Centro espírita nosso lar



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No Mundo Maior
André Luiz, 1947
1a. reunião
(Fonte: prefácio e capítulos 1 a 3.)
1. A insuficiência do batismo e do arrependimento - No prefácio deste livro, Emmanuel refere-se às multidões que, diariamente, partem da Crosta em demanda do país da Morte. Raros viveram aqui nos montes da sublimação, vinculados aos deveres nobilitantes. "A maioria – asse­vera o Benfeitor – constitui-se de menores de espírito, em lutas pela outorga de títulos que lhes exaltem a personalidade. Não chegaram a ser homens completos". Não raro, acomodaram-se com os vícios de toda a sorte e, curiosamente, muitos deles se atribuíam a indébita condição de "eleitos da Providência", julgando-se aptos a aplicar a justiça ao próximo, sem se darem conta das próprias faltas, esperando um paraíso de graças para si e um inferno de tormentos para os outros. Dessa ca­ravana, que parte continuamente em direção à vida post-mortem, parti­cipam santos e malfeitores, homens diligentes e homens preguiçosos. Onde albergá-los? Como designar a mesma estação de destino a pessoas de cultura, posição e bagagem tão diversas? Emmanuel nos faz refletir então sobre a questão do merecimento, as diferentes situações que nos aguardam no além-túmulo e a necessidade do aperfeiçoamento da alma, visto que o batismo simbólico ou o tardio arrependimento no leito da morte não bastam para garantir o futuro espiritual de ninguém. "A vida nunca interrompe atividades naturais, por imposição de dogmas estatuí­dos de artifício", afirma o Benfeitor Espiritual, indagando, por sua vez: "se mera obra de arte humana, cujo termo é a bolorenta placidez dos museus, exige a paciência de anos para ser empreendida e reali­zada, que dizer da obra sublime do aperfeiçoamento da alma, destinada a glórias imarcescíveis?" (Prefácio, pp. 9 e 10)
2. A morte não garante a ninguém a ventura celeste - Emmanuel escla­rece que a missão de André Luiz, ao escrever esta série de livros, consiste em nos "revelar os tesouros de que somos herdeiros felizes na Eternidade, riquezas imperecíveis, em cuja posse jamais entraremos sem a indispensável aquisição de Sabedoria e de Amor". "Somos filhos de Deus, em crescimento", ensina o Benfeitor Espiritual. Os ascendentes que nos presidem os destinos são de ordem evolutiva, pura e simples, com infalível justiça a seguir-nos de perto. "A morte – lembra o men­tor de Chico Xavier – a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos. Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver semeado, e aprenderá que a ordem e a hierarquia, a paz do trabalho edificante, são característicos imutáveis da Lei, em toda parte". Em seguida, lembrando-nos que, depois do sepulcro, ninguém go­zará de um descanso a que não tenha feito jus, porque "o Reino do Se­nhor não vem com aparências exteriores", diz que os companheiros que compreendem a necessidade do trabalho e do esforço individual para a ascensão não se surpreenderão com as narrativas de André Luiz. "Sabem eles que não teriam recebido o dom da vida para matar o tempo, nem a dádiva da fé para confundir os semelhantes." E conclui: "cada lavrador respira o ar do campo que escolheu". (Prefácio, pp. 11 e 12)
3. O Instrutor Eusébio - André Luiz refere-se a um memorável encontro que ele e o Assistente Calderaro teriam com o Instrutor Eusébio, abne­gado paladino do amor cristão, em serviço de auxílio a companheiros necessitados. Há muito, Eusébio se dedicara ao ministério do socorro espiritual. Seus créditos espirituais eram vastíssimos. O Instrutor renunciara a posições de realce a adiara realizações pessoais impor­tantes, para consagrar-se inteiramente aos famintos de luz. Superin­tendia prestigiosa organização de assistência em zona intermediária, atendendo a estudantes relativamente espiritualizados, ainda jungidos à Crosta, bem como a discípulos recém-libertos do campo físico. Não obstante o constante acúmulo de serviços complexos, Eusébio encontrava tempo para semanalmente descer à Crosta, satisfazendo interesses ime­diatos de aprendizes que se candidatavam ao discipulado, mas não reu­niam recursos de elevação para ir ao seu encontro, na sede superior. André Luiz não o conhecia pessoalmente. Calderaro, contudo, recebia-lhe a orientação e a ele se referia com o entusiasmo do subordinado que se liga ao chefe, guardando o amor acima da obediência. (Cap. 1, pp. 13 a 15)
4. O Assistente Calderaro - Calderaro prestava serviço ativo na pró­pria Crosta, atendendo de modo direto aos irmãos encarnados. Especia­lizara-se na ciência do socorro espiritual, que entre os estudiosos do mundo poderia ser chamada "psiquiatria iluminada". Como dispunha de uma semana sem obrigações definidas, André Luiz solicitara ingresso na turma de adestramento orientada pelo Assistente, que o aceitou de boa vontade. Os casos atendidos por Calderaro não apresentavam continui­dade substancial; desdobravam-se; constituíam obra de improviso; obe­deciam ao inopinado das ordens de serviço ou das situações. Em face disso, o Assistente não traçava, a rigor, programas quanto a particu­laridades. Executava seus deveres onde, como e quando determinassem os desígnios superiores. O objetivo fundamental da tarefa circunscrevia-se ao socorro imediato aos infelizes, evitando-se, quanto possível, a loucura, o suicídio e os extremos desastres morais. Para tal mister, o missionário precisa conhecer profundamente o jogo das forças psí­quicas, com acendrado devotamento ao bem do próximo. Era esse precisa­mente o seu caso. A bondade espontânea lhe era indício da virtude, e a inquebrantável serenidade revelava-lhe a sabedoria. (Cap. 1, pp. 15 e 16)
5. A assistência aos companheiros hesitantes - Em torno do local do encontro com Eusébio, árvores robustas, de copas farfalhantes, alinha­vam-se, imponentes. O vento passava cantando, em surdina. No recinto iluminado de claridades inacessíveis às percepções humanas, aglomera­vam-se aproximadamente mil e duzentas pessoas. Deste número, oitenta por cento eram aprendizes de templos espiritualistas diversos, tempo­rariamente afastados do corpo físico pela força liberativa do sono. Os demais eram colaboradores do plano espiritual em tarefa de auxílio. Muitos ali se mantinham de pé; outros, porém, se acomodavam nas protu­berâncias do solo alcatifado de relva macia. O Instrutor Eusébio fala­ria, naquela reunião, a estudantes do espiritualismo em suas correntes diversas, candidatos aos serviços de vanguarda. Ainda inaptos aos grandes vôos do conhecimento, conquanto nutrissem fervorosas aspi­rações de colaboração no Plano Divino, eram eles companheiros de ele­vado potencial de virtudes. Exemplificavam a boa vontade, exercitavam-se na iluminação interior, mas não haviam ainda criado o cerne da con­fiança para uso próprio. Ante as tempestades naturais do caminho, tre­miam. Em face das provas necessárias ao enriquecimento da alma, hesi­tavam. Isso exigia dos benfeitores espirituais particular cuidado, visto como se constituíam nos futuros instrumentos para os serviços da frente. Calderaro explicou então que, apesar da claridade que lhes as­sinalava as diretrizes, esses companheiros padeciam ainda desarmo­nias e angústias que ameaçavam seu equilíbrio incipiente. Gozavam, por isso, de toda a assistência das instituições socorristas. A libertação pelo sono era o recurso imediato dessas manifestações de amparo fra­terno. "A princípio – informou Calderaro – recebem-nos a influência inconscientemente; em seguida, porém, fortalecem a mente, devagarinho, gravando-nos o concurso na memória, apresentando idéias, alvitres, su­gestões, pareceres e inspirações beneficentes e salvado­ras, através de recordações imprecisas". (Cap. 1, pp. 16 a 18)
6. O acaso não opera prodígios - A comunidade de trabalho a que Calde­raro era vinculado se dedica, essencialmente, à manutenção do equilí­brio, pois a modificação do plano mental das criaturas não pode ser imposta a ninguém: é fruto de tempo, esforço, evolução. Certo, impre­vistas renovações se dão à força dos abalos que vez por outra sacodem os alicerces do mundo; mas, a própria razão periclita em face do surto da inteligência moderna, conjugada com a paralisia do sentimento. "O progresso material – asseverou Calderaro – atordoa a alma do homem desatento". "Grandes massas, há séculos, permanecem distanciadas da luz espiritual", esclareceu. "A civilização puramente científica é um Saturno devorador, e a humanidade de agora se defronta com implacáveis exigências de acelerado crescer mental. Daí o agravo de nossas obri­gações no setor da assistência." Em conseqüência, as necessidades de preparação do espírito intensificavam-se em ritmo assustador, o que para Calderaro parecia coisa natural: "O acaso não opera prodígios. Qualquer realização há que planejar, atacar, pôr a termo. Para que o homem físico se converta em homem espiritual, o milagre exige muita colaboração de nossa parte". E ele concluiu; "As asas sublimes da alma eterna não se expandem nos acanhados escaninhos de uma chocadeira. Há que trabalhar, brunir, sofrer". (Cap. 1, pp. 19 e 20)
7. Sem Deus somos frondes decepadas - Eusébio penetrou o recinto, la­deado por seis assessores, todos eles envoltos em halos de intensa luz. O Instrutor não exibia os traços de senectude que geralmente ima­ginamos nos apóstolos das revelações divinas. Sua figura era de um ho­mem robusto, em plena madureza espiritual, e seus olhos escuros e tranqüilos pareciam fontes de imenso poder magnético. Eusébio contem­plava a todos, sorridente, qual simples colega, e sua presença fez com que cessassem todas as conversações que aqui e ali se entretinham, en­quanto fios de luz eram tecidos por trabalhadores do plano espiritual em torno do agrupamento de Espíritos, isolando-os de qualquer assédio eventual das forças inferiores. De pé ante a assembléia, Eusébio res­pirava segurança e beleza. De seu rosto imperturbável, a bondade, a compreensão, a tolerância e a doçura irradiavam simpatia inexcedível. A túnica ampla, de tom verde-claro, emitia cintilações esmeraldinas. Eusébio infundia veneração e carinho, confiança e paz. Foi então que, erguendo a destra para o Alto, ele orou com inflexão comovedora, ro­gando bênçãos e proteção ao Senhor da Vida. "De nós mesmos, Senhor, nada podemos. Sem Ti, somos frondes decepadas", eis um trecho da ora­ção com que o Instrutor abriu o singular encontro. Concluída a roga­tiva, o amorável amigo baixou os olhos enevoados de pranto, e viu-se então que das alturas uma claridade diferente caía sobre todos, em jor­ros cristalinos. Partículas semelhantes a prata eterizada choviam no recinto, infiltrando-se nas raízes das árvores mais próximas. Ao con­tacto dos eflúvios divinos, André Luiz reparou que suas forças gra­dualmente serenavam e, em torno, pairavam as mesmas notas de alegria e de beleza, pois a calma e a ventura transpareciam de todos os rostos, voltados, extáticos, para o Instrutor, em redor do qual se mostravam mais intensas as ondas de luz celeste. Comprovava-se mais uma vez que a prece não é apenas uma manifestação de reverência religiosa, senão também recurso de acesso aos inesgotáveis mananciais do Divino Poder. (Cap. 1, pp. 20 a 23)
8. Um século é um cenário veloz - Com o tórax afogueado de suave luz, Eusébio dirigiu-se aos ouvintes, sob leve e incessante chuva de raios argênteos. Inicialmente, explicou-lhes que os encarnados ali presentes não poderiam guardar plena recordação daquele encontro, ao retomarem o envoltório carnal, dada a incapacidade do cérebro humano de suportar a carga de duas vidas simultaneamente. A lembrança do que ali se falaria persistiria, porém, no fundo de cada ser, orientando-lhes as tendên­cias superiores para o terreno da elevação e abrindo-lhes a porta in­tuitiva para a percepção de pensamentos fraternos emanados dos prote­tores invisíveis. Foi uma preleção extensa, repleta de ensinamentos valiosos. Eusébio pediu inicialmente que ninguém olvidasse que a chama do próprio coração, convertido em santuário de claridade divina, é a única lâmpada capaz de iluminar o mistério espiritual, em nossa marcha pela senda redentora e evolutiva. "Ao lado de cada homem e de cada mulher, no mundo, permanece viva a Vontade de Deus, relativamente aos deveres que lhes cumprem", asseverou Eusébio. Todos temos à frente o serviço que nos compete. Se o Universo se enquadra na ordem absoluta, nós – aves livres em limitados céus – interferimos no plano divino, criando prisões e liames, libertação e enriquecimento para nós mesmos. "Insta, pois, nos adaptemos ao equilíbrio divino, atendendo à função insulada que nos cabe em plena colmeia da vida", conclamou o pales­trante, considerando que todos somos, no palco da Crosta Planetária, os mesmos atores do drama evolutivo. "Cada milênio é ato breve, cada século um cenário veloz. Utilizando corpos sagrados, perdemos, entre­tanto, quais despreocupadas crianças, entretidas apenas em jogos in­fantis, o ensejo santificante da existência." (Cap. 2, pp. 24 e 25)
9. Nossas quedas e fracassos - Com tal comportamento – prosseguiu Eu­sébio – fazemo-nos réprobos das leis soberanas, que nos enredam aos escombros da morte, como náufragos piratas por muito tempo indignos do retorno às lides do mar. A conseqüência é inevitável: enquanto milhões de almas desfrutam bons ensejos de emenda e reajustamento, de novo en­tregues ao esforço regenerativo nas cidades terrestres, milhões de ou­tras deploram a própria derrota, perdidas no atro recesso da desilusão e do padecimento. "Referimo-nos às bastas multidões de almas indecisas – disse Eusébio –, presas da ingratidão e da dúvida, da fraqueza e da dissipação, almas formadas à luz da razão, mas escravizadas à tira­nia do instinto". "Estudamos a ciência da espiritualidade consoladora desde os primórdios da razão, e, todavia, desde as épocas mais remo­tas, consagramo-nos ao aviltamento e ao morticínio." O Instrutor re­portou-se então às várias etapas evolutivas da humanidade terrestre, lembrando