja.

  3. O Conselheiro e a papelada – Modelo de formulários de utilização dos conselheiros:

Formulário de avaliação individual - Ficha de Inscrição – Relatório de Visitação

17. O Conselheiro e as atividades sociais da Unidade – Festa Anual da Unidade e os

brindes para os melhores do ano.

18. O Conselheiro nos Camporees de Associações/União/Divisão.



  1. O Conselheiro e o seu maior desafio: O Camporee de Unidades

  2. Avaliando o Curso de Conselheiros.




  1. Quem é o Conselheiro ?

O Conselheiro, no âmbito de um bom Clube de Desbravadores é mais do que simplesmente o elemento da diretoria que se responsabiliza e toma conta dos desbravadores. Em nosso Clube onde implantamos com sucesso o sistema de unidade, o conselheiro é a própria alma do Clube. Participa ativamente das reuniões de diretoria, participa da elaboração do planejamento anual para o Clube, trás idéias e sugestões para todas as atividades do Clube, visita os seus desbravadores, ministra Classes de Desbravadores e Classe Bíblicas, planeja e dirige os acampamentos da unidade e muito mais. O conselheiro é o amigo preferido dos desbravadores, é um jovem em quem os menores podem confiar e um exemplo a ser seguido.




  1. Virtudes de um bom Conselheiro

Ao nosso ver a primeira grande virtude de um bom conselheiro é ser um cristão e

Adventista do Sétimo Dia. Não bastaria ser cristão, pois o Clube como departamento de nossa Igreja precisa ter em cargos de liderança pessoas afinadas com a filosofia adventista de vida.

Mas se mesmo os cristãos genuínos tem defeitos, quais seriam as virtudes básicas desejáveis para o cargo? Vamos a elas :


2.1) Ser uma pessoa animada – O desânimo não pode ter espaço na vida de um conselheiro.

2.2) Ser uma pessoa responsável – A responsabilidade dos conselheiros está diretamente relacionada com o sucesso da unidade, do desbravador e do Clube por conseqüência.

2.3) Gostar de lidar com crianças, juvenis e adolescentes – Virtude fundamental – Nunca seja um conselheiro se não gostares dessa turma.

2.4) Se propor a ser uma pessoa organizada – Os meninos sabem logo quem é e quem não é organizado e como todo o trabalho do conselheiro se pauta em “dar o exemplo”, conselheiros desorganizados levam a unidade sempre para o último lugar.

2.5) Gostar dos encantos e prazeres da vida desbravadora – Acampamento, cheiro de mato, animais, natureza, banho de rio, fogueiras, nós, amarras, grandes eventos, trabalho missionário, trabalho comunitário, serviço ao próximo são a mola mestra de nossas atividades. A não afinidade com tais atividades desclassifica o candidato a conselheiro.
Muitas outras virtudes são desejáveis, porém cremos que conseguimos sintetizar em seis itens o que um diretor de Clube, um grupo de desbravadores e os pais esperam do conselheiro.


  1. Posição na hierarquia no Clube dos Desbravadores

Num Clube onde o conselheiro é realmente valorizado os diretores dificilmente

intervêm para resolver problemas com a unidade. Portanto o conselheiro é o cérebro da unidade. Ele tem autonomia para planejar e estruturar todos os sonhos que ele tiver para a sua unidade, deixando bem claro porém que todos estes planos precisam ser levados aos diretores para ver se não há absurdos, exageros, se está de acordo com a filosofia de nossa igreja no trato com crianças, se regras básicas de segurança estão sendo levadas a efeito quando ao se sair da sede com a unidade e coisas do gênero.

