Centro de ensino superior do amapá doenças ocupacionais e qualidade de vida no trabalho



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CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DO AMAPÁ

DOENÇAS OCUPACIONAIS E QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
As doenças ocupacionais são decorrentes da exposição do trabalhador aos riscos da atividade que desenvolve. Podem causar afastamentos temporários, repetitivos e até definitivos. A maior incidência destas doenças ocorre na faixa dos 30 aos 40 anos, prejudicando a produtividade do trabalhador e podendo interromper sua carreira e desestabilizar a sua vida. As doenças ocupacionais são causadas ou agravadas por determinadas atividades. Trazem conseqüências tanto aos trabalhadores como aos empresários, sua recuperação pode ser demorada e cara.
As possíveis causas desta problemática estão relacionados: agentes físicos (ruído, temperatura, vibrações e radiações); agentes químicos (utilizados nas indústrias, podem causar danos à saúde); agentes biológicos (microorganismos como bactérias, vírus e fungos) e fatores, em alguns casos, emocionais. É importante a realização periódica de exame físico, ocupacional e complementares, conforme critérios médicos, a fim de diagnosticar precocemente estes problemas. Alguns dos sintomas mais comuns, e que requerem a procura por um médico são: cansaço excessivo; desconforto após a jornada de trabalho; inchaço; formigamento dos pés e das mãos; sensação de choque nas mãos; dor nas mãos e perda parcial ou total dos movimentos da mão.
As doenças ocupacionais mais comuns
DOENÇAS DAS VIAS AÉREAS – também conhecido como asma ocupacional, são problemas respiratórios causados por substâncias agressivas inaladas no ambiente de trabalho se depositam nos pulmões, provocando falta de ar, tosse, chiadeira no peito, espirros e lacrimejamento.
PERDA AUDITIVA RELACIONADA AO TRABALHO (PAIR) – consiste na diminuição gradual da audição decorrente da exposição contínua a níveis elevados de ruídos. Além da perda auditiva, outra alterações importantes podem prejudicar a qualidade de vida do trabalhador.
INTOXICAÇÕES EXÓGENAS – podem ser causadas por:

- agrotóxicos: os pesticidas (defensivos agrícolas) provocam grandes danos à saúde e ao meio ambiente

- chumbo (saturnismo): a exposição contínua ao chumbo, presente em fundições e refinarias, provoca, a longo prazo, um tipo de intoxicação que varia de intensidade de acordo com as condições do ambiente (umidade e ventilação), tempo de exposição e fatores individuais (idade e condições físicas)

- mercúrio (hidrargirismo): o contato com a substância se dá por meio da inalação, absorção cutânea ou via oral da substância; ocorre com trabalhadores que lidam com extração do mineral ou fabricação de tintas

- solventes orgânicos (benzenismo): por serem tóxicos e agressivos, podem contaminar trabalhadores de refinarias de petróleo e indústrias de transformação
LER E DORT - LESÃO POR ESFORÇO REPETITIVO/DISTÚRBIO OSTEOMUSCULAR RELACIONADO AO TRABALHO – conjunto de doenças que atingem principalmente os músculos, tendões e nervos. O problema é decorrente do trabalho com movimentos repetitivos, esforço excessivo, má postura e estresse, entre outros.
DERMATOSES OCUPACIONAIS OU DE CONTATO – são alterações da pele e das mucosas causadas, mantidas ou agravadas, direta ou indiretamente, por determinadas atividades profissionais. São provocadas por agentes químicos e podem ocasionar irritação ou até mesmo alergia.
O STRESS NO TRABALHO – pode ser definido como as nocivas reações físicas e emocionais que ocorrem quando as exigências do trabalho não se igualam com as capacidades, os recursos ou as necessidades do trabalhador. O stress do trabalho pode levar a um desequilíbrio na saúde e até doença. O conceito de Stress no trabalho muitas vezes se confunde com o de desafio, porém estes conceitos não são iguais.
O Desafio nos fortalece psicologicamente e fisicamente, e nos motiva aprender habilidades novas e dominar nosso trabalho. Quando nos encontramos num desafio, nos sentimos relaxados e satisfeitos. Então o desafio é um ingrediente importante do trabalho sadio e produtivo. Provavelmente a importância do desafio em nossa vida de trabalho refere-se ao que dizem: “Um pouco de stress é bom”. Vale destacar aqui que o que pode provocar o desafio em uma pessoa em outra poderá estressar. A exposição a condições estressantes de trabalho pode ter uma influencia direta na saúde e segurança do trabalhador.
Condições que podem causar o Stress

