ConsideraçÕes sobre a prática didática das línguas clássicas



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Um pouco de história

O ensino de línguas na escola - a modalidade escrita, no caso da língua materna (LM), e ambas as modalidades, no caso das línguas estrangeiras modernas -, valeu-se, desde sempre, de um procedimento didático cuja característica fundamental era partir do estudo da gramática, entendida como sistematização escrita dos fatos da língua, para, só muito depois, recorrer ao texto, manifestação viva da língua, privilegiando a memorização de formas lingüísticas descontextualizadas. Esse procedimento inverte o processo natural de aquisição da linguagem, válido para qualquer língua, de acordo com o qual é a imersão do indivíduo na língua e sua exposição constante à fala que permitem a paulatina sistematização dos usos e a conseqüente formação de uma gramática. Consoante a esse processo, a aquisição do domínio da língua escrita teria que partir do texto, de onde as estruturas seriam apreendidas. Não foi isso, porém, o que se observou, ao longo dos séculos e até mais da metade do século XX.


O advento da Lingüística moderna imprimiu aos estudos da linguagem um maior rigor investigativo e uma atitude crítica que fizeram perceber os erros cometidos pela escola no ensino de línguas. A aplicação dos princípios lingüísticos ao ensino das línguas fez nascer uma nova disciplina, a Lingüística Aplicada, que atuou por primeiro no ensino das LEMs e, depois, embora com uma certa lentidão, no ensino da LM. Hoje, porém, observa-se um grande avanço em termos de metodologia do ensino das LEMs e um progresso considerável no ensino da LM. Não obstante, o que se verifica em relação ao ensino das LCs é que a aplicação das contribuições trazidas pela Lingüística tem sido excessivamente lenta. É possível atribuir-se esse comportamento à peculiaridade do ensino dessas línguas, em cujo estudo não se inclui o desenvolvimento das habilidades da escrita, da fala ou da compreensão auditiva, restrito que está à leitura, o que , aliás, de outra perspectiva pode ser considerado uma vantagem. Não é desprezível, porém, a constatação de que nem todos os profissionais que lidam com o ensino dessas línguas tem com a ciência lingüística o envolvimento mínimo indispensável ao recebimento de sua influências benéficas.
Do exposto ressalta o fato de que no terreno das línguas clássicas o caminho a percorrer é ainda muito longo, já que a fundamentação lingüística é praticamente inexistente ou, quando muito, incipiente. Com efeito, a velha concepção do ensino de línguas na perspectiva do sistema para a língua parece ter sido muito pouco abalada e as tentativas de mudança são ainda muito tímidas. Referimo-nos especificamente ao ensino do Grego e do Latim, tal como tem sido conduzido nos cursos de Letras das universidades brasileiras.



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