Conhecendo o seu Aluno


Aferição do Nível de Desenvolvimento



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Aferição do Nível de Desenvolvimento

Os dados colhidos no estudo de uma criança, em particular, fazem sentido mais amplo quando examinados à luz dos dados gerais da população de crianças a que ela pertence, pois assim se pode


verificar comparativamente o seu nível de desenvolvimento. Uma vez que a educação é uma atividade direcional, voltada para o futuro, ela caminha orientada por objetivos, tanto gerais e maiores, tais como o desenvolvimento da pessoa, como imediatos e menores, tais como pronunciar bem o próprio nome.

Esses objetivos são determinados, ou identificados, em duas origens: a própria criança, como discutimos no início deste artigo; os valores e ideais presentes na cultura e na sociedade onde ela nasceu, e aonde irá provavelmente viver a sua vida. Entre os valores mais elevados da nossa sociedade estão o crescimento sadio e saudável, o desenvolvimento de uma inteligência elevada, informada e independente, o convívio pacífico e harmonioso com os outros, e a sensação profunda de felicidade e bem estar pessoal.

Esses valores, que por natureza são genéricos e contínuos, vão sendo operacionalizados em degraus menores, por assim dizer, indicando gradualmente a maneira como o processo geral se está a se desenvolver. Tais escalas, por sua vez, são organizadas através de observação e estudo longitudinal de muitas gerações de crianças, quase sempre documentados por estatísticas populacionais nos traços onde é possível aplicarem-se medidas e números.

As primeiras indicações sobre o nível de desenvolvimento de uma criança podem ser obtidas na escola, pela comparação inevitável com as outras crianças, na sua própria classe. Essa primeira aferição, mais ou menos informal e assistemática, serve para chamar a atenção para aspectos mais, ou menos, diferentes na constituição geral da criança ou, por outro lado, indicar o que se convencionou chamar de "normal", ou seja, que nada chama propriamente a atenção naquele aspecto, e a criança integra-se bem à norma do grupo.

Porém, com aprofundar-se e expandir-se o estudo, torna-se necessário uma comparação com a população maior. Para isso usam-se então as tabelas, quadros e índices já existentes. A essa altura pode-se assim estabelecer, com maior segurança, o conceito de normalidade, ou excepcionalidade, daquela criança, em relação à média ampla da população comparável.

O estudo do desenvolvimento geral é bastante complexo e, assim sendo, procuramos organizá-lo em áreas, com a finalidade didática de torná-lo ao mesmo tempo mais completo e melhor manejável, com o risco de repetir algo muito conhecido. Lembramos que esse estudo em áreas não significa uma "divisão" no desenvolvimento, mas apenas uma maneira de sistematizar o estudo. O desenvolvimento da criança, como o de todo o ser humano, é global, inteiro e complexo, e cada área ou traço de personalidade, por si só, não diz nada a respeito da pessoa, e só tem algum sentido quando integrado no contexto total.

Para orientar o professor no estudo de seus alunos, costumamos indicar 4 áreas:





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