Centro espírita nosso lar



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CENTRO ESPÍRITA NOSSO LAR
GRUPO DE ESTUDO DAS OBRAS DE ANDRÉ LUIZ E
MANOELPHILOMENO DE MIRANDA

19º LIVRO - "EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS”



ANDRE LUIZ - 1958 - 10 REUNIÕES



1a REUNIÃO
(Fonte: Do prefácio ao cap. III da primeira parte.)
1 A idéia do perispírito está presente na obra de Paulo - Em seu prefácio, Emmanuel registra: I) Desde tempos remotos a Humanidade reconheceu a existência do perispírito como organismo sutil ou mediador plástico, entre o espírito e o corpo carnal; II) No Egito, era ele chamado kA pelos sacerdotes. Na Grécia, era o eidolon, na evocação das sibilas. Paracelso o designava como sendo o corpo sidéreo. Baraduc o chamava somod; III) Todos os nossos sentimentos e pensamentos, palavras e obras nele se refletem, gerando conseqüências felizes ou infelizes; IV) O Apóstolo Paulo escreveu (I Coríntios, 15:44): “Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual”. Nessa preciosa síntese de Paulo, diz-nos Emmanuel, encontramos no verbo “semear” a idéia da evolução filogenética do ser e, dentro dela, o corpo físico e o corpo espiritual como veículos da mente em sua peregrinação ascensional para Deus. (Evolução em dois Mundos, prefácio de Emmanuel, pp. 13 e 14.)
2. Na Terra, cultura e moral encontram-se ainda distantes - Em nota dirigida ao Leitor, depois de demonstrar, com vários exemplos, que existe ainda um abismo entre o avanço científico e o desenvolvimento moral dos que vivem em nosso planeta, André Luiz explica como e por que esta obra foi escrita. A convite dele, Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira receberam os textos deste livro em noites de domingos e quartas-feiras, respectivamente, nas cidades de Pedro Leopoldo e Uberaba (MG). O cap. I foi psicografado em Uberaba em 15-1-1958. O último foi grafado em Pedro Leopoldo em 29-6-58. A nota ao leitor, datada de 23-7-58, termina assim: “Se não sentes o frio da noite sobre o revolto mar das provações humanas, entorpecido na ilusão que te faz escarnecer da própria verdade, nossa lembrança em tuas mãos traz errado endereço. Mas se guardas contigo o estigma do sofrimento, indagando pela solução dos velhos problemas do ser e da dor, se percebes a nuvem que prenuncia a tormenta e o vórtice traiçoeiro das ondas em que navegas, vem conosco!... Estudemos a rota de nossa multimilenária romagem no tempo para sentirmos o calor da flama de nosso próprio espírito a palpitar imorredouro na Eternidade e, acendendo o lume da esperança, perceberemos, juntos, em exaltação de alegria, que Deus, o Pai de Infinita Bondade, nos traçou a divina destinação para além das estrelas”. (Evolução em dois Mundos, Nota ao Leitor, pp. 15 a 17.)
3. O plasma divino e co-Criação em plano maior - O fluido cósmico, também chamado fluido universal, é o plasma divino, hausto do Criador ou força nervosa do Todo-Sábio. Nesse elemento primordial, vibram e vivem constelações e sóis, mundos e seres, como peixes no oceano. Nessa substância original, ao influxo do próprio Senhor Supremo, operam as Inteligências Divinas a Ele agregadas -- os grandes Devas da teologia hindu ou os Arcanjos da teologia cristã --, em processo de comunhão indescritível, extraindo desse hálito espiritual os celeiros da energia com que constróem os sistemas da Imensidade, em serviço de co-Criação em plano maior, de conformidade com os desígnios do Pai Celeste, que faz deles agentes orientadores da Criação Excelsa. Essas Inteligências gloriosas tomam o plasma divino e o convertem em habitações cósmicas, de múltiplas expressões, radiantes ou obscuras, gaseificadas ou sólidas, obedecendo a leis predeterminadas, quais moradias que perduram por milênios e milênios, mas que se desgastam e se transformam, de vez que o Espírito Criado pode formar ou co-criar, mas só Deus é o Criador de Toda a Eternidade. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. I, pp. 19 e 20.)
