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Referência: BROMBERG, Maria Helena Pereira Franco. A psicoterapia em situações de perdas e luto. Campinas: Livro Pleno, 2000. 174 p. ISBN 85-87622-09-9
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A psicoterapia em situação de perdas e luto


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Maria helena P. F. Bromberg
A psicoterapia em situação de perdas e luto
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A PSICOTERAPIA EM SITUAÇÕES DE PERDAS E LUTO

1º tiragem

2000
Conselho editorial
Douglas Marcondes Cesar
Glauci Estela Sanchez
Composição
Micro Laser Comi. Ltda. - ME
Coordenação editorial
Glauci Estela Sanchez
Foto
Maria Helena P. F. Bromberg

ISBN: 85.8762-09-9


Editora Livro Pleno
Rua Dr. Cândido Gomide, 584 - Jd. Chapadão
CEP: 13070-200 - Campinas - SP - Brasil
Telefax: (0XX) 19 243-2275
e-mail: edlivropleno@uol.com.br
Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, especialmente por sistemas gráficos, microfilmicos, fotográficos, reprográficos, fonográficos, Videográficos. Vedada a memorização e/ou a recuperação total ou parcial bem como a Inclusão de qualquer parte desta obra em qualquer Sistema de processamento de dados. Essas proibições aplicam-se também as características gráficas da obra e à sua editoração.
Impresso no Brasil / Printed in Brasil
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SOBRE A AUTORA
Maria Helena P. F. Bromberg é psicóloga pela PUCSP, Mestre e Doutora pela mesma universidade. Psicoterapeuta e professora universitária (PUC-SP e UNIP) com experiência em questões da terminalidade e do luto. Tem apresentado suas pesquisas e reflexões em congressos no Brasil e no Exterior, assim como tem se atualizado em cursos e seminários, particularmente na Inglaterra, país com tradição no trato das questões do luto. Na PUC-SP, é Professora-Assistente-Doutora, responsável pela disciplina “Luto e morte na família”, além de orientar alunos na monografia de conclusão de curso. Supervisiona psicólogos em formação em Psicoterapia Infantil, além de atender pacientes na Clínica Psicológica “Ana Maria Poppovic”, da qual foi diretora de 1989 a 1993. No curso de Pós-Graduação em Psicologia Clínica, pertence ao Núcleo de Família e Comunidade, ministrando cursos relacionados ao tema dos vínculos e do luto. Na Universidade Paulista, é Professora Titular de Psicologia do Desenvolvimento 1, no curso de Psicologia.
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Prefácio

Ao preparar esta tiragem, é inevitável pensar em quantas pessoas terão lido este livro, utilizando-o em seu trabalho com pessoas enlutadas. Penso ser este o principal objetivo de um trabalho na área de saúde: que possa permitir uma melhora na qualidade do atendimento de forma a ampliar a área de abrangência dessa atuação e beneficiar um maior número de pessoas.


Isto sem dúvida ocorreu nestes anos que se seguiram à publicação da primeira tiragem. As questões envolvidas no processo de morte e luto vêm sendo discutidas com maior freqüência e profundidade, tanto por profissionais quanto por leigos. A mídia tem voltado seus olhos para esses aspectos, com uma atenção que surpreende em alguns momentos, nestes tempos de fim de século, nos quais procura-se solução imediata para problemas psicológicos, existências ou espirituais.


Nesse período, aconteceu também um fato importante: a criação do laboratório de estudos e intervenções sobre o Luto — LELu, na PUC-SP, ligado ao Núcleo de Família e Comunidade do programa de estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica e à Clínica Psicológica “Ana Maria Poppovic”. No LELu, que teve apoio da FAPESP para sua implantação, desenvolvem-se pesquisas sobre temas relacionados ao luto além de serem oferecidos atendimentos psicológicos a pessoas ou grupos enlutados e treinamento para pessoas que trabalhem com perdas e morte em seu cotidiano. A ex-


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periência tem sido positiva, com crescente interesse, tanto por estudantes como por profissionais.

Esta tiragem ainda não apresenta alterações de conteúdo, uma vez que isto requer uma exposição maior aos avanços obtidos. O trabalho desenvolvido no LELu sem dúvida permitirá esse avanço, de maneira que as próximas edições apresentem novos resultados de pesquisa e de reflexões sobre a experiência.


Sem dúvida, é uma alegria estar preparando esta tiragem. Isto significa que o livro tem sido lido e, espero, útil. E que as questões do luto têm merecido atenção.

Uma informação, que pode parecer irrelevante, mas sobre a qual gostaria de chamar a atenção: a foto da capa deste livro foi tirada por mim. Era um frio dia do fim do inverno londrino, março de 1991, no dia em que voltava ao Brasil, após dois meses ao mesmo tempo de muito estudo e muita aflição, após a tensão da Guerra do Golfo. Na foto, como pode-se observar, falta um pássaro. Há um lugar vazio. Por isso escolhi essa foto para a capa do livro e por isso é tão importante mencionar que a cena foi captada pelo meu olhar.
Maria Helena P.F. Bromberg

Setembro / 98


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SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO página 13

Introdução página15

O LUTO: TEORIAS página 23

1. A EXPERIÊNCIA DE PERDA página 23

1.1. Luto e perda do objeto: a abordagem psicanalítica página 24

1.2. Luto e perda do vínculo: a abordagem etológica página 27


2. O PROCESSO PSICOLÓGICO DO LUTO página 30
2.1. A sintomatologia página 33
2.2. Fases do enlutamento página 36
2.3. Luto normal e luto patológico página 40
2.4. Fatores de risco página 42
3. PERDAS NA VIDA ADULTA página 44
3.1. A morte de um filho página 45
3.2. Viuvez página 51
3.3. Os lutos do envelhecimento página 56
4. PERDAS PARA A CRIANÇA página 58
4.1. O signftcado para a criança página 58
4.2. Impactos do luto infantil página 60

