Curso arte e suas linguagens


O ENSINO DE TEATRO NA ESCOLA



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O ENSINO DE TEATRO NA ESCOLA

O teatro está presente nas escolas, mas na maior parte das vezes apenas em apresentações de fim de ano ou em comemorações importantes. .


À linguagem teatral pertencem signos específicos, como o texto falado, a caracterização de atores, o movimento, a iluminação, a sonoplastia... Explore e construa tudo isso com seus alunos. Envolva-os desde o início do trabalho, para que possam se responsabilizar pela criação das pequenas peças que vão encenar. Assim, as crianças vêem suas idéias valorizadas e desenvolvem o gosto por mostrar e compartilhar com os outros suas criações.

O teatro é muito mais do que simplesmente decorar um texto. É uma arte feita em grupo, adequada para projetos que envolvem muitas crianças. Os jogos de expressão dramática associam divertimento e aquisição da linguagem teatral, possibilitando o aprimoramento da capacidade expressiva e analítica, além de facilitarem e enriquecerem a abordagem de aspectos da história da arte teatral.

A partir da prática dos jogos de improvisação, o fazer se aproxima do prazer de aprender a conhecer, a ver e a fazer teatro, desenvolvendo assim a expressividade dramática, capacitando-se para organizar um discurso coerente e criativo que explore os diferentes signos que constituem a linguagem teatral.

O teatro na escola tem como objetivos:



  • Aproximar as crianças da situação dramática, do jogo teatral, por meio da transformação de espaços e da construção de cenários;



  • Apresentar para as crianças o fato de que, no teatro, o objeto usado pelos atores em cena pode receber novas funções: uma mesa se transforma numa caverna, um grande pedaço de pano num oceano etc;




  • Possibilitar que as crianças criem personagens e histórias pequenas peças de teatro - a partir dos cenários construídos.




  • Durante as atividades teatrais, o professor deve atentar para que cada aluno participe de alguma forma das atividades, por que tanto o mais ‘ bagunceiro’ como o mais tímido são nocivos por ficarem enjaulados em seus mundos.

O procedimento durante os jogos deve provocar a espontaneidade do ator, cuidando para não escolher jogos sem fundamentos.

Se há nos jogos problemas interessantes a serem resolvidos, mesmo que as crianças possuam diferentes níveis de energia, todos permanecerão por um longo tempo na atividade proposta, cabe ao professor discernir à hora de mudá-la. Parta facilitar, é recomendável dividir cada sessão em três partes:


  • jogos (como brincadeiras)



  • movimento criativo (ajudando-os a desenvolver idéias)




  • teatro (com o ensaio da peça e alguns termos técnicos).

A atuação natural vem quando o ator tem energia, comunica-se com a platéia, é capaz de desenvolver um personagem, relaciona-se com os demais atores e tem sentido do ritmo e do tempo. Isso tudo deve vir não com imposição de “técnicas”, porém com uma apresentação dos problemas de atuação de maneira que esse comportamento no palco aconteça por si mesmo, do interior da criança, lembrando que ensinos padronizados, fórmulas e conceitos são próprios de imposição e não de liberdade.

O ensino autoritário paralisa as crianças e seca a essência da inspiração e criação. A criatividade é mais que variação de formas, é uma atitude, é uma maneira de pensar, é curiosidade, alegria e comunhão.

Mesmo conhecendo todas as vantagens que este método de iniciação ao teatro com crianças oferece, ainda há receio de deixarmos os padrões convencionais de pensamento e ação e acabamos, quando damos esta liberdade, arranjando algum jeito de impor nossa autoridade com medo de alguma falta de disciplina por parte dos alunos.

A verdade é que a liberdade criativa depende da disciplina, mas se a disciplina for imposta, ela vai inibir e provocar rebeldia nas crianças será algo negativo para o ensino, portanto quando não lutamos por uma posição e sim damos uma escolha livre por amor à atividade, ocorre a verdadeira ação criativa.

Com imaginação e dedicação as regras das dinâmicas serão bem compreendidas e aceitas com facilidade. Será como quando elas brincam, aceitando regras, penalidades e restrições. Dessa maneira, grande parte de seu potencial será usado, desenvolvendo seu senso social e talento individual.

Muitas crianças ficam apreensivas e durante os jogos imitam seus colegas. Quando isto ocorre, o ideal é mostrar-lhes que realmente há jogos de imitação (podendo até parar o jogo e fazer um “jogo do espelho”, por exemplo) e que este que está sendo jogado no momento é diferente, então se querem participar, elas entrarão na brincadeira sem sermões ou acusações.

Procure não ficar chamando a atenção delas por causa do barulho durante os jogos, faz parte do entusiasmo delas.

Cuidado para não proteger ou destacar alguma criança, cada uma tem o seu tempo, não exija de mais, e nem permita que haja pouco empenho por parte dela Ao comparar o teatro com quando a mamãe lê historinha para as crianças dormirem, pode-se introduzir a idéia de mostrar e não contar, os resultados não serão imediatos, leva tempo, mas vale a pena.

O melhor instrumento de avaliação é observar o envolvimento dos alunos com as atividades, se eles estavam interessados no desafio de transformar os espaços e os objetos com idéias próprias.

É importante que, progressivamente, as crianças encontrem novos meios e soluções para fazer isso, mas o professor, ao fim de cada atividade, deve tornar claras para as crianças as suas observações: o que percebeu, como uma ou outra criança resolveu um desafio proposto etc. Assim, a observação se torna também um recurso de investigação e de planejamento.

 PROPOSTA DE ATIVIDADES PARA O ENSINO DE TEATRO NA ESCOLA





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