Cosmovisão cristã o que é uma cosmovisãO? Introdução



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1) O Monismo Panteísta

A perspectiva oriental manifesta grande tendência para o monismo. O monismo é a crença de que a realidade inteira é uma única essência. Tudo o que podemos conhecer – Deus, o homem, a matéria, o espírito, os animais, o passado, o futuro, os seres vivos e inanimados, a “verdade” e a “mentira”, o prazer e o sofrimento, “eu” e “tu”, – tudo isso é uma única essência pura, o “todo”. O Monismo Pode ser representado da seguinte forma:

Na cosmovisão monista, representada no hinduísmo, no budismo, e em filósofos e teólogos ocidentais como Schelling e Paul Tillich, a divindade é o infinito, e a realidade não divina é apenas aparentemente não divina.

Conforme essa perspectiva, as diferenças que encontramos em nossa experiência são na verdade ilusões. Uma pessoa iluminada por meio de uma experiência mística compreenderá que na realidade tudo é uma coisa só. Esse tipo de monismo influenciou bastante o movimento da “nova era”. É por isso que às vezes encontramos místicos que dizem que “tudo é Deus”, e que o segredo da felicidade é nós descobrirmos que Deus está “dentro de nós”, ou que todos somos “Deus”.

Na prática religiosa monista o segredo da realização é o indivíduo se harmonizar com a realidade que está oculta sob a aparência. Assim, não existe interesse em “transformar a realidade”. Pelo contrário, é preciso dedicar-se à meditação para receber a iluminação mística, e compreender que o sofrimento e o mal são na verdade “parte da vida”. No hinduísmo, por exemplo, o místico busca aprender a conviver com a dor, e a superá-la por meio de vê-la como uma ilusão (maya).

Historicamente, esse tipo de sistema favoreceu a constituição de sociedades muito estáticas, tradicionalistas e fechadas. Não se desenvolveu qualquer noção de que o universo teria uma espécie de ordem lógica que poderíamos estudar – assim, esses sistemas nunca produziram nada parecido com a ciência ocidental.

Um exemplo disso é o que os ocidentais usam para pensar e argumentar: as leis da lógica. Segundo essas leis, por exemplo, uma coisa não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo. Por exemplo, a lâmpada não pode estar acesa e apagada ao mesmo tempo. Entretanto, na visão monista, tudo é uma coisa só; a verdade e a mentira fazem parte da mesma essência. Portanto, o monismo não favorece a noção de que argumentação lógica possa levar a uma melhor compreensão da realidade.

Além disso, a estrutura social era considerada algo imutável. Se havia injustiça social, o indivíduo era levado a superar a dor por meio da meditação, ao invés de acabar com a dor por meio da transformação do mundo. Quem irá combater o mal, se consideramos que o mal é apenas uma ilusão a ser superada por meio de experiências místicas?






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