Cstr centro de Saúde e Tecnologia Rural VIII encontro de extensão universitária da universidade federal de campina grande cinoterapia – a importância da relaçÃo cão-idoso para a qualidade de vida em abrigos de idosos na cidade de patos-pb



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Centro de Saúde e Tecnologia Rural







VIII ENCONTRO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE


CINOTERAPIA – A IMPORTÂNCIA DA RELAÇÃO CÃO-IDOSO PARA A QUALIDADE DE VIDA EM ABRIGOS DE IDOSOS NA CIDADE DE PATOS-PB.

Sônia Correia Assis da Nobrega (1); Arcanjo Bandeira de Goes (2); Priscila Ricioli da Silva (3); Sandy Menezes Honorato (4)

(1) Professora; UAMV/CSTR/UFCG; soniacorreianobrega@bol.com.br; (2) Estudante; UAMV/CSTR/UFCG; arcanjo_bandeira@hotmail.com; (3) Estudante; UAMV/CSTR/UFCG
RESUMO
Este projeto foi realizado nas duas casas de acolhimento existentes no município de Patos/PB. A Sociedade de Amparo aos Velhos de Patos (SAVEP) – Lar dos Velhinhos – (intitulada de Realidade “A”) onde abrigava à época da realização do projeto 24 idosos. O abrigo “Lar de idoso Jesus de Nazaré” (intitulada de Realidade “B”) e o mesmo abrigava 18 idosos durante a execução das atividades. Objetivou-se através das praticas melhorar a qualidade de vida de idosos que vivem em abrigos independentemente de suas necessidades especiais seja elas clinicas ou não, através de estímulos psíquicos e físicos promovidos pela cinoterapia, uma vez que, este projeto desde a sua elaboração trouxe essa preocupação para si uma vez que notoriamente em nosso contexto territorial havia de certeza forma uma necessidade de se trabalhar com está área. Através dos cães, animais estes classificados como os melhores amigos do homem, veio resgatar a confiança, a autoestima, a alegria e o companheirismo dos idosos institucionalizados da cidade de Patos. A cinoterapia mostrou e surpreendeu a todos os participantes ligados ao projeto, de forma direta ou indireta, com seus efeitos sobre essas pessoas. De modo geral através de cada pratica novos desafios foram encontradas e novas metas propostas e no final o resultado foi bem produtivo.
Palavras-Chave: Cinoterapia; Idosos; Qualidade de vida.
Introdução
A convivência de humanos com animais vem sendo escrita e redesenhada ao longo dos anos com os diferentes tipos de animais, sejam estes de produção, selvagens, mantidos em zoológico, em laboratórios para pesquisa ou simplesmente fazendo parte de nossas vidas a exemplo dos de estimação (SILVA, 2011). Tal convivência com os seres humanos tem sido cientificamente comprovada como tendo efeito terapêutico positivo sobre aqueles portadores de determinadas enfermidades físicas e emocionais, possibilitando a assertiva de que animais podem contribuir positivamente para o restabelecimento dos enfermos, sejam eles crianças, jovens, adultos ou idosos. A esse tipo de tratamento dá-se o nome de zooterapia.

A zooterapia é um recurso que utiliza o animal como instrumento para promover o bem estar do homem e do animal. Diversas técnicas têm sido desenvolvidas e aplicadas no tratamento de diferentes enfermidades, envolvendo principalmente a falcoterapia, cinoterapia e a equoterapia (ARANTES et al., 2006).

Segundo Alves (2009, citado por SILVA, 2011) a cinoterapia recebe o nome de Terapia Facilitada por Cães ou mesmo a sigla TFC que consiste numa modalidade de terapia onde o cão atua como instrumento de estímulo, reforço e reabilitação global do indivíduo a ser abordado (SILVA, 2011). O autor também faz menção a Oliveira (2005) uma vez que esse afirma que a cinoterapia pode ser realizada com qualquer raça de cão desde que eles sejam cães em perfeitas condições de saúde e tenham um bom comportamento em relação a presença de outras pessoas. Essas terapias contam com: os cães e seus respectivos proprietários; e auxílio de psicólogos, fisioterapeutas, médicos e médicos veterinários.

