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Prece de gratidão ao corpo físico



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Encontro15.08.2018
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Prece de gratidão ao corpo físico - Chegando ao lar paterno, Artêmis e Hermelinda logo acorreram ao quarto em que o ancião, arquejante, deba­tia-se no processo da desencarnação. A filha não sopitou a dor, contem­plando o corpo encarquilhado, vencido pelas sucessivas enfermidades que abateram o antigo e austero senhor. Nenhum traço mais restava da pujança dos músculos e da força, da jovial aparência e da robustez de atitudes. O sofrimento subjugara a forma, e a sombra da morte, pairando sobre as carnes sucumbidas, tornara-o um despojo que respirava... "Papai!... Meu amado paizinho, aqui estou -- disse-lhe Artêmis, com infinita ternura. Perdoe-me a demora... Quanta saudade, meu querido pai!" O enfermo, que já  se encontrava em avançado processo de desencarnação, ouvindo-a em es­pírito, desenhou na face um sorriso e balbuciou, a custo: "Minha... so­frida... Artê... mis, filha... adorada... Graças... a... Deus!..." E caiu em coma. A ansiedade em rever a filha distante sustentara os liames que o mantinham preso até aquele momento. O desprendimento durou por toda a noite. Ao amanhecer, enquanto Hermelinda orava a "prece por um agonizante", que extraíra d' O Evangelho segundo o Espiritismo, cessou a respiração. Os filhos, netos, demais familiares e servos foram trazidos para a oração geral, conforme o hábito local, enquanto Adelaide acolhia com carinho de mãe o recém-chegado. As lágrimas de dor, na Terra, fa­ziam-se acompanhar de júbilos além do corpo transitório. A veneranda En­tidade, porém, antes de conduzir o amado a outra esfera de vida, deteve-se, contemplando o corpo já  em desagregação, e, num ato de profundo res­peito, proferiu uma prece de gratidão aos despojos submissos, nos quais seu companheiro aprendera paciência e se adestrara na humildade, cres­cendo no rumo da luz, após vencida a etapa de provas e experiências ora encerradas. (Cap. 25, pp. 245 e 246)
3.


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