Capítulo I 1 Introdução


Curas alternativas: O Brincar no Hospital



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2.4 Curas alternativas: O Brincar no Hospital

Como foi dito desde o início do estudo, o câncer é uma doença que traz muitos prejuízos a quem a possui. Quando se fala de crianças, esse prejuízo é maior, visto que o desenvolvimento físico-emocional desses pequenos cidadãos ainda está em formação. Por esse motivo, algumas modificações foram surgindo juntamente com o avanço tecnológico que trouxe aumento nas possibilidades de cura.

O incitar uma nova perspectiva para o tratamento e prognóstico do câncer na infância, esse avanço trouxe também a necessidade de um cuidado com o paciente e sua doença em termos da manutenção de sua qualidade de vida e bem-estar emocional. Nesse sentido, não seria suficiente somente prolongar a vida de crianças com câncer, era preciso cuidar também de suas possíveis dificuldades emocionais e de socialização (Barbosa, Fernandes, & Serafim, 1991).

A possibilidade de cura, não ameniza a necessidade de que a criança seja submetida a procedimentos médico-hospitalares invasivos1 e dolorosos, como é o caso da quimioterapia, um dos recursos freqüentemente utilizados contra o câncer na infância, na medida em que é o mais eficaz para a leucemia, tipo de câncer mais comum na infância (INCA, 2000). No caso da quimioterapia, efeitos colaterais como o mal-estar geral, febre, vômitos, diarréia, úlceras na boca, queda do cabelo, imunodepressão, entre outros, sugerem que a mesma constitui-se, de fato, uma segunda doença para a criança e sua família (Valle, 1997).

Tendo o fato da hospitalização e modificação da rotina da criança como principais roteadores, pode concluir que a situação de estresse causada pelo tratamento, ausência de familiares, modificações na aparência, mudanças de rotina e etc, podem acarretar tamanho estresse físico e emociona, que são capazes de influenciar, negativamente, no resultado do tratamento. (Lipp, 1991).

Assim, verifica-se a necessidade da adaptação da criança à essa nova condição de vida, onde a utilização de estratégias inovadoras se faz necessário para auxiliar a criança a passar por essa situações por ela consideradas adversas.

Entre as possíveis estratégias utilizadas por crianças para enfrentar condições estressantes como a hospitalização e, conseqüentemente, os procedimentos médicos invasivos, encontra-se o brincar, recurso utilizado pela criança e pelos profissionais no contexto hospitalar.

A inserção do brincar no hospital motivou estudos sobre a sua importância no processo de humanização hospitalar. Assim, é possível indicar sua aplicação terapêutica ao proporcionar às crianças atividades estimulantes e divertidas, que trazem calma e segurança (Lindquist, 1993) ou destacar sua utilização específica por meio do palhaço, com a função de alegrar o ambiente, amenizar as sensações desagradáveis da hospitalização, humanizando o contexto hospitalar, como mostraram Masetti (1997), com os “Doutores da Alegria” e Françani, Zilioli, Silva, Sant’ana, e Lima (1998), com os palhaços da “Companhia do Riso” e, ainda, com os Anjos da Enfermagem – Grupo de acadêmicos de enfermagem e enfermeiros que atuam somente com crianças portadoras de câncer (Como visto em experiência própria no 11º CBC ENF – Belém/PA).

Em outros tipos de intervenção psicológica que utilizam estratégias para a redução do stress induzido pela hospitalização, é possível identificar componentes lúdicos, como estímulos para uma adaptação positiva. Nesse caso, conta-se com a oferta de materiais hospitalares de brinquedo para que a criