Coordenadores


partir daí, desenvolver suas próprias estratégias de leitura, haja vista que



Baixar 5.01 Kb.
Pdf preview
Página9/12
Encontro23.05.2020
Tamanho5.01 Kb.
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   12

partir daí, desenvolver suas próprias estratégias de leitura, haja vista que: 
O que faz da linguagem uma realidade complexa é essa sua bipolaridade, no 
sentido de que é sistemática e, ao mesmo tempo, imprevisível; definida e, ao 
mesmo tempo, inexata. Consequentemente, o que deixa o falante competente 
é  sua  habilidade  para  administrar  essa  complexidade  e  dela  se  aproveitar 
sempre que quiser.  (Antunes, 2012, p. 97) 
Situando  a  organização  metodológica  da  pesquisa,  foram  organizadas  oito 
oficinas,  cujo  eixo  norteador  foi  a  construção  do  humor,  pautando-se  nos  diferentes 
comportamentos  da  língua  mobilizados  para  a  geração  dos  sentidos  pretendidos: 
ambiguidade,  conhecimentos  prévios,  aspectos  não-verbais  agregados  aos  verbais, 
intertextualidade, pressuposição, ironia, dentre outros.  
Cada fenômeno constituiu uma fase da pesquisa realizada com alunos do terceiro 
ano do Ensino Médio de uma das unidades do Instituto Federal de Educação, Ciência e 
Tecnologia  da  Paraíba.  Neste  momento,  nosso  recorte  apresenta  a  análise  deste 
processo,  cujo  foco  reside  nas  tirinhas  construídas  a  partir  do  fenômeno  da 
ambiguidade.  
Assim, como orientação metodológica, buscamos em cada oficina desenvolvida, 
aplicar atividades pré-avaliativas, ou seja, os alunos eram convidados a realizar leitura 
de  tirinhas  e  a  responder  se  haviam  achado  engraçado.  Isso  porque,  segundo  Raskin 
(1985), o riso é o termômetro, ou seja, reconhecer o humor é a representatividade de que 
o leitor ultrapassou  a decodificação, ou seja, compreendeu qual o script que melhor se 
adequa ao contexto no enunciado. 
Após este momento inicial, eram realizadas discussões orientadas de modo que, 
através da mediação, os alunos eram instigados a identificar como o humor estava sendo 
construído. Por que um script levava ao riso e o outro não.  
Ratificamos  que ao se deparar com scripts diferentes em um  mesmo objeto de 
leitura, o aluno  era levado a mobilizar seus conhecimentos,  gerar hipóteses, refutá-las 
para  chegar  a  identificação  da  interpretação  que  se  adequasse  ao  contexto  gerador  do 
humor na tirinha.  


Simpósio 22 – Questões semântico-sintáticas na pesquisa e no ensino da língua portuguesa
 
3421 
Por fim, após este momento de mediação, os alunos eram novamente convidados 
a  fazerem  a  leitura  de  novas  tirinhas,  respeitando  a  existência  do  mesmo  fenômeno 
mobilizado na construção do humor.  
Esta  dinâmica  oportunizou  a  reflexão  sobre  este  processo  e  como  os  alunos 
conseguem internalizar estes fenômenos por meio de atividades sistemáticas e que nos 
rendeu os resultados que passaremos a apresentar.   
Nesta oficina, chamaremos de T1 a tirinha inicial, responsável pela verificação 
das  habilidades  prévias,  ou  seja,  identificar  se  os  alunos  conseguiam,  sem  mediação, 
identificar  o  humor  e  os  seus  elementos  direcionadores.  De  T2  e  T3  as  tirinhas  que 
fizeram parte do processo de mediação, momento em que as discussões sistematizadas 
oportunizaram  o  desafio,  o  problema  a  ser  resolvido  pelos  alunos.  De  T4,  a  tirinha 
responsável  pela  avaliação  final,  ou  seja,  a  verificação  se  os  alunos  conseguiram 
identificar o humor na tirinha, após todo o processo.  
A  partir  das  discussões  orientadas,  foi  possível  a  análise  de  aspectos 
relacionados  à  importância  da  observação  acerca  da  relação  entre  o  verbal  e  o  não 
verbal para a compreensão do humor; o fenômeno da ambiguidade lexical na construção 
dos  scripts  do  texto  de  humor;  a  percepção  do  aluno  em  relação  aos  scripts 
direcionadores  do  humor;  a  violação  gerada  pela  quebra  da  expectativa,  enfim, 
promovidas  situações  de  sistematização  e  compreensão  de  cada  um  destes 
comportamentos da língua.  
Assim, orientados pelo desenvolvimento da oficina supracitada, os alunos foram 
convidados  a  atribuir  respostas  para  a  T4,  considerando  as    questões  elaboradas  e 
aplicadas a todas as tirinhas.  
A análise do quadro de respostas atribuídas às tirinhas citadas, atividade da qual 
Baixar 5.01 Kb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   4   5   6   7   8   9   10   11   12




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino fundamental
ensino médio
Processo seletivo
minas gerais
Conselho nacional
terapia intensiva
Curriculum vitae
oficial prefeitura
Boletim oficial
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
Poder judiciário
educaçÃo física
saúde conselho
assistência social
santa maria
Excelentíssimo senhor
Conselho regional
Atividade estruturada
ciências humanas
políticas públicas
outras providências
catarina prefeitura
ensino aprendizagem
secretaria municipal
Dispõe sobre
Conselho municipal
recursos humanos
Colégio estadual
consentimento livre
ResoluçÃo consepe
psicologia programa
ministério público
língua portuguesa
público federal
Corte interamericana