A Programação do trabalho: trabalho pesado, descansos infrequentes, turnos de trabalho grandes, trabalhos frenéticos e de rotina pouco significante.

Estilo da direção: falta de participação dos trabalhadores na tomada de decisão, falta de comunicação da organização e falta de tempo para a família.

Relações interpessoais: ambientes pessoais desagradáveis e falta de apoio e ajuda dos companheiros e supervisores.

Papéis de trabalho: expectativas de trabalho mal definidas ou impossíveis de conseguir, muita responsabilidade e muitas funções.

Preocupações com a carreira: insegurança no trabalho e falta de oportunidade para crescimento pessoal, ascensão, mudanças rápidas para as quais os trabalhadores não estão preparados.



Condições ambientais: condições desagradáveis e perigosas como áreas de trabalho entulhadas, com ruído, com ar contaminado e problemas ergonômicos.
O Stress no trabalho e a Saúde
O stress faz com que o cérebro se coloque em guarda. A reação do cérebro é preparar o corpo para a ação defensiva. O sistema nervoso se desperta, os hormônios se liberam para avivar os sentidos, acelerar o pulso, a respiração e tensionar os músculos. Esta resposta é importante porque ajuda a nos defender de situações ameaçadoras. A resposta se programa biologicamente. Todas as reações mais ou menos da mesma maneira, não importam se a situação seja em casa ou no trabalho. Episódios de pequena duração não representam grande risco a saúde do trabalhador, porém quando as situações estressantes continuam, o corpo fica em constante ativação, que aumenta o desgaste dos sistemas biológicos. Em última instancia, resulta em fadiga e dano, e a capacidade do corpo de recuperar-se e defender-se pode se comprometer seriamente. Como conseqüência, aumenta o risco de doença. Alguns dos sintomas mais comuns vão desde as alterações de humor e sono, digestivas, dificuldade de concentração, moral baixa, dores de cabeça e relações alteradas com a família e amigos até problemas mais graves como enfermidades cardiovasculares, afecções músculo-esqueléticas e afecções psicológicas.
ASSÉDIO MORAL OU VIOLÊNCIA MORAL NO TRABALHO OU ASSÉDIO PSICOLÓGICO – não é um fenômeno novo, pode-se dizer que é tão antigo quanto o trabalho. A primeira vez que este termo apareceu foi em 2000 e pode ser entendido como a exposição de trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes ou de funcionários mais antigos, em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima, importante destacar que um ato isolado de humilhação não é assédio moral, este, pressupõe: repetição sistemática; intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego); direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório); temporalidade (durante a jornada, por dias e meses);degradação deliberada das condições de trabalho. Por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos, razão pela qual deve ser combatido como ação no local de trabalho.
Alguns dos sintomas mais frequentes envolvendo este problema são: depressões, angustias e outros danos psíquicos, crises de choro, dores generalizadas, insônia ou sonolência excessiva, dores de cabeça, tendências ao consumo ou aumento no consumo de álcool e outras drogas, sentimentos de vingança, distúrbios digestivos, problemas relacionados ao apetite, tonturas, idéias suicidas, entre outros.
A humilhação repetitiva e prolongada tornou-se prática costumeira no interior de algumas empresas, onde predomina o menosprezo e indiferença pelo sofrimento dos trabalhadores, que mesmo adoecidos, continuam trabalhando. Freqüentemente os trabalhadores são responsabilizados pela queda da produção, acidentes e doenças, desqualificação profissional, demissão e conseqüente desemprego. Por medo, passam a produzir acima de suas forças, ocultando suas queixas e evitando, simultaneamente, serem humilhados e demitidos. A exposição é sempre evidenciada, como elemento reforçador desta incapacidade. Esse comportamento pode não funcionar com todas as pessoas da mesma maneira, algumas aprendem a se defender dessa pressão e agressão do mundo externo sob o mundo interno, mas isso não é um privilégio universal e entre aqueles que não conseguem estão os que aumentam as estatísticas dos assediados. É como se o agressor escolhesse sua vítima. Existe ainda uma distinção na manifestação dos sintomas relacionados ao sexo, homens e mulheres, talvez por questões culturais, apresentam de forma diferenciada a manifestação de seus sofrimentos. É este sofrimento imposto nas relações de trabalho que revela o adoecer, pois o que adoece as pessoas é viver uma vida que não desejam, não escolheram e não suportam.
Não existem manuais de instrução para criar um programa para prevenir o stress ou mesmo o desgaste e a intolerânicia, contudo adotar algumas posturas pode ser bastante lucrativo a todos como: reconhecer os fatores estressantes que possam afetar o rendimento dos trabalhadores; desenvolver sistemas que possam estimular ou manter o ânimo dos empregados; adotar programas preventivos; avaliar a qualidade das relações, inclusive as lideranças; melhorar a comunicação; definir claramente as responsabilidades organizacionais; garantir e assegurar o descanso do trabalhador e desenvolver algumas ações de integração social são algumas alternativas que ajudam a lidar com o estresse no trabalho.
O estresse e o excesso de trabalho podem variar desde mudanças no humor, ansiedade, irritabilidade e descontrole emocional até doenças psíquicas. Geralmente, o estresse é causado por sobrecarga de tarefas e ausência de pausas para descanso e exercícios físicos. Ativar os músculos com exercícios diários, mesmo os de relaxamento, é um bom começo para se livrar do estresse.