que, ao mesmo tempo em que cantávamos hinos de louvor com Krishna, descíamos logo depois ao vale do Ganges, matando e destruindo para gozar e possuir. O mesmo se deu à época de Sidarta Gautama, bem como nos tempos distantes da Esfinge, no Nilo, ou entre os hebreus e depois na Grécia. "Chorávamos de comoção religiosa em Atenas e assas­sinávamos nossos irmãos em Esparta. Admirávamos Pitágoras, o filósofo, e seguíamos Alexandre, o conquistador. Em Roma, conduzíamos oferendas valiosas aos deuses, nos maravilhosos santuários, exaltando a virtude, para desembainhar as armas, minutos depois, no átrio dos templos, dis­seminando a morte e entronizando o crime" – rememorou Eusébio, acen­tuando que mesmo sob a égide do Cristianismo não tem sido diferente. Primeiro imolamos os mártires, armando as fogueiras do sectarismo re­ligioso. Depois, quando Constantino nos abriu as portas da dominação política, "convertemo-nos de servos aparentemente fiéis ao Evangelho em criminosos árbitros do mundo". "Pouco a pouco esquecemos os cegos de Jericó, os paralíticos de Jerusalém, as crianças do Tiberíades, os pescadores de Cafarnaum, para afagar as testas coroadas dos triunfado­res, embora soubéssemos que os vencedores da Terra não podem fugir à peregrinação do sepulcro." (Cap. 2, pp. 25 a 27)
10. Nossos celeiros de luz estão vazios - Hoje ainda, lembrou Eusébio, passados quase vinte séculos desde a crucificação de Jesus, benzemos baionetas e canhões, metralhadoras e tanques de guerra, em nome do Pai, que faz refulgir o sol da misericórdia sobre justos e injustos. "É por esta razão que nossos celeiros de luz permanecem vazios. O vendaval das paixões fulminantes de homens e de povos passa ululante, de um a outro pólo, a semear maus presságios", asseverou o Instrutor, relembrando que o Cristo nos exortou a buscar as manifestações do Pai em nosso próprio íntimo, mas o que temos feito é cevar e expandir uni­camente o egoísmo, a ambição, a vaidade e a fantasia na Crosta Plane­tária. Contraímos, assim, pesados débitos e escravizamo-nos aos tris­tes resultados de nossas obras, deixando-nos ficar, indefinidamente, na messe dos espinhos. Eis a gênese da loucura e da desarmonia mental que se verificam nos tempos atuais em nosso mundo. No passado mais re­moto, as cidades desapareciam pelo massacre, ao gládio dos conquista­dores sem entranhas, ou estacionavam sob a onda mortífera da peste desconhecida. Atualmente, as coletividades ainda sofrem o assédio da espada homicida e as guerras entre povos continuam; mas, no lugar de doenças terríveis que a Ciência conseguiu erradicar ou controlar, como a febre amarela, a cólera, a varíola, a tuberculose, a lepra, existe nova ameaça à humanidade terrena, que é o profundo desequilíbrio, a desarmonia generalizada, as moléstias da alma, que se ingerem, sutis, solapando a sua estabilidade. (Cap. 2, pp. 27 a 29)
11. O problema da alienação mental - Eusébio estabeleceu estreita cor­relação entre as hostilidades que se viam então na Terra e o nosso passado sombrio, caracterizado pela opressão e pela maldade, em que o homem sempre viveu, odiando-se uns aos outros. "Homens e nações perse­guem o mito do ouro fácil; criaturas sensíveis abandonam-se aos dis­túrbios das paixões; cérebros vigorosos perdem a visão interior, ence­guecidos pelos enganos da personalidade e do autoritarismo", asseverou o palestrante, advertindo que, conduzidos por ambições desvairadas, os filhos da Terra abeiram-se de novo abismo, que o olhar conturbado não lhes permite perceber. "Esse hiante vórtice, meus irmãos, – acentuou o palestrante – é o da alienação mental, que não nos desintegra só os patrimônios celulares da vida física, senão também nos atinge o tecido sutil da alma, invadindo-nos o cerne do corpo perispiritual". "Quase todos os quadros da civilização moderna se acham comprometidos na es­trutura fundamental." O Instrutor explicou, então, ser preciso mobili­zar todas as forças ao nosso alcance, a serviço da causa humana. O trabalho salvacionista não constitui exclusividade da religião: é mi­nistério comum a todos, porque virá um dia em que o homem há de reco­nhecer a presença divina em toda a parte. É preciso, porém, que todos os que buscam orientação para esse trabalho sublime, não esqueçam a luz própria. Não devemos contar com archotes alheios para a jornada, lembrando-nos de que, nos planos do sofrimento regenerador, nas vizi­nhanças da carne, choram amargamente milhões de criaturas que abusaram do concurso dos bons, precipitando-se nas trevas ao demandarem o mundo espiritual, porque, displicentes e recalcitrantes, esquivaram-se a to­das as oportunidades de acender a própria lâmpada. "Aborreciam os atritos da luta, elegeram o gozo corporal como objetivo supremo de seus propósitos na Terra; e, quando a morte lhes cerrou as pálpebras saciadas, passaram a conhecer uma noite mais longa e mais densa, re­ferta de angústias e de pavores", acrescentou o Instrutor. (Cap. 2, pp. 29 e 30)