Como diretor de Clube, por algumas vezes, tive que cancelar atividades de unidade que insistiram em sair da sede sem a presença de um diretor associado para acompanhá-los. Mas aí alguns dirão: “E a minha liberdade para lidar com a minha unidade como é que fica? e aí virei para o conselheira que havia me questionado desta forma e eu disse: “E se alguém da sua unidade for atropelada, quem o leva para o hospital” - “Eu – foi a resposta mais que pronta da conselheira”. “Muito bem – falei eu e “quem traz sua unidade de volta para a Igreja?” Neste ponto, o diálogo acabou, a atividade foi cancelada porém a conselheira entendeu na prática que sair com unidade sempre dever ser acompanhada de um diretor do Clube. Sair sozinho é colocar em risco o maior patrimônio da Igreja que são os seus filhos e nossos desbravadores.

Portanto, hierarquicamente falando, existe um grau de submissão em relação a autoridade dos diretores associados e diretor do Clube. Submissão não significa um sim senhor e não senhor. Um clima de diálogo e compreensão é altamente desejável e uma diretoria que não fez um curso ou não leu nada sobre relações humanas, sempre encontrará espaço para divergências. Carinho, interesse pelos meninos e compreensão exata do papel que cada um ocupa no Clube levará a diretoria a um nível de convivência muito bom.
4. Funções do Conselheiro.

Funções são atribuições que o conselheiro deve desenvolver para cumprir bem a sua parte nas responsabilidades de um Clube. Falando numa linguagem mais descomplicada: a função é o que se espera que um conselheiro faça no Clube. Vamos a elas:

4.1 ) Presença pontual nas reuniões de diretoria e nas reuniões do Clube.

4.2) Visitação aos desbravadores.

4.3) Ser o líder real da unidade – Muitos conselheiros às vezes são facilmente manipulados pelos seus desbravadores. O conselheiro deve ter a noção que liderar é arte de “fazer fazer”. Quem realmente dever fazer as coisas na unidade são os desbravadores. Afinal de contas o Clube é para eles fazerem o que precisa ser feito. Ser o líder real implica em conhecimento, em entusiasmo, mostrar quem você é através de uma personalidade forte e atraente, motivando seus desbravadores a dar o melhor de si para a causa de Deus.

4.4)Controlar com eficiência tudo o que diga respeito a sua unidade.

Saber onde estão e como estão os materiais da unidade, quem está com mensalidade em dia, a quantas anda a visitação mensal, bandeirim, uniforme dos desbravadores e etc.

4.5)Tentar ser um professor.

Uma das funções mais difíceis para um conselheiro é tentar passar com clareza e didática o que ele tem aprendido com os diretores do Clube. Muitos conselheiros até sabem bem o que aprenderam, mas na hora de transmitir as coisas não caminham bem. Uma dica para superar esse obstáculo é lembrarmos sempre que estamos lidando com crianças, juvenis e adolescentes e jogos aplicados ao que se ensinou e uma competição sadia para estimulá-los a vencer os demais serão sempre bem vindos. Um kit básico de conselheiro tem sempre caneta, papel, lápis, balões de gás, caça palavras, canivetes, distintivos e o que ele achar conveniente para ilustrar o que estará sendo falado, pois na maioria das vezes o só falar não chama a atenção de ninguém. Ë fundamental sempre ilustrar o que está sendo falado e desafiá-los para uma competição no final para testar o aprendizado.

5) Psicologia infantil – O menino e a menina


Antes de lidarmos com crianças torna-se necessário saber o mínimo sobre elas. Muitos conselheiros assumem funções sem antes receberem qualquer treinamento. Mal se diz o que se espera dele e ele vai esbarrando aqui e ali tentando fazer o seu melhor e muitas das vezes fracassa e com ele morre toda a esperança de alguns pais de verem seus filhos indo bem no Clube. Saber um pouco da personalidade das crianças é fundamental para o bom desempenho do conselheiro. Como esse curso não se propõe a ser uma manual de psicologia, trouxemos para você uma pérola de pensamento sobre meninos e meninas. Entendendo esta mensagem tão importante, esperamos que ela seja a penas um trampolim para que vocês mergulhem mais fundo no conhecimento sobre crianças através de pesquisa em livros mais apropriados.



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