Nas sessões os cães realizam exercícios buscando estimular o paciente nos sentidos físico e psicológico, trazendo benefícios para o mesmo através das numerosas oportunidades para crescimento pessoal baseado em benefícios educacionais, recreacionais ou motivacionais a partir do contato com o animal (SILVA, 2011). A maneira de realização da terapia será adequada às necessidades dos praticantes de forma equilibrada e interativa (ARANTES, 2006).

Segundo Medeiros e Carvalho (2011) os objetivos dessa terapia são: aumentar a qualidade de vida durante a internação, diminuir a solidão, melhorar a comunicação, reduzir a necessidade de medicamentos, fortalecer a autoconfiança, melhorar as funções cognitivas e físicas, reduzir o estresse e a ansiedade no ambiente hospitalar, melhorar os sinais vitais, motivar os pacientes, diminuir o tempo de internação, diminuir a percepção da dor, aumentar a defesa do sistema imunológico, matar a saudades de seus animais de estimação.

Tais objetivos também podem ser alcançados com idosos residentes de casas de abrigo. Uma pessoa idosa pode se encontrar numa situação de perda da família e de amigos, ou mesmo viverem os últimos tempos isolados da família. O seu conceito como indivíduo de valor começa a deteriorar e a perda da própria aprovação cria uma deterioração da integridade de sua personalidade. Os idosos convivem com questões de morte, perdas cumulativas e ininterruptas, além também, em alguns casos, da perda de controle do próprio corpo, tornando-os depressivos, com sensação de inutilidade e insatisfação com seu estado social, físico e emocional. A solidão também os aflige.

Além de serem importantes para a saúde, cães os mantêm ativos e socialmente integrados, além de adquirir senso de responsabilidade por outra criatura. Os cães são capazes também de manter os idosos no momento presente, evitando que se mantenham no passado de suas vidas. O animal passa a ser uma constante, representando uma fonte de conforto e companheirismo (CHAGAS et al., 2012).

Diante de tais constatações e considerações acerca da importância do cão para o bem estar do idoso é que se propôs a realização do presente projeto, visando, entre outros, contribuir para a reflexão do tema junto à comunidade acadêmica do CSTR/UFCG.

Material e Métodos
O trabalho foi realizado nas duas casas de acolhimento existentes no município de Patos/PB. A Sociedade de Amparo aos Velhos de Patos (SAVEP) – Lar dos Velhinhos – (intitulada de Realidade “A”) situa-se no bairro Jatobá e abrigava 24 idosos. O abrigo “Lar de idoso Jesus de Nazaré” (intitulada de Realidade “B”) situa-se no bairro São Sebastião e o mesmo abrigava 18 idosos durante a execução das atividades.

A realização das práticas girava em torno de 90 minutos, porém a frequência delas foi traçada de acordo com o interesse demonstrado pelos idosos por elas, tendo um intervalo de até 15 dias. Foram utilizados 02 cães da raça labrador dos alunos do curso de medicina veterinária que estavam participando do projeto. Os animais foram submetidos a uma série de exames clínicos e de laboratório para obtenção do seu atestado de sanidade para realização das atividades. Os exames foram: Eritrograma, leucograma, plaquetograma, pesquisa de endoparasitos, sumário de fezes e urina, teste imunocromatografico para Leishimaniose, sorologia para Leishmania spp..

Paralelamente à avaliação dos animais, os idosos também foram submetidos a um processo de análise. A equipe executora do projeto se propôs a realizar esta anamnese da forma que fosse possível já que como o próprio conceito de anamnese trata-se de um diálogo a fim de resgatar a história recente ou passada. O objetivo de realizar a anamnese consistiu em, de posse dos resultados dos dados obtidos, nortear quais atividades seriam realizadas a partir da realidade dos idosos. Essa breve pesquisa contribuiu para a identificação das maiores carências e necessidades do grupo bem como de suas potencialidades. Foi analisada também a relação dos cuidadores para com os idosos, de modo que essa se verificasse se essa relação interferia de alguma forma no resultado das práticas assim como no resultado final deste projeto. A análise foi realizada por observação direta durante as atividades do projeto como também em alguns momentos que eram feitas visitas sem o cunho de realizar alguma atividade em especial com intuito de observar a rotina do abrigo quando não acontecem as práticas cinoterápicas.