12. O que é essencial ao homem - Eusébio aludiu, em seguida, ao motivo que levava os amigos ali presentes a buscar orientação espiritual para seus trabalhos. Todos desejavam cooperar na sementeira do porvir. O Instrutor asseverou que, sem dúvida, a intenção não podia ser mais no­bre. Era, contudo, indispensável considerar a necessidade de integra­ção, por parte de todos, no dever de cada dia. "Impossível é progredir no século, sem atender às obrigações da hora. Torna-se imprescindível, na atualidade, recompor as energias, reajustar as aspirações e santi­ficar os desejos", esclareceu o Instrutor. "Não basta crer na imorta­lidade da alma. Inadiável é a iluminação de nós mesmos, a fim de que sejamos claridade sublime." Eusébio foi, então, peremptório e direto: "Antes de mais nada, importa elevar o coração, romper as muralhas que nos encerram na sombra, esquecer as ilusões da posse, dilacerar os véus espessos da vaidade, abster-se do letal licor do personalismo aviltante, para que os clarões do monte refuljam no fundo dos vales, a fim de que o sol eterno de Deus dissipe as transitórias trevas huma­nas". Dos vanguardeiros da fé viva, exige-se a cabal demonstração de estarem certos da espiritualidade divina. O Plano Superior não quer a incorporação de devotos famintos de um paraíso beatífico. Espera-se de nós muito mais. "Nossa meta, meus amigos, não se compadece com o ex­clusivismo ególatra. A Porta Divina não se abre a espíritos que se não divinizaram pelo trabalho incessante de cooperação com o Pai Altís­simo", advertiu o palestrante. O solo do Planeta representa o círculo de colaboração que o Senhor nos confia. "Recolhei o orvalho celeste no escrínio do coração sedento de paz; contemplai as estrelas que nos acenam de longe, como sublimes ápices da Divindade; todavia, não olvi­deis o campo de lutas presentes", complementou Eusébio. (Cap. 2, pp. 30 a 32)
13. O amor que atende supera a crença que espera - O Instrutor Eusébio referiu-se, na seqüência de sua palestra, à necessidade de não res­tringirmos Deus entre as paredes de um templo qualquer da Terra, por­que a nossa missão essencial é converter todo o planeta no templo au­gusto de Deus. Para os obreiros realmente decididos e valorosos, já passou a fase de experimentação fútil, de investigações desordenadas, de raciocínios periféricos. "Vivemos – disse Eusébio – a estrutura­ção de sentimentos novos, argamassando as colunas do mundo vindouro, com a luz acesa em nosso campo íntimo". Por isso ele não se dirigia aos que ainda sonham na clausura do "eu", enredados nos mil obstáculos da fantasia que lhes cristaliza as impressões. "Alimentemos a espe­rança renovadora – propôs Eusébio. – Não invoqueis Jesus para justi­ficar anseios de repouso indébito. Ele não atingiu as culminâncias da Ressurreição sem subir ao Calvário, e as suas lições referem-se à fé que transporta montanhas". "Não reclamemos, pois, ingresso em mundos felizes, antes de melhorar o nosso próprio mundo." A seguir, ele alu­diu aos sopros da onda evolucionista que varrem os ambientes da Terra, fazendo ruir princípios convencionais tidos antes como invioláveis. A mente humana estava sendo compelida a transições angustiosas. A sub­versão de valores, a experiência social e o processo acelerado de se­leção pelo sofrimento coletivo perturbam os tímidos e os invigilantes, que representam esmagadora maioria em toda parte. Para atendê-los, é preciso ter, primeiro, harmonia interior, aquisição espiritual somente acessível no templo do Espírito. "Faz-se, pois, mister acendamos o co­ração em amor fraternal, à frente do serviço. Não bastará, em nossas realizações, a crença que espera; indispensável é o amor que confia e atende, transforma e eleva, como vaso legítimo da Sabedoria Divina", acentuou o Instrutor, que em seguida conclamou: "Sejamos instrumentos do bem, acima de expectantes da graça. A tarefa demanda coragem e su­prema devoção a Deus. Sem que nos convertamos em luz, no círculo em que estivermos, em vão acometeremos a sombra, aos nossos próprios pés". (Cap. 2, pp. 32 a 34)
14. A evolução requer esforço e trabalho - A seguir, Eusébio destacou a importância da evangelização das relações entre as esferas visíveis e invisíveis, que ele considerava, naquele momento, tão necessária quanto a evangelização das pessoas. Mostrou também a necessidade da oração e do trabalho construtivo, que nos permitem vincular-nos aos planos superiores, que suprem a cada um de nós segundo a justa neces­sidade. Era preciso ter compreensão melhor da vida. As ordenações que nos prendem na paisagem terrena, por mais ásperas ou desagradáveis, representam a Vontade Suprema. Os obstáculos não podem ser contornados pela fuga deliberada: é preciso vencê-los, utilizando a vontade e a perseverança, que ensejam crescimento de nossos próprios valores. Nos caminhos da carne é necessário transitar com a devida prudência. "Atendei – disse o Instrutor – as exigências de cada dia, rejubi­lando-vos por satisfazer as tarefas mínimas. Não intenteis o vôo sem haver aprendido a marcha. Sobretudo, não indagueis de direitos prová­veis que vos caberiam no banquete divino, antes de liquidar os compro­missos humanos. Impossível é o título de anjos, sem serdes, antes, criaturas ponderadas. Soberanas e indefectíveis leis nos presidem aos destinos". E o palestrante reportou-se a uma verdade em que raramente meditamos: "As facilidades concedidas aos espíritos santificados, que admiramos, são prodigalizadas a nós, por Deus, em todos os lugares. O aproveitamento, porém, é obra nossa. As máquinas terrestres podem al­çar-vos o corpo físico a consideráveis alturas, mas o vôo espiritual, com que vos libertareis da animalidade, jamais o desferireis sem asas próprias". Eusébio lembrou ainda que a consolação e a amizade dos ben­feitores nos enriquecerão de conforto, como suaves e abençoadas flores da alma; contudo, fenecerão como as rosas de um dia, se não fertili­zarmos o coração com a fé e o entendimento, com a esperança inquebran­tável e o amor imortal, sublimes adubos que permitirão o seu desenvol­vimento no terreno de nosso esforço sem tréguas. "Não cobiceis o re­pouso das mãos e dos pés; antes de abrigar semelhante propósito, pro­curai a paz interior na suprema tranqüilidade da consciência", adver­tiu Eusébio. "Abandonai a ilusão, antes que a ilusão vos abandone. Em­polgando a chefia da própria existência, deixai plantado o bem na es­teira de vossos passos. Somente os servos que trabalham gravam no tempo os marcos da evolução; só os que se banham no suor da responsa­bilidade conseguem cunhar novas formas de vida e de ideal renovador." (Cap. 2, pp. 34 e 35)
15. Os ociosos são considerados sugadores da Terra - Destacando o va­lor do trabalho e da responsabilidade, Eusébio referiu que os ociosos, sejam eles monarcas, príncipes, ministros, legisladores, sacerdotes ou generais, classificam-se na ordem dos sugadores da Terra. Esses não chegam a assinalar sua permanência provisória na Crosta; adejam como insetos multicores, mas tornam depois à poeira de que se alçaram tem­porariamente. É fundamental, portanto, estando no corpo de carne, va­ler-nos da luz para as edificações necessárias. O desequilíbrio gene­ralizado e crescente invade os departamentos da mente humana. Os con­flitos ideológicos persistem. Estabelecida a trégua nas lutas interna­cionais, surgem as guerras civis, armando irmãos contra irmãos. A in­disciplina fomenta greves; a ânsia de libertação perturba o domicílio dos povos. Encarnados e desencarnados de tendências inferiores colidem ferozmente, aos milhões. Lares inúmeros transformam-se em ambientes de inconformação e desarmonia. O homem duela consigo mesmo no atual pro­cesso acelerado de transição. "Equilibrai-vos, pois, – conclamou Eu­sébio – na edificação necessária, convictos de que é impossível con­fundir a Lei ou trair-lhe os ditames universais!" As palavras do Ins­trutor foram concluídas com bela e sentida prece, em que ele invocou as bênçãos divinas para a assembléia. Sublimes manifestações de luz fizeram-se, então, sentir sobre todos. Findo o encontro, os companhei­ros encarnados começaram a retirar-se em silêncio. Calderaro apresen­tou André Luiz a Eusébio, que o recebeu com afabilidade e doçura e, após incentivá-lo no trabalho que ele vinha realizando, lhe disse ser inadiável servir, encarecendo as necessidades de assistência espiri­tual amontoadas em toda a parte, a reclamar cooperadores abnegados e fiéis. (Cap. 2, pp. 35 a 37)