5. LUTO NA FAMÍLIA página 64


5.1. Reações da família à morte página 65
Página 10

5.2. Morte no ciclo de vida familiar página 67


5.3. Adaptação da família à perda página 68
II. PSICOTERAPIA DO LUTO página 71
.1. CUIDANDO DA FAMÍLIA ENLUTADA página 71
1.1. Avaliando a necessidade de cuidado página 71
1.2. Identflcando o cuidado necessário página 79
2. PSICOTERAPIA DO ENLUTAMENTO 82
2.1. Psicoterapia individual para o enlutamento página 82
2.2. Psicoterapia familiar para o enlutamento página 82
III. OBJETIVOS página 93
1. O FENÔMENO POR ABORDAR página 97
2. As PRESSUPOSIÇÕES página 99
1V. MÉTODO página 101
1. A PESQUISA página 101
2. SUJEITOS página 102
3. PROCEDIMENTO APÓS ENCAMINHAMENTO página 103
4. PROCEDIMENTO DE COLETA DE DADOS página 105
5. RECURSOS PARA AVALIAÇÃO DAS FAMÍLIAS página 106
6. PROCEDIMENTOS DE INTERVENÇÃO página 109
7. RITUAIS COMO RECURSO TERAPÊUTICO página 112
8. PROCEDIMENTO PARA ANÁLISE DOS DADOS página 116
V. ANÁLISE DAS FAMÍLIAS ESTUDADAS página 119
1. FAMÍLIA A página 119
2. FAMÍLIA B página 126
3. FAMÍLIA C página 130
4. FAMÍLIA D página 134
5. FAMÍLIA E página 138
6. FAMÍLIA F página 143
VI. CONCLUSÕES página 149
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1. QUESTÕES DA ATUAÇÃO CLÍNICA página 149
1.1. Tempo decorrido entre a morte e o início da terapia página 150
1.2. Conexão entre queixa e necessidade de atendimento familiar página 151
1.3. Resultados obtidos quanto a mudanças
nos sintomas página 152
1.4. Avaliação quanto aos fatores de risco página 154
1.5. Uso de rituais página 155
1.6. Atuação do psicoterapeuta página 156
2. A TEORIA COMO FUNDAMENTO PARA A PRÁTICA TERAPÊUTICA página 158
3. ABERTURA PARA OUTRAS ARRAS DE PESQUISA E ATUAÇÃO página 160
4. QUESTÕES DE PREVENÇÃO página 161
5. CONCLUSÕES FINAIS página 164
BIBLIOGRAFIA página 167
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Apresentação


“Admirável
Não pensar ao ver um raio:
‘E fugaz a vida’.”
(Bashô)
Por mais que se saiba que a vida contém a morte, as pessoas vivem como se nunca fossem morrer!
Esse fato significa que a construção de mundo que se faz deve incluir necessariamente a noção de finitude, de fragilidade do ser humano para que nossos atos, pensamentos e projetos não sejam imbuídos do sentimento onipotente da intemporalidade.

Morte é ausência... A perda do mundo, dos afetos, do pensamento... Morte é perda... é ausência de todos... Morte é solidão...


Ausência, perda, solidão, emoções que caracterizam o sentimento de luto.


Talvez por isso, embora não haja fato mais previsível do que a morte como ponto final do ciclo de vida das pessoas, não há também aspecto que cause tanto impacto emocional e mobilize tão freqüentemente mecanismos psicológicos de evitação.

Tais mecanismos dificultam a necessária vivência do luto, definido como “uma sucessão de quadros clínicos que se mesclam e se repõem uns aos outros” (PARKES, 1986).


Portanto, luto é processo, não um estado estático; um tempo de elaboração e transformação que atinge os in-


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divíduos e os grupos, desestruturando-os pela falta, confundindo os remanescentes e desestabilizando seu funcionamento.

Esse livro trata com sensibilidade e competência o luto, suas fases e características, buscando por meio da excelente revisão bibliográfica, discutir as diferentes contribuições teóricas sobre o enlutamento (psicanalítica, etológica e sistêmica), conseqüências clínicas e possibilidades de intervenção.


O grande mérito desse trabalho, além de ressaltar as características variáveis e sutis do luto nos indivíduos, é mostrar com clareza a importância do luto como fenômeno inter-relacional e abordá-lo no âmbito familiar.


Com isto, busca o enfrentamento da crise que o luto gera na família pelo “desequilíbrio que causa entre os recursos do sistema familiar e a quantidade necessária de ajustamento de uma só vez”.


Assim, analisa com cuidado e sutileza as conseqüências da “onda de choque emocional”, tanto no dia-a-dia da família como na saúde fisica e psicológica de seus membros, além do equilíbrio do próprio sistema familiar, apontando a diferença das crises conforme os diferentes momentos do ciclo vital da família.

Finalmente, o uso de rituais como um recurso terapêutico permite aos indivíduos recuperarem o sentido da morte e, conseqüentemente, da vida, resgatando valiosos procedimentos presentes em todas as culturas e tão desvalorizados atualmente, sobretudo nas sociedades ocidentais.

Enfim, poderia apontar ainda muitas outras qualidades, porém creio ser mais adequada a recomendação de sua leitura a todos os profissionais da área da Saúde, não só a psicoterapeutas, tanto pela qualidade das considerações teóricas como pela clareza com que fornece elementos essenciais para uma intervenção eficaz nas mais variadas situações de perda e luto.


São Paulo, outubro de 1994

Rosa Maria Stefanini de Macedo Núcleo de Família e Comunidade


PUC-SP
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