Competências dos Profissionais em Cuidados Paliativos



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Liliana Maria Jesus Ribeiro

As Competências dos Profissionais em Cuidados Paliativos


Trabalho de Projecto apresentado para a obtenção do grau de Mestre em Cuidados Paliativos, sob a orientação da Mestre Ivone Duarte, e co-orientação do Mestre Miguel Ricou.


1º Curso de Mestrado em Cuidados Paliativos

Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

Porto, 2011

RESUMO

Os progressos científicos no âmbito da medicina têm contribuído para a descoberta de novas formas de prevenção e controlo das doenças. Este facto aliado à melhoria das condições de vida das populações nas sociedades ocidentais promove um aumento das doenças sem perspectiva de regressão e mesmo o prolongamento do fim de vida em doenças terminais. As pessoas com doença incurável e em fase terminal, vivenciam uma multiplicidade de sintomas físicos, psicológicos e emocionais que as torna incapazes de enfrentar a doença sem auxilio especializado, fazendo emergir a necessidade de uma série de cuidados que tenha como objectivo preservar a dignidade da pessoa doente e proporcionar-lhe o máximo de qualidade de vida na fase terminal. Os cuidados paliativos promovem um modelo holístico que comporta a dimensão física, psicológica, social, económica e espiritual nos cuidados ao doente em fim de vida, consideram a pessoa doente na sua integralidade, e têm como principais objectivos o alívio do sofrimento, a promoção de bem-estar e qualidade de vida ao doente e à sua família. O confronto com uma doença terminal provoca um grande sofrimento no doente e na sua família, alterando as dinâmicas familiares e causando sintomas de angústia e stress, assim tanto o doente como a sua família apresentam uma grande fragilidade emocional que requer competências específicas e adequadas, por parte dos profissionais que exercem funções nos serviços de cuidados paliativos. Portanto, os profissionais de saúde devem possuir competências essenciais para o exercício adequado das suas funções em cuidados paliativos. A formação profissional de base aliada à formação complementar ao longo da vida é considerada fundamental; o estabelecimento de uma relação interpessoal humanizada; a utilização de uma comunicação verbal e não verbal eficaz e adequada a cada contexto; o conhecimento prático do trabalho em equipa multidisciplinar; características pessoais intrínsecas que facilitem o contacto humanizado, sincero e interessado pelos doentes em fim de vida. Todas estas competências deverão ter por base princípios éticos fundamentais ao exercício da prática clínica em cuidados paliativos, nomeadamente a verdade sobre a condição do doente, o respeito à autonomia da pessoa, e o processo de tomada de decisão.






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