16. Arrependimento não constitui passaporte para o Céu - André Luiz fornece informações interessantes sobre a vida na colônia espiritual em que, então, se achava. O trabalho era intenso, com escassas horas reservadas a excursões de entretenimento, mas o ambiente de felicidade e alegria, que ali fruía, favorecia a marcha evolutiva. Os templos constituíam, por si sós, abençoados núcleos de conforto e de revigora­mento. Nas associações culturais e artísticas encontrava-se a conti­nuidade da existência terrestre, enriquecida, porém, de múltiplos ele­mentos educativos; o campo social regurgitava de oportunidades mara­vilhosas para a aquisição de afeições inestimáveis; os lares erguiam-se entre jardins encantadores; não faltavam ali determinações e deve­res, ordem e disciplina; entretanto, a serenidade era o clima habi­tual, e a paz, a dádiva de cada dia. Certo, a primeira sensação depois da morte corpórea fora o choque. O imprevisto o empolgara. Ele conti­nuava vivendo, apenas sem a máquina fisiológica; porém, as possibili­dades de crescimento espiritual haviam aumentado infinitamente. Em suma, a passagem pelo sepulcro conduzira-o a uma vida melhor. Mas... e os milhões que transpõem o limiar da morte, permanecendo apegados à Crosta? André diz então que incalculáveis multidões desse gênero man­têm-se na fase rudimentar do conhecimento; possuem apenas informações primárias da vida; exoram amparo espiritual, como as tribos primitivas pedem o concurso dos homens civilizados; precisam desenvolver faculda­des, como as crianças necessitam de crescer; não permanecem chumbadas à esfera carnal por maldade, mas como crianças que se conchegam ao seio materno; guardam da existência apenas a lembrança do campo sensi­tivo, reclamando a reencarnação quase imediata, quando não lhes é pos­sível a matrícula nos educandários espirituais. E tudo isso sem falar nas falanges de criminosos e transviados que se agitam e consomem, por vezes, inúmeros anos entre a revolta e o desespero, personificando hór­ridos gênios da sombra, mas que sempre terminam a louca corrida nos desvãos escuros do remorso e do sofrimento, penitenciando-se, por fim, de suas perversidades. "O arrependimento é, porém, caminho para a re­generação e nunca passaporte direto para o céu", diz André, razão pela qual esses infelizes formam quadros vivos de padecimento e de horror. (Cap. 3, pp. 38 a 40)
17. Modificando conceitos - Em várias experiências André vira tais en­tidades, assumindo formas desagradáveis ao olhar. Nos casos de ob­sessões, convertiam-se em algozes recíprocos, ou, então, em verdugos frios dos encarnados; quando na erraticidade, aterravam sempre pelos espetáculos de dor e de miséria sem limites. Era forçoso, contudo, convir que todos, felizes ou desventurados, atravessaram portas idên­ticas e até mesmo, em muitos casos, abandonaram o invólucro carnal sob o assédio de doenças análogas. É que a Divina Lei não concede paraí­sos de favor, nem estabelece infernos eternais: cada pessoa colhe o que plantou. Algumas dessas desventuradas criaturas apresentavam, po­rém, uma condição melhor. Os que André conhecera nas câmaras retifica­doras reconheciam suas próprias faltas e sabiam que gozavam de crédi­tos espirituais, mercê de certas forças intercessoras. Outros, não. Eram os ignorantes, os revoltados, os perturbadores e os impenitentes, de alma impermeável às advertências edificantes, os enfatuados e os vaidosos dos mais variados matizes, perseverantes no mal, dissipadores da energia anímica, em atitudes perversas diante da vida. Por que mo­tivo se demoravam tanto no hemisfério obscuro da incompreensão? por que adiavam a recepção da luz? era deliberada sua atitude? Os traços fisionômicos de muitos deles pareciam monstruoso desenho, a provocar ironia e piedade. Que lei regeria a estereotipagem de suas formas? Es­sas dúvidas foram propostas ao Assistente Calderaro, que, antes de qualquer digressão, pediu a André Luiz modificasse certos conceitos. "Para transformar-nos em legítimos elementos de auxílio aos Espíritos sofredores, desencarnados ou não, é-nos imprescindível – esclareceu o Assistente – compreender a perversidade como loucura, a revolta como ignorância e o desespero como enfermidade". Ante a perplexidade do discípulo, Calderaro asseverou que essas definições não eram dele. Fo­ram aprendidas com Jesus, em seu trato divino com a nossa posição de inferioridade na Terra. (Cap. 3, pp. 40 e 41)
18. O cérebro divide-se em três regiões distintas - Calderaro esclare­ceu que a cegueira do Espírito é fruto da espessa ignorância em mani­festações primárias, ou da obnubilação da razão nos estados de avil­tamento do ser. "Nosso interesse, no socorro à mente desequilibrada, é analisar este último aspecto da sombra que pesa sobre as almas", acen­tuou o Assistente. Era preciso, pois, estudar mais detidamente o cére­bro do encarnado e o do desencarnado em posição desarmônica, porque aí se situa o órgão de manifestação da atividade espiritual. O tempo, po­rém, era escasso para esses estudos. Calderaro propôs, então, a André aprenderem juntos, em serviço, afirmando que o verbo gasto no trabalho do bem "é cimento divino para realizações imorredouras". "Conversaremos, pois, servindo aos