4. Impérios estelares - Devidas à atuação desses Arquitetos Maiores, surgem nas galáxias as organizações estelares como vastos continentes do Universo em evolução e as nebulosas intragalácticas como imensos domínios do Universo, encerrando a evolução em estado potencial, gravitando todas ao redor de pontos atrativos, com admirável uniformidade coordenadora. É aí, no seio dessas formações assombrosas, que se estruturam -- inter-relacionados -- a matéria, o espaço e o tempo, a se renovarem constantes, oferecendo campos gigantescos ao progresso do Espírito. Cada galáxia e cada constelação guardam no cerne a força centrífuga própria, controlando a força gravítica, com determinado teor energético, apropriado a certos fins. A Engenharia Celeste equilibra rotação e massa, harmonizando energia e movimento, mantendo-se, desse modo, na vastidão sideral, magnificentes florestas de estrelas, cada qual transportando consigo os planetas constituídos e em formação, que se lhes vinculam magneticamente ao fulcro central, como os elétrons se conjugam ao núcleo do átomo, em trajetos perfeitamente ordenados na órbita que se lhes assinala de início. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. I, pág. 20.)
5. A Via-Láctea, a nossa galáxia - Para termos idéia da grandeza incomensurável da Criação, comparemos a nossa galáxia a grande cidade, perdida entre incontáveis cidades de um país cuja extensão não conseguimos prever. Tomando o Sol e os mundos nossos vizinhos como apartamentos de nosso edifício, reconheceremos que em derredor repontam outros edifícios em todas as direções. Examinando com instrumentos de longo alcance as outras moradias, veremos que, além de nossa casa, erguem-se palácios e arranha-céus como Betelgeuze, no distrito de Órion, Canôpus, na região do Navio, Arctúrus, no conjunto do Boieiro, Antares, no centro do Escorpião, e outras muitas residências senhoriais, imponentes e belas, exibindo uma glória perante a qual todos os nossos valores se apagariam. Por processos ópticos, verificamos que nossa cidade apresenta uma forma espiralada e que a onda de rádio, avançando com a velocidade da luz, gasta mil séculos terrenos para percorrer-lhe o diâmetro. Surpreenderemos nela milhões de lares, nas mais diversas dimensões e feitios, nos quais a vida e a experiência enxameiam vitoriosas. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. I, pp. 20 e 21.)
6. Forças atômicas - Toda essa riqueza de plasmagem, nas linhas da Criação, ergue-se à base de corpúsculos sob irradiações da mente, corpúsculos e irradiações que, no estado atual dos nossos conhecimentos, embora estejamos fora do plano físico, não podemos definir em sua multiplicidade e configuração, porquanto a morte apenas dilata as nossas concepções e nos aclara a introspecção, iluminando-nos o senso moral, sem resolver, de maneira absoluta, os problemas que o Universo nos propõe a cada passo, com os seus espetáculos de grandeza. Sob a orientação das Inteligências Superiores, congregam-se os átomos em colmeias imensas, e, sob a pressão, espiritualmente dirigida, de ondas eletromagnéticas, são controladamente reduzidas as áreas espaciais intra-atômicas, sem perda de movimento, para que se transformem na massa nuclear adensada, de que são esculpidos os planetas, em cujo seio as mônadas celestes encontrarão adequado berço ao desenvolvimento. Esses mundos servem à finalidade a que se destinam por longas eras, até que sofram o colapso atômico pelo qual se transmutam em astros cadaverizados. Essas esferas, uma vez mortas, volvem a novas diretrizes dos Agentes Divinos, que dispõem sobre a desintegração dos materiais de superfície, dando ensejo a que os elementos comprimidos se libertem através de explosão ordenada, surgindo novo acervo corpuscular para a reconstrução das moradias celestes. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. I, pp. 21 e 22.)
7. Luz e calor - Os mundos ou campos de desenvolvimento da alma, com as suas diversas faixas de matéria em variada expressão vibratória, ao influxo dos Tutores Espirituais, são acalentados por irradiações luminosas e caloríficas, sem nos referirmos às forças de outra espécie que são arrojadas do Espaço Cósmico sobre a Terra e o homem, garantindo-lhes a estabilidade e a existência. A luz e o calor classificam-se entre as irradiações nascidas dos átomos supridos de energia. São estes que, excitados na íntima estrutura, despedem as ondas eletromagnéticas. Contudo, apesar de tatearmos com relativa segurança as realidades da matéria, definindo a natureza corpuscular do calor e da luz, confessamos com humildade -- diz André Luiz -- que não sabemos ainda, principalmente no que se refere à elaboração da luz, qual seja a força que provoca a agitação inteligente dos átomos, compelindo-os a produzir irradiações capazes de lançar ondas no Universo com a velocidade de 300.000 km por segundo. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. I, pp. 22 e 23.)