Como procedimentos metodológicos este projeto foi dividido em etapas, sendo elas: Escolha dos abrigos e consolidação das parcerias; Anamnese dos idosos; Avaliação clínica, laboratorial e comportamental dos cães; Relação cão/idoso (fala e comunicação); Sociabilização; Estimulando a memória; Trabalhando em cores; Resgatando a memória fotográfica e; Exercícios físicos leves (caminhada). Estas etapas foram planejadas a fim de atender ao objetivo do projeto em melhorar a qualidade de vida de idosos que vivem em abrigos independentemente de suas necessidades especiais sejam elas clinicas ou não, através de estímulos psíquicos e físicos promovidos pela cinoterapia, uma vez que a identificação do seu cumprimento deu-se principalmente pela receptividade às atividades propostas e demonstração de satisfação e bem estar por parte dos envolvidos.


Resultados e Discussão
Um dos grandes desafios enfrentados neste trabalho tratou-se da subjetividade; dos sentimentos demonstrados pelos idosos onde havia uma dificuldade na identificação dos graus de sentimentos, tais como, alegria, tristeza, depressão.

Por outro lado com a interação social concebida através da relação cão-idoso foi possível reduzir a inibição estimulando a interatividade, diminuindo o estresse, resgatando a autoestima e a autoconfiança. Foi considerado que houve uma melhoraria da psicomotricidade através da promoção de ações que facilitaram a expressão dos sentimentos dos idosos, refletida em cada etapa desenvolvida considerando a progressão dos idosos a cada novo encontro.

Em relação a importância dos cuidadores nos resultados ficou registrado que eles podem influenciar diretamente nas práticas, uma vez que, são os responsáveis por proporcionar bem estar aos idosos em seu cotidiano e quando este não acontecia os idosos ficavam relativamente incapacitados de participar das atividades propostas, fato esse comprovado quando alguns cuidadores apresentavam atitudes que dificultavam o trabalho tal como o banho em horário tardio, o que atrasava o início das atividades.

Também percebeu-se a interferência de alguns dos cuidadores na relação do idoso com seu visitante ao comentar publicamente que o idoso estaria propenso à morte porque estava fumando ou fazendo algo que era visto como inadequado para sua idade. Esses comentários deixavam visivelmente os idosos constrangidos considerando que muitos passavam dias, semanas ou até meses sem ver nenhum de seus familiares ou sequer receber alguma visita o que alimenta ainda mais comportamentos depressivos, e estados de tristeza e solidão, além de estresse e outros.


Conclusão
O resgate da confiança, da autoestima, da alegria e do companheirismo dos idosos institucionalizados da cidade de Patos tonou-se algo possível com o auxilio das práticas cinoterápicas. Contudo, vê-se a necessidade de ações mais efetivas de integração por parte dos órgãos públicos visando assistência adequada aos abrigos. Constatou-se ainda a importância da formação de uma equipe multidisciplinar formada por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e outros somando às Atividades Assistidas por Animais o que possibilitaria a melhoria da qualidade de vida dos idosos institucionalizados. A experiência com cinoterapia traz melhorias não apenas aos idosos atendidos pelas suas atividades. Os que participam passam a ter um olhar mais abrangente sobre a questão dos idosos, tonando-se pessoas mais sensíveis à problemática dos idosos institucionalizados.
Referências
ARANTES, L. G. et al, A participação do médico veterinário na escolha e treinamento de cavalos para a prática de equoterapia. Vet. Not., Uberlândia, v. 12, n. 2, p. 18, set. 2006.
CHAGAS, J. N. M. et al. Cães e idosos. Projeto pêlo próximo – “Solidariedade em 4 patas”. Rio de Janeiro-RJ 2012. (Disponível em: acesso em: 23 mar 2012;)
KABKE, V. et al. Inserção da cinoterapia nos cuidados prestados pela enfermagem.

Anais. X Congresso de iniciação científica – UFPEL – Pelotas-RS.


MEDEIROS, A. J. S; CARVALHO, S. D. Terapia Assistida por Animais a crianças hospitalizadas: revisão bibliográfica. (Disponível em:m Acesso em: 18 mar 2012.)
OLIVEIRA, C. S. et al. Oficina de educação, memória, esquecimento e jogos lúdicos para a Terceira Idade. Rev. Ciênc. Ext. v.8, n.1, p.8, 2012.
SILVA, J. M. Terapia Assistida por Animais. (Revisão de literatura). 2011. 39p. Monografia (Conclusão do Curso de Medicina Veterinária) – Universidade Federal de Campina Grande - UFCG, Patos-PB, out. 2011.
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