Conceitos fundamentais da Psicanálise



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Conceitos fundamentais da Psicanálise





Ananke/Tüchê/

Autómatos


A “letra” do desejo- “a”-

outro/Outro

A rede de significantes –

um encontro faltoso

Goethe –

Afinidades eletivas”



A psicografia

O significante “nome do pai”

Logicização dos mitos freudianos

A metáfora paterna

A escuta do significante

na práxis analítica –

um caso

Filologia/

Lingüística

A formalização lacaniana da teoria freudiana

O inconsciente na transferência


As constelações representativas

A formação do analista – Santhomem

A “escolha” do analista

A neutralidade

Que é análise

Conceitos fundamentais da Psicanálise


Apresentação, leitura e comentários de

Seminários e Textos de Jacques Lacan


Os Nomes-do-Pai


e

Os quatro conceitos fundamentais da Psicanálise
Paulo Medeiros
17 - 28 de setembro de 2004
Memória e transcrição de gravação 1

Leitura na página 41: Do mesmo modo, justificando...


Intervenções.
Sim, é justamente isso. Trata-se de ir retomando, desde esse ponto, do que virá a seguir, sob a nomeação com termos gregos:  (Hánánke), (Tüchê),  (Autómatos) etc, isto é: Necessidade, Acaso, Autônomo etc. Mas a relação com a cadeia de significantes está nessa arbitrariedade. O Acaso ocorre como um encontro necessário ao automatismo da relação entre significantes. Por exemplo: alguma coisa relacionada à trama da rede de significantes de cada um aqui propicia esse nosso encontro para estudos. Não estamos aqui por acaso, mas o acaso nos relacionou, algo arbitrário a partir do casual. As pessoas não se reúnem de graça, há um acaso não por acaso.
Intervenção – [....]
Em relação ao desejo há o imaginário a anatomizar, a visar o anatômico, a imagem real do corpo. Mas o desejo é sempre infantil, quer dizer, há sempre esse outro. Há agora, em Lacan, algo diferente no seguinte sentido: no começo essa formulação “o desejo é... o desejo do outro” foi formulando “outro” com “o” em minúscula, agora já em maiúscula, “O”. “Outro”, escrito em minúscula, “o”, refere-se ao semelhante; em maiúscula, “O”, refere-se ao “lugar da fala”, ao “código”, aos “significantes”. Como se trata de empregar uma das “letrinhas”, no dizer de Lacan, de sua álgebra, devem essas categorias ser sempre escritas com a letra “a”, não por ser a primeira letra do nosso alfabeto ou do alfabeto francês, mas por ser a primeira letra de autre, outro, Autre, Outro. Creio possamos presumir ter havido aí uma passagem de “outro” para “outrem” até chegar em “Outro”, sendo este Outro nitidamente hegeliano. O desejo torna-se uma articulação da própria fala, na própria fala, sendo da dimensão da fala de uma linguagem, isto é, uma fala articulada no âmbito do próprio sistema linguageiro de cada sujeito, acionado quando estando numa relação transferencial, quando essa fala se origina e se dirige a esse Outro. Dele se origina e a ele retorna. O analista é, então, digamos assim, o veículo, o instrumento desse movimento da própria fala do sujeito. Analista é função. Outro é o sistema lógico, linguageiro, de cada um em análise, “lugar” onde se articula o desejo.
Intervenção – [....]
Sim, exatamente, a partir de onde nossas assim chamadas escolhas já estão feitas, não sendo por acaso, mas um acaso propicia sua realização. Eu até diria mais, correndo o risco da descrença de vocês quanto a isso: todos os termos que designam essas escolhas são significantes. Digamos que, num ambiente público, no meio de muita gente, por exemplo, nesses “barzinhos” onde vocês costumam ir para paquerar, daí a pouco alguém começa a olhar, em retribuição ao olhar a si dirigido; então atribuem-se a tais relações termos bastante conhecidos, tais como: tesão, beleza, uma coisa de pele, uma química e sabe-se lá mais o quê... No entanto, podemos, a partir de nosso pequeno laboratório, que é a análise de cada um, atribuir tudo isso à trama de alguma rede de significantes. Essa trama propicia sempre um encontro, ainda que faltoso; faltoso por não corresponder nunca ao encontro primeiro, desejado primeiramente.




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