Corpo feminino e (re) significações da beleza: um estudo sobre mulheres com câncer de mama em um grupo de apoio – Fortaleza/ce lara Virgínia Saraiva Palmeira1 Resumo



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Corpo feminino e (re) significações da beleza: um estudo sobre mulheres com câncer de mama em um grupo de apoio – Fortaleza/CE

Lara Virgínia Saraiva Palmeira1
Resumo: Num contexto de supervalorização do corpo feminino e sua aparência, qualquer tipo de alteração nesse terreno reflete diretamente em nossa subjetividade e na maneira como nos relacionamos com o social. No caso do sexo feminino, as representações simbólicas ligadas à beleza e idealização do corpo perfeito são extremamente fortes. Nesse sentido, o trabalho proposto objetiva pesquisar como as mulheres portadoras do câncer de mama lidam com a questão da beleza e da aparência depois de terem se submetido à mastectomia.

Considerando o câncer é doença estigmatizada e estigmatizante, causadora de grande impacto no indivíduo diagnosticado, o corpo dessas mulheres passa por uma série de transformações, inclusive a mutilação, em alguns casos. Tal operação provoca um impacto desorganizador, fragmentando o corpo e em algumas situações, tornando-o “defeituoso”.

A partir dessa experiência, as mulheres ressignificam várias questões, dentre elas: a própria definição do ser-mulher, as atribuições e representações do corpo e o que ele representa na constituição de sua identidade, além da definição dos papéis sociais atribuídos às mulheres em função de sua anatomia. O discurso médico, por meio da medicalização e do controle, atua diretamente nessa (re) definição do sujeito-mulher.

Como as mulheres mastectomizadas reorganizam sua condição corporal após tal procedimento cirúrgico? Como concebem sua autoestima e autoimagem? A beleza para essas mulheres é uma questão preocupante, presente em suas narrativas? Questionam-se sobre serem bonitas? Essas são algumas das questões norteadoras que permitem perceber nesses discursos as relações dessas mulheres com a estética e a vaidade a fim de compreendermos mais sobre a nova condição experimentada pelas mesmas.

A pesquisa apresentada tem como lócus empírico um grupo de apoio à mulher portadoras do câncer de mama, localizado em Fortaleza, Ceará.




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