Capítulo XXX: o papel do médico



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Capítulo XXX: O papel do médico


(Descreve as motivações e os desafios de tratar pacientes fibromiálgicos. Procura guiar os médicos para um atendimento com as melhores chances de sucesso possível. Capítulo não voltado para pacientes)

Independentemente de teorias sobre as causas psicossociais da fibromialgia, esse paciente sempre vai, de início, procurar ajuda de um médico e preferir ser assistido por um médico. Seus sintomas são quase totalmente físicos e, para ele, é impensável que tenham origem “não orgânicas”. Mesmo se, mais tarde, ficar claro o papel que dinâmicas psicossomáticas exercem em sua doença, ele, frequentemente, reluta em aceitar a ajuda de outros profissionais, principalmente a de psicólogos. Sua briga diária consiste, exatamente, em manter aceitável o valor de si mesmo aos próprios olhos e aos olhos dos outros. Ao aceitar que seus sintomas vêm de características inerentes a sua personalidade, e não de causas “externas” (ou orgânicas), ele, inevitavelmente, sente um duro golpe em sua autoimagem. O acompanhamento médico, de alguma forma, valida seus sintomas aos olhos dele mesmo e da sociedade: seu problema passa a ser um “problema médico”, não “coisa de louco”. Tal preconceito, convenhamos, não está apenas na cabeça do paciente. Licenças são socialmente aceitas, se por causas médicas, mas, frequentemente, são mal vistas quando sua causa é psicológica ou psiquiátrica. Por alguma razão, em nossa sociedade, ter problemas médicos inspira simpatia, enquanto ter problemas psicológicos/psiquiátricos causa vergonha, como se os primeiros fossem alheios a nossa vontade e os últimos não. Aliadas ao fato de que é necessário um médico para o manejo das medicações, as razões acima descritas determinam que eles serão quase sempre o pilar central no tratamento da fibromialgia, mesmo que um dia as causas da doença sejam reconhecidas como de origem unicamente psicossocial.

Tal fato leva o médico a um papel para o qual não está acostumado, não foi treinado e não optou quando escolheu a carreira. Grande parte dos médicos odeia atender pacientes fibromiálgicos por sentirem que têm pouco a oferecer a eles, por não saberem o que fazer com eles, por acharem que tais pacientes demandam tempo e energia demais e, frequentemente, não obtém melhora. Outros, infelizmente, não gostam de lidar com os fibromiálgicos por achar que a ausência de causa orgânica significa que os pacientes estão fingindo ou, simplesmente, tentando manipular as pessoas ao seu redor. O presente livro, em especial o presente capítulo, pretende mudar essa situação, fornecendo informações e alguns recursos que considero vitais para o manejo desses pacientes.




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