8. Co-Criação em plano menor - As Inteligências humanas que ombreiam conosco também utilizam o mesmo fluido cósmico, em permanente circulação do Universo, para a co-Criação em plano menor, assimilando os corpúsculos da matéria com a energia espiritual que lhes é própria, formando assim o veículo fisiopsicossomático em que se exprimem, ou cunhando as civilizações que abrangem no mundo a Humanidade Encarnada e a Humanidade Desencarnada. Dentro das mesmas bases, plasmam também os lugares entenebrecidos pela purgação infernal, gerados pelas mentes desequilibradas ou criminosas nos círculos inferiores e abismais, e que valem por aglutinações de duração breve, no microcosmo em que estagiam, sob o mesmo princípio de comando mental com que as Inteligências Maiores modelam as edificações macrocósmicas, que desafiam a passagem dos milênios. Na essência, toda a matéria é energia tornada visível e toda a energia é, originariamente, força divina de que nos apropriamos para interpor os nossos propósitos aos propósitos da Criação, cujas leis nos conservam e prestigiam o bem praticado, constrangendo-nos a transformar o mal de nossa autoria no bem que devemos realizar, porque o Bem de Todos é o seu Eterno Princípio. O fluido cósmico ou plasma divino é a força em que todos vivemos, nos ângulos variados da Natureza, motivo pelo qual já se afirmou, com toda a razão, que “em Deus nos movemos e existimos”. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. I, pp. 23 e 24.)
9. Corpo espiritual e corpo mental - O corpo espiritual não é, como se pensa, reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele -- o corpo espiritual -- retrata em si o corpo mental, que lhe preside à formação. Do ponto de vista de sua constituição e da função que realiza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte, o corpo espiritual é o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnética, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja. Todas as alterações que apresenta, depois do estágio berço-túmulo, verificam-se na base da conduta espiritual da criatura que se despede do arcabouço terrestre para continuar a jornada evolutiva nos domínios da experiência. Claro está, portanto, que é ele santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta. (N.R.: Em nota à parte, diz André Luiz que o corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente, cuja conceituação mais precisa se torna prejudicada, no momento, por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre.) (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. II, pp. 25 e 26.)
10. Centros vitais - Estudado no plano em que André Luiz se encontra, na posição de Espírito desencarnado, o corpo espiritual ou psicossoma é o veículo físico, relativamente definido pela ciência humana, com os centros vitais que essa mesma ciência, por ora, não pode perquirir nem reconhecer. Nele possuímos todo o equipamento de recursos automáticos que governam os bilhões de entidades microscópicas a serviço da Inteligência, recursos esses adquiridos vagarosamente pelo ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação, nos múltiplos setores da evolução anímica. Regendo a atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, nele identificamos o centro coronário, instalado na região central do cérebro, sede da mente, centro que assimila os estímulos do Plano Superior e orienta a forma, o movimento, a estabilidade, o metabolismo orgânico e a vida consciencial da alma encarnada ou desencarnada, nas cintas de aprendizado que lhe corresponde no abrigo planetário. O centro coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso, procedente do Espírito, assim como as peças secundárias de uma usina respondem ao comando da peça-motor de que se serve o tirocínio do homem para concatená-las e dirigi-las. Desses centros secundários, entrelaçados no psicossoma e no corpo físico por redes plexiformes, destacamos:

