Cláudia Maria Mendes Gontijo2



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A ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS NO ESPÍRITO SANTO, NA DÉCADA DE 1950
Dulcinéa Campos1

dulcampos@gmail.com
    1. Cláudia Maria Mendes Gontijo2


clammg@terra.com.br

Resumo:

Propõe apresentar resultados de uma pesquisa de Mestrado em Educação, concluída em 2008, no campo da história da alfabetização, cuja finalidade foi investigar os sentidos da alfabetização na história da educação, no Estado do Espírito Santo, na década de 1950. Foi escolhida essa década para o desenvolvimento do estudo, tendo em vista compreender as mudanças, as continuidades e as contradições nas políticas e propostas de alfabetização no Espírito Santo decorrentes da promulgação da Lei Orgânica do Ensino Primário em 1946. Recorre aos pressupostos bakhtinianos da linguagem, dialogando com os dados e analisando, nesse processo, os sentidos atribuídos à alfabetização, pelas diversas vozes dos sujeitos envolvidos que, a partir de diferentes lugares e realidades concretos, produziram essa história. Com base na análise das fontes/textos encontradas (textos oficiais, normatizações, artigos divulgados na imprensa local, cadernos de professores, textos orais elaborados por professoras alfabetizadoras que atuaram nas salas de aula, etc.), conclui que as políticas e as propostas de alfabetização foram fortemente marcadas por pelo menos dois ideários/tendências pedagógicos/as. A divulgação pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP) do Plano (1949), como parte do processo nacionalização do ensino primário, influenciou as leis, os programas de ensino e as propostas de alfabetização no Espírito Santo. O Plano (1949) do INEP está ancorado no ideário da Escola Nova e, dessa maneira, apresenta a indicação de um método específico de alfabetização: Método Global. Rafael Grisi, professor e defensor das ideias escolanovistas e do Método Global, como secretário de Educação no período 1951-1955, empreendeu a reforma administrativa e educacional no Espírito Santo, visando à construção das bases necessárias para a implementação desse ideário e do Método Global de alfabetização. No final da década de 1950, tendo em vista, dentre outros fatores, a tessitura de ações, em prol da inclusão de mais um programa de ensino, houve a implementação do Programa de Assistência Brasileiro-Americana ao Ensino Elementar (PABAEE), ancorado no ideário tecnicista. Pode-se afirmar que o Espírito Santo buscou conduzir a sua política de alfabetização, expondo desde a constituição de uma cultura educacional sob os auspícios da Escola Nova, passando pela política de racionalização do trabalho dos professores, até o processo de tecnicização do ensino. As políticas e propostas não implicaram mudanças substantivas nas práticas de alfabetização.




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