O elevado custo relacionado as despesas com a saúde dos trabalhadores, fez com que algumas empresas se organizassem e implementassem alternativas para prevenir esta problemática, entre elas pode-se destacar a ginástica laboral: que é a atividade física orientada, praticada durante o horário do expediente, visando benefícios pessoais no trabalho. Tem como objetivo minimizar os impactos negativos oriundos do sedentarismo na vida e na saúde do trabalhador.
E da Ergonomia: ciência que estuda as relações entre o homem, seu trabalho, equipamentos e meio ambiente, auxilia a prevenção e o surgimento de doenças ocupacionais durante o processo de produção de atividades. O objetivo é a adaptação do posto de trabalho, instrumentos, máquinas, horários e meio ambiente às exigências da função, facilitando o desenvolvimento e o rendimento das atividades de trabalho.
COMO PREVENIR AS DOENÇAS OCUPACIONAIS

Assegurar condições confortáveis de trabalho; realizar operações de trabalho em uma distância não superior ao alcance das mãos; garantir que as máquinas estejam posicionadas de forma que a pessoa não tenha que se curvar ou torcer o tronco para pegar ou utilizar ferramentas com freqüência; posicionar mesas de acordo com a altura de cada pessoa e ter espaço para a movimentação das pernas; cadeiras com altura para que haja apoio dos pés, formato anatômico para o quadril e encosto ajustável e pausas durante a realização das tarefas que permitam um alívio para os músculos mais ativos, preferencialmente para a realização de exercícios de alongamento, assim como estimular campanhas que combatam o uso abusivo do álcool, tabaco e outras drogas.


QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
A mudança no comportamento das pessoas em função dos reflexos tecnológicos, a globalização, a internet e a crescente exigência no aperfeiçoamento e qualificação profissional, passou a exigir das pessoas um comportamento mais agressivo diante da vida e das relações de trabalho. Esse movimento trouxe consigo conseqüências positivas e negativas a saúde do trabalhador, gerando com isso a discussão de novos temas relacionados a esta temática, entre eles a qualidade de vida deste trabalhador.
Nunca se falou tanto em termos de qualidade de vida, no mercado empregador, na mídia, na sociedade em geral. Contudo, entender qualidade de vida não é necessariamente viver em um local distante e calmo, para algumas pessoas isso poderia ser representativo de um grande fator estressante. Uma vida saudável que abranja as dimensões físicas, mentais, emocionais e espirituais, pode ser alcançada em qualquer situação onde predomine o equilíbrio e o prazer pelo fazer. É inegável as transformações sociais e seus reflexos, mas isso não precisa ser gerador de transtornos que provoquem o aparecimento de ansiedade, desesperança, angústia, etc. Com o mundo ao alcance das mão na velocidade de um tempo virtual, precisamos desenvolver mecanismos que transformem os serviços a nosso favor e não contra nós mesmos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, Qualidade de Vida é um conjunto de percepções individuais de vida no contexto dos sistemas de cultura e de valores em que vivem, e em relação a suas metas, expectativas, padrões e preocupações.


Tem como foco central ajudar pessoas a modificar seu estilo de vida em direção a um ótimo estado de saúde, sendo esta compreendida como o balanço entre a saúde física, emocional, mental, social e espiritual, facilitando mudanças no estilo de vida, combinando ações e campanhas para consciência, comportamento e envolvimento, que suportem suas práticas de saúde e previna doenças.
Qualidade de vida no trabalho configura o encorajamento e o apoio a hábitos e estilos de vida que promovam saúde e bem estar entre todos os funcionários e famílias durante toda a sua vida profissional, com o intuito de promover um ambiente que estimule e dê suporte ao indivíduo e à empresa, conscientizando sobre como sua saúde está diretamente relacionada à sua qualidade e produtividade.
Não é suficiente ter em mente mudar relevantemente o estado de saúde dos profissionais mas também encorajá-los a cuidarem e gerenciarem sua própria saúde, adquirindo um ganho substancial na sua satisfação e crescimento, assim como no aumento de produção e redução de custos para a empresa
Dentre os principais benefícios, podemos encontrar: melhoria da produtividade, empregados mais alertas e motivados, melhoria da imagem corporativa, menor índice de absenteísmo ou presenteísmo (estar fisicamente presente no ambiente organizacional, porém, mental e emocionalmente ausente), melhoria das relações humanas e industriais, baixas taxas de enfermidade, melhoria da moral da força de trabalho, redução em letargia e fadiga, entre outros.
No atual cenário, um novo conceito sobre as relações de trabalho vem sendo incorporado, neste aspecto o mais importante é estar bem consigo e com o trabalho, neste novo universo, trabalhar leva a pessoa a novas descobertas; é como ginástica, quanto mais você faz, mais se torna a pessoa mais eficiente e capaz de atingir resultados; é um excelente repositório de novas idéias. Afinal o trabalho e seus resultados são o seu melhor marketing pessoal; e reflete a alinhamento de seus valores com sua missão de vida.
É importante gostar do que faz, ter prazer, conscientizar-se do seu papel, seus objetivos e suas obrigações e expectativas. A capacidade de entrega determina a competência. Planejar e estabelecer prioridades a serem cumpridas e um limite. Avaliar se o equilíbrio do investimento entre perdas e ganhos, pontos fracos e fortes
Muitas empresas já despertaram para o fato de que o trabalhador não deve ser visto apenas como mais um número que gera lucro, mas como um ser que precisa de determinados estímulos que garantam a sua integridade. Embora muito se discuta sobre o tema, qualidade de vida é um processo gradual de conquista e conscientização de pessoas que não pode ser visto ou mesmo entendido como único, universal e completamente aceito, mas como todo processo gerador de mudança um evento a ser implantado visando resultados de transformação positiva à empresa e seus colaboradores.
Fontes:

http://www.rhportal.com.br – em 10.11.2008

http://www.rh.com.br – em 10.11.2008

http://www.catho.com.br/jcs/inputer_view.phtml?id=5799 - em 05.11.2008

http://www.msd-brazil.com/ - em nov 2008

http://www.assediomoral.org/ - em nov 2008

http://www.saudeemmovimento.com.br/ – em nov 2008

Curso de Administração

Psicologia das Organizações



Professor : Nazir Rachid Filho


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