Colégio estadual josé de anchieta


COLÉGIO ESTADUAL JOSÉ DE ANCHIETA



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COLÉGIO ESTADUAL JOSÉ DE ANCHIETA

ENSINO MÉDIO
PROFESSORA:

DENISE RUFATO


PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR

DE QUÍMICA

Borrazópolis – PR

2010

1. APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA
O desenvolvimento dos saberes e de práticas ligadas à transformação da matéria e presentes na formação das diversas civilizações foi estimulado por necessidades humanas.

Para iniciar as discussões sobre a importância do ensino de química, é essencial retomar fatos marcantes da história do conhecimento químico em suas inter-relações econômica, política e social.

Na história do conhecimento químico, a alquimia, nascida dos trabalhos da metalurgia, das idéias chinesas de cura e equilíbrio, da magia estelar persa, do hermetismo egípcio e da interpretação mística da filosofia grega, tinha como objetivo a investigação sobre a natureza da matéria e prática laboratorial para nela interferir, desejando a conquista do tempo.

Na Europa a alquimia chegou através de traduções de textos árabes, os quais, por sua vez, já eram traduções e adaptações de velhos textos helenísticos ou de traduções caldaicas.

Os alquimistas europeus buscavam o elixir da vida eterna e a pedra filosofal (prática da transmutação dos metais em ouro). Dedicavam-se a esses procedimentos, mas agiam de modo hermético, ocultista, uma vez que a sociedade da época era contra essas práticas por acreditar tratar-se de bruxaria.

Esses alquimistas manipularam diversos metais, como o cobre, o ferro e o ouro, além das vidrarias que foram aperfeiçoadas e hoje, muitas fazem parte dos laboratórios.

Os conhecimentos químicos nem sempre estiveram atrelados à religião e à alquimia. A teorização sobre a composição da matéria, por exemplo, surgiu na Grécia antiga e a idéia de átomo com os filósofos gregos Leucipo e Demócrito, que lançaram algumas bases para o atomismo do séc. XVII e XVIII com Boyle, Dalton e outros. A teoria atômica foi uma questão amplamente discutida pelos químicos do séc. XIX, que a tomaram como central para o desenvolvimento da química com ciência.

O fato é que a química como ciência teve seu berço na


Europa no cenário de desenvolvimento do modo de produção capitalista, dos interesses econômicos da classe dirigente, da lógica das relações de produção e das relações de poder que marcaram a constituição desse saber.

O experimentalismo marcou a ciência moderna e esteve presente no avanço da química dos séc. XVIII e XIX em inúmeras investigações.

No séc. XIX, finalmente a ciência moderna se consolidou.

Em 1860, foi realizado o primeiro Congresso Mundial de Química.

Os interesses da indústria da segunda metade do séc. XIX impulsionaram pesquisas e descobertas sobre o conhecimento químico.

No final do séc. XIX, com o surgimento dos laboratórios de pesquisa, a química se consolidou como a principal disciplina associada aos efetivos resultados na indústria. A produção de conhecimentos, na Alemanha, Estado Nação recém unificado, se dava pelas instituições científicas e pela indústria, em busca de desenvolvimento econômico e científico e de reorganização territorial. O exemplo alemão do investimento em pesquisas, seguido por outras nações alavancou ainda mais o desenvolvimento da química.

No séc. XX, a química e todas as outras ciências naturais tiveram um grande desenvolvimento, em especial nos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha. Esses países destacaram-se no desenvolvimento da ciência, no intuito de estabelecer e, posteriormente, manter influência científica que pudesse garantir diferentes formas de poder e controle mundial, essenciais nas tensões vividas no séc. XX.

Dentre as descobertas e avanços científicos, últimas quatro décadas do séc. XX passou-se a conviver com a crescente miniaturização dos sistemas de computação, com o aumento de sua eficiência e ampliação do seu uso, o que constitui uma era de transformações nas ciências que vêm modificando a maneira de se viver. Esse período é marcado pela descoberta de novos materiais, engenharia genética, exploração da biodiversidade, obtenção de diferentes combustíveis, pelos estudos espaciais e pela farmacologia; marca o processo de consolidação científica, com destaque à química, que participa das diferentes áreas das ciências e colabora no estabelecimento de uma cultura científica, cada vez mais arraigada no capitalismo e presente na sociedade, e, por conseguinte, na escola.





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