nossos semelhantes de modo substan­cial, e nosso lucro será crescente", acrescentou o Assistente. Foi o que fizeram. Em minutos, ambos penetraram vasto hospital, detendo-se diante do leito de certo enfermo que Calderaro deveria socorrer. Aba­tido e pálido, o enfermo mantinha-se unido a deplorável entidade de­sencarnada, em míseras condições de inferioridade e de sofrimento. O doente, embora tenso e imóvel, não percebia com os olhos físicos o Es­pírito que o martirizava. Pareciam visceralmente jungidos um ao outro, tal a abundância de fios tenuíssimos que mutuamente os entrelaçavam, desde o tórax à cabeça, parecendo dois prisioneiros de uma rede fluí­dica. Os pensamentos de um deles com certeza viveriam no cérebro do outro. Era visível, para André, o fluxo de comuns vibrações mentais. Examinando o cérebro do enfermo encarnado, André pôde notar que as circunvoluções separadas entre si, reunidas em lobos, igualmente dis­tantes uns dos outros pelas cissuras, davam-lhe a idéia de um aparelho elétrico, quase indevassado pelos homens. E, com grande surpresa, per­cebeu, pela primeira vez, que as irradiações emitidas pelo cérebro continham diferenças essenciais. Cada centro motor assinalava-se com peculiaridades diversas, através das forças radiantes. A província ce­rebral, pelos sinais luminosos, dividia-se em três regiões distintas. (Cap. 3, pp. 42 a 44)
19. O cérebro da entidade desencarnada - André Luiz observou que nos lobos frontais as zonas de associação eram quase brilhantes. Do córtex motor, até a extremidade da medula espinhal, a claridade diminuía, para tornar-se ainda mais fraca nos gânglios basais, de onde se irra­diam as fibras nervosas. Depois, ele examinou o cérebro da entidade desencarnada, que não percebera a presença no recinto dos dois visi­tantes, em virtude do círculo de vibrações grosseiras em que se man­tinha. Após detido exame, André concluiu que, exceto a configuração das peças e o ritmo vibratório, os dois cérebros eram quase idênticos. "Diferia o campo mental do desencarnado, revelando alguma superiori­dade no terreno da substância, que, no corpo perispiritual, era mais leve e menos obscura", anotou André. As divisões luminosas eram, po­rém, análogas em tudo. Mais luz nos lobos frontais, menos luz no cór­tex motor e quase nenhuma na medula espinhal, onde as irradiações se faziam difusas e opacas. O organismo perispirítico é fruto igualmente do processo evolutivo. "Não somos criações milagrosas, destinadas ao adorno de um paraíso de papelão", asseverou Calderaro. "Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, conquistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio." Assim, todas as forças da Cria­ção aperfeiçoam-se no Infinito. "A crisálida de consciência, que re­side no cristal a rolar na corrente do rio, aí se acha em processo li­beratório; as árvores que por vezes se aprumam centenas de anos, a su­portar os golpes do Inverno e acalentadas pelas carícias da Primavera, estão conquistando a memória; a fêmea do tigre, lambendo os filhinhos recém-natos, aprende rudimentos do amor; o símio, guinchando, organiza a faculdade da palavra", acrescentou o Assistente. Estamos longe ainda da obra completa e muito suor será necessário para aprimorar-nos. O Pai estabeleceu como lei universal que seja a perfeição obra de coope­rativismo entre Ele e nós, os seus filhos. (Cap. 3, pp. 44 e 45)
20. O cérebro é como um castelo de três andares - O Assistente Calde­raro, após uma rápida digressão sobre a evolução do corpo humano, co­meçou a dissertar sobre a composição do cérebro e suas funções: "No sistema nervoso, temos o cérebro inicial, repositório dos movimentos instintivos e sede das atividades subconscientes; figuremo-lo como sendo o porão da individualidade, onde arquivamos todas as experiên­cias e registramos os menores fatos da vida. Na região do córtex mo­tor, zona intermediária entre os lobos frontais e os nervos, temos o cérebro desenvolvido, consubstanciando as energias motoras de que se serve a nossa mente para as manifestações imprescindíveis no atual mo­mento evolutivo de nosso modo de ser. Nos planos dos lobos frontais, silenciosos ainda para a investigação científica do mundo, jazem mate­riais de organização sublime, que conquistaremos gradualmente, no es­forço de ascensão, representando a parte mais nobre de nosso organismo divino em evolução". Dito isso, e para que não pairasse qualquer dú­vida sobre suas palavras, Calderaro esclareceu: "Não podemos dizer que possuímos três cérebros simultaneamente. Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares: no primeiro situamos a `


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