* o centro cerebral, contíguo ao coronário, com influência decisiva sobre os demais, governando o córtice encefálico na sustentação dos sentidos, marcando as atividades das glândulas endocrínicas e administrando o sistema nervoso, em toda a sua organização, coordenação, atividade e mecanismo, desde os neurônios sensitivos até as células efetoras;

* o centro laríngeo, controlando notadamente a respiração e a fonação;

* o centro cardíaco, dirigindo a emotividade e a circulação das forças de base;

* o centro esplênico, determinando todas as atividades em que se exprime o sistema hemático, dentro das variações de meio e volume sangüíneo;

* o centro gástrico, responsabilizando-se pela digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos que, de qualquer modo, representam concentrados fluídicos penetrando-nos a organização; e



* o centro genésico, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. II, pp. 26 e 27.)
11. Centro coronário - No centro coronário temos o ponto de interação entre as forças determinantes do espírito e as forças fisiopsicossomáticas organizadas. Dele parte a corrente de energia vitalizante formada de estímulos espirituais com ação difusível sobre a matéria mental que o envolve, transmitindo aos demais centros da alma os reflexos vivos de nossos sentimentos, idéias e ações, tanto quanto esses mesmos centros, interdependentes entre si, imprimem semelhantes reflexos nos órgãos e demais implementos de nossa constituição particular, plasmando em nós próprios os efeitos agradáveis ou desagradáveis de nossa influência e conduta. A mente elabora as criações que fluem de sua vontade, apropriando-se dos elementos que a circundam, e o centro coronário incumbe-se automaticamente de fixar a natureza da responsabilidade que lhes diga respeito, marcando no próprio ser as conseqüências felizes ou infelizes de sua movimentação consciencial no campo do destino. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. II, pp. 27 e 28.)
12. Estrutura mental das células e os centros vitais - Os desencarnados, na esfera que lhes é própria, estudam presentemente -- diz André Luiz -- a estrutura mental das células, de modo a iniciarem-se em aprendizado superior, com mais amplitude de conhecimento acerca dos fluidos que integram seu clima de manifestação, todos eles de origem mental e todos entretecidos na essência da matéria primária, ou Hausto Corpuscular de Deus, de que se compõe a base do Universo infinito. Os centros vitais são fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema, pela qual o homem possui no corpo denso -- e os espíritos detêm no corpo espiritual, em recursos equivalentes -- as células que produzem fosfato e carbonato de cálcio para a construção dos ossos, as que se distendem para a recobertura do intestino, as que desempenham complexas funções químicas no fígado, as que se transformam em filtros do sangue na intimidade dos rins e outras tantas que se ocupam do fabrico de substâncias indispensáveis à conservação e defesa da vida nas glândulas, nos tecidos e nos órgãos que nos constituem o cosmo vivo de manifestação. Essas células que obedecem às ordens do Espírito, diferenciando-se e adaptando-se às condições por ele criadas, procedem do elemento primitivo, comum, de que todos provimos em laboriosa marcha no decurso dos milênios, desde o seio tépido do oceano, quando as formações protoplásmicas nos lastrearam as manifestações primeiras. Tanto quanto a célula individual, a personalizar-se na ameba, ser unicelular que reclama ambiente próprio e nutrição adequada para crescer e reproduzir-se, garantindo a sobrevivência da espécie no oceano em que respira, os bilhões de células que nos servem ao veículo de expressão, agora domesticadas, na sua quase totalidade em funções exclusivas, necessitam de substâncias especiais, água, oxigênio e canais de exoneração excretória para se multiplicarem no trabalho específico que nosso espírito lhes traça, encontrando, porém, esse clima, que lhes é indispensável, na estrutura aquosa de nossa constituição fisiopsicossomática, a expressar-se nos líquidos extracelulares, formados pelo líquido intersticial e pelo plasma sangüíneo. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. II, pp. 28 e 29.)
13. Exteriorização dos centros vitais - Observando o corpo espiritual ou psicossoma como veículo eletromagnético, qual o próprio corpo físico vulgar, reconhece-se facilmente que, como se dá na exteriorização da sensibilidade dos encarnados, operada pelos magnetizadores comuns, os centros vitais são também exteriorizáveis, quando a criatura se encontre no campo da encarnação, fenômeno esse a que atendem habitualmente os médicos e enfermeiros desencarnados, durante o sono vulgar, no auxílio a doentes físicos de todas as latitudes da Terra, plasmando renovações e transformações no comportamento celular, mediante intervenções no corpo espiritual, segundo a lei do merecimento, recursos esses que se popularizarão na medicina terrestre do grande futuro. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. II, pág. 29.)
