Curso arte e suas linguagens


A DANÇA NO CONTEXTO DA ARTE



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A DANÇA NO CONTEXTO DA ARTE

 

       A arte tem seu valor cada vez mais incontestável na escola que visa uma educação voltada ao desenvolvimento do potencial de sentir, expressar e criar do ser humano.



       Nos PCNs (BRASIL, 1998), o conteúdo dança é proposto pela área de Artes com propósito do desenvolvimento integrado do aluno, onde as vivencias motoras permitem a observação e a análise das ações humanas, proporcionando o desenvolvimento expressivo. No documento os conteúdos na linguagem da dança estão voltados para o desenvolvimento da consciência corporal do aluno, sendo que estes vivenciam nos seus próprios corpos os valores sociais e culturais de outros povos, quando dançam as coreografias folclóricas. O professor deverá trabalhar a importância dos movimentos, do imaginar e expressar através dos gestos, e sempre respeitando os limites do corpo.

      Assim, é papel da disciplina Arte, utilizando-se da dança, não mais criar dançarinos profissionais (porém não deixar de percebê-los), mas sim o de permitir a vivencia de possibilidades infinitas do universo do movimento, estimulando a experiência do sistema corporal em um amplo sentido: experiência, criação/produção e análise/apreciação artística.

A dança não é separada do corpo, é preciso pensar sobre como entendemos esse corpo. Por meio do corpo conhecemos. Qualquer operação mental que fazemos que envolva a linguagem, pensamento, interferências inconscientes, memória, consciência visual, experiência auditiva, imaginação mental, processos emocionais requerem estruturas neuronais, as quais são parte do sistema sensório-motor. É o corpo físico que formata o que conhecemos por meio deste sistema perceptual e motor, que faz o contato entre neurônios, que nos mostra as cores e as formas, que nos faz tocar em algo para poder conhecê-lo, que ensina que o fogo queima.

Portanto, não é possível separar conceitos abstratos, idéias ou pensamentos da experiência corporal, ela é a base primeira do que podemos dizer pensar, saber e comunicar.

Historicamente o corpo sempre foi muito escondido e reprimido, onde corpo é “coisa” e mente é algo “superior”. Corpo tem vários aspectos, mas tudo (emoção, reflexão, pensamento, percepção, etc) é corpo. Nos nossos melhores e piores momentos o corpo está, o corpo é. Sem o corpo não conhecemos, não sentimos e não pensamos. O corpo é o nosso começo, nosso meio e nosso fim: o corpo absorve e reflete as informações do mundo para o mundo. Ele é uma fonte de ligação entre nossa interioridade e nossa exterioridade.

Atualmente, idéias do corpo que dança ou que vai dançar não é mais padronizado, isto é, não existe, felizmente, uma ditadura que impunha a necessidade de corpos magros, longilíneos. Todos os corpos dançam.

A educação é falha com o corpo. Pelo fato de não serem suficientemente estimulados, muitos jovens, crianças e mesmo adultos, não percebem o quanto é importante o movimento e a dança para o bem estar e nem mesmo aprendem a desenvolver a apreciação estética que existe em ambos.

A concepção de dança na escola é aquela que compreende todos os tipos de movimentos físicos, emocionais e intelectuais.

O papel da dança na escola não é criar dançarinos profissionais, é o de permitir a vivência de possibilidades infinitas do universo do movimento, estimulando a experiência do sistema corporal em um amplo sentido: experiência, criação/produção e análise/apresentação artística.




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