Conhecendo o seu Aluno


  Desenvolvimento emocional



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4.  Desenvolvimento emocional

Essa área procura estudar como a criança se sente e se percebe em relação ao mundo, aos outros e a si mesma. O estudo do desenvolvimento emocional é, via de regra, um pouco vago e subjetivo, aparentemente mais sintonizado em captar "problemas emocionais" que em tentar compreender, sem julgar, como se desenrola a vida interior da criança.

No enfoque da Psicologia Humanista, tal estudo procura perceber, do ponto de vista da criança, primeiro o seu auto-conceito, isto é, aquilo que ela se percebe como sendo, tanto em termos substantivos (sou menino ou menina, sou criança, sou filho/ filha), como em termos adjetivos (sou inteligente/ não sou inteligente, sou capaz/ sou incapaz, sou bom/ não sou bom, etc). Em seguida compreender o grau de valoração que a criança atribui às suas características (para ela é mais, ou é menos importante ser inteligente; é mais importante ser homem do que mulher; é importante ser forte... etc, pois é daí que se derivam pistas para se aferir até que ponto a criança tem um "auto-conceito" positivo. O conceito do outro completa o aspecto emocional.

A idéia vem a ser, perceber se a criança percebe os outros - crianças e adultos- como seus iguais, como superiores, ou inferiores a ele, como colaboradores ou competidores, como de confiança ou que não merecem confiança.

A visão que a criança tem do mundo, como é óbvio, vai integrar a idéia que faz de si e dos outros, e pode ser expressa também em termos de "o mundo é um lugar bom, agradável, positivo", ou "o mundo é um lugar agressivo, cheio de perigos, desagradável". Em qualquer dessas expressões da vida emocional, as referências aqui apontadas são como os pólos de um contínuo e as crianças, como também os adultos, ficarão colocados em algum lugar da distribuição, embora não necessariamente nos extremos.

De qualquer forma, o auto-conceito parece ser a dimensão mais forte e mais potente do ser humano, a qual impulsiona praticamente toda a sua vida, influenciando tudo o que ela pensa, sente e faz, tanto em
relação a si mesmo, quanto aos outros e ao mundo. Nos anos pré-escolares, esse auto-conceito está ainda a iniciar-se, e tudo indica que somente por volta dos 12/13 anos de idade é que existe um auto-conceito mais definitivo e já configurado.

Na idade escolar há na configuração dos comportamentos naturais das crianças um elemento reconhecível que se convencionou chamar de "maturidade emocional" que vem a ser, em síntese, a capacidade que a criança tem para reconhecer, expressar e manter sob controlo os seus próprios sentimentos e emoções.

Alguns estudiosos de Psicologia Infantil costumam agrupar o desenvolvimento social e emocional das crianças numa área apenas, designada como sócio-emocional. Todavia, no nosso trabalho com crianças sentimos a necessidade de focalizá-los como dois aspectos diferenciados, para evitar que uma das funções, quase sempre a social, venha a obscurecer o estudo da outra, levando a conclusões parciais ou incorretas sobre a criança.

Uma vez realizado o estudo de cada área de desenvolvimento, poder-se-á ter, não só a idéia global do estado geral da criança, como também a indicação dos pontos em que ela pode ser ajudada pela ação educacional.







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