14. Corpo espiritual depois da morte - O psicossoma é ainda corpo de duração variável, segundo o equilíbrio emotivo e o avanço cultural dos que o governam, além do carro fisiológico, apresentando algumas transformações fundamentais depois da morte carnal, principalmente no centro gástrico, pela diferenciação dos alimentos de que se provê, e no centro genésico, quando há sublimação do amor, na comunhão das almas que se reúnem no matrimônio divino das próprias forças, gerando novas fórmulas de aperfeiçoamento e progresso para o reino do espírito. O corpo espiritual evolve e se aprimora nas experiências de ação e reação, no plano terrestre e nas regiões espirituais que lhe são fronteiriças, e é, assim, suscetível de sofrer alterações múltiplas, com alicerces na adinamia proveniente da nossa queda mental no remorso, ou na hiperdinamia imposta pelos delírios da imaginação, a se responsabilizarem por disfunções inúmeras da alma, nascidas do estado de hipo e hipertensão no movimento circulatório das forças que lhe mantêm o organismo sutil, e pode também desgastar-se, na esfera imediata à esfera física, para nela se refazer, através do renascimento, segundo o molde mental preexistente, ou ainda restringir-se a fim de se reconstituir de novo, no vaso uterino, para a recapitulação dos ensinamentos e experiências de que se mostre necessitado, de acordo com as falhas da consciência perante a Lei. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. II, pp. 29 e 30.)
15. Primórdios da vida - Quando mal cessavam as convulsões telúricas, na Terra, os Ministros Angélicos da Sabedoria Divina lançaram os fundamentos da vida no corpo ciclópico do Planeta. A matéria elementar, de que o elétron é um dos corpúsculos-base, na faixa de experiência evolutiva em análise, acumulada sobre si mesma, ao sopro criador da Eterna Inteligência, dera nascimento à província terrestre, no Estado Solar a que pertencemos. (N.R.: André Luiz diz que na Esfera Espiritual, em que ele então estagiava, o elétron é também partícula atômica dissociável.) A imensa fornalha atômica estava habilitada a receber as sementes da vida e, sob o impulso dos Gênios Construtores, que operavam no orbe nascituro, vemos o seio da Terra recoberto da mares mornos, invadido por gigantesca massa viscosa a espraiar-se no colo da paisagem primitiva. Dessa geléia cósmica, verte o princípio inteligente, em suas primeiras manifestações...Trabalhadas, ao longo dos milênios, pelos operários espirituais que lhes magnetizam os valores, permutando-os entre si, sob a ação do calor interno e do frio exterior, as mônadas celestes exprimem-se no mundo através da rede filamentosa do protoplasma de que se lhes derivaria a existência organizada no Globo constituído. Séculos de atividade silenciosa perpassam, então, sucessivos... (N.R.: Em seu livro “A Caminho da Luz”, de 1938, Emmanuel presta-nos, às pp. 22 a 29, as informações que adiante resumimos: “Quando serenaram os elementos do mundo nascente, Jesus reuniu nas Alturas os seus companheiros e viu-se, então, descer sobre a Terra uma nuvem de forças cósmicas, que a envolveram por completo. Passado algum tempo, pôde-se observar, na crosta e no fundo dos oceanos, um elemento viscoso que cobria o planeta: com essa massa gelatinosa nascia na Terra o protoplasma. Sob a orientação de Jesus, laboravam na Terra numerosas assembléias de operários espirituais. As formas de todos os reinos da Natureza terrestre foram estudadas e previstas, tudo obedecendo a um plano preestabelecido pelo Cristo. O protoplasma foi o embrião de todas as organizações do globo. Os primeiros habitantes da Terra, no plano material, são as células albuminóides, as amebas e todas as organizações unicelulares. Com o escoar do tempo, esses seres primordiais se movem ao longo das águas, onde encontram o oxigênio necessário à vida, elemento esse que a terra firme não possuía ainda em proporções de manter a vida animal, antes das grandes vegetações. O primeiro sentido desenvolvido por esses seres foi o do tato, que deu origem a todos os outros, com o aperfeiçoamento dos organismos superiores. Milhares de anos foram precisos aos operários do Cristo, nos serviços da elaboração paciente das formas. A princípio, eles coordenam os elementos da nutrição e da conservação da existência; depois surgem o coração, os brônquios e os pródromos celulares do sistema nervoso. A Terra experimenta, ainda, convulsões interiores diversas, que estabelecem os contornos geográficos do globo e delineiam os continentes e a posição dos oceanos. Aparecem os primeiros crustáceos terrestres, um prolongamento dos crustáceos marinhos; aparecem depois os batráquios, que trocam as águas pelas regiões lodosas e firmes. Nessa fase evolutiva, todo o globo se veste de vegetação luxuriante. A Natureza torna-se então uma grande oficina de ensaios monstruosos: após os répteis, surgem os animais horrendos das eras primitivas. Os trabalhadores do Cristo eliminam, porém, todas as arestas e os tipos adequados à Terra são consumados em todos os reinos da Natureza, elimi­nando-se os frutos teratológicos e estranhos, do laboratório de suas perseve­rantes experiências. Uma prova da intervenção das forças espirituais nesse vasto campo de operações é que, enquanto o escorpião, gêmeo dos crustáceos marinhos, conserva até hoje, de modo geral, a forma primitiva, os animais monstruosos que lhes foram posteriores desapareceram para sempre”.) (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. III, pp. 31 e 32.)
16. Nascimento do reino vegetal - Aparecem os vírus e, com eles, surge o campo primacial da existência, formado por nucleoproteínas e globulinas, oferecendo clima adequado aos princípios inteligentes ou mônadas fundamentais, que se destacam da substância viva, por centros microscópicos de força positiva, estimulando a divisão cariocinética. Evidenciam-se, desde então, as bactérias rudimentares, cujas espécies se perderam nos alicerces profundos da evolução, lavrando os minerais na construção do solo, dividindo-se por raças e grupos numerosos, plasmando, pela reprodução assexuada, as células primevas, que se responsabilizariam pelas eclosões do reino vegetal em seu início. Milênios e milênios chegam e passam... (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. III, pág. 32.)
17. Formação das algas - Sustentado pelos recursos da vida que na bactéria e na célula se constituem do líquido protoplásmico, o princípio inteligente nutre-se agora na clorofila, que revela um átomo de magnésio em cada molécula, precedendo a constituição do sangue de que se alimentará no reino animal. O tempo age sem pressa, e aparecem as algas nadadoras, quase invisíveis, com suas caudas flexuosas, circulando no corpo das águas, vestidas em membranas celulósicas, e mantendo-se à custa de resíduos minerais, dotadas de extrema motilidade e sensibilidade, como formas monocelulares em que a mônada já evoluída se ergue a estágio superior. Elas são, todavia, plantas ainda e que persistem até hoje na Terra, como filtros da evolução primária dos princípios inteligentes em constante expansão, mas plantas superevolvidas nos domínios da sensação e do instinto embrionário, guardando o magnésio da clorofila como atestado da espécie. Sucedendo-as, emergem, por ordem, as algas verdes de feição pluricelular, com novo núcleo a salientar-se, inaugurando a reprodução sexuada e estabelecendo vigorosos embates nos quais a morte comparece, na esfera de luta, provocando metamorfoses contínuas, que perdurarão, no decurso das eras, em dinamismo profundo, mantendo a edificação das formas do porvir. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. III, pp. 32 e 33.)
18. Dos artrópodes aos dromatérios e anfitérios - Mais tarde, assinala-se o ingresso da mônada nos domínios dos artrópodes, de exosqueleto quitinoso, cujo sangue diferenciado acusa um átomo de cobre em sua estrutura molecular, para, em seguida, surpreendê-la, guindada à condição de crisálida da consciência, no reino dos animais superiores, em cujo sangue -- condensação das forças que alimentam o veículo da inteligência no império da alma -- detém a hemoglobina por pigmento básico, demonstrando o parentesco inalienável das individuações do espírito, nas mutações da forma que atende ao progresso incessante da Criação Divina. Das cristalizações atômicas e dos minerais, dos vírus e do protoplasma, das bactérias e das amebas, das algas e dos vegetais do período pré-câmbrico aos fetos e às licopodiáceas, aos trilobites e cistídeos, aos cefalópodes, foraminíferos e radiolários dos terrenos silurianos, o princípio espiritual atingiu os espongiários e celenterados da era paleozóica, esboçando a estrutura esquelética. Avançando pelos equinodermos e crustáceos, entre os quais ensaiou, durante milênios, o sistema vascular e o sistema nervoso, caminhou na direção dos ganóides e teleósteos, arquegossauros e labirintodontes para culminar nos grandes lacertinos e nas aves estranhas, descendentes dos pterossaúrios, no jurássico superior, chegando à época supracretácea para entrar na classe dos primeiros mamíferos, procedentes dos répteis teromorfos. Viajando sempre, adquire entre os dromatérios e anfitérios os rudimentos das reações psicológicas superiores, incorporando as conquistas do instinto e da inteligência. (Evolução em dois Mundos, Primeira Parte, cap. III, pp. 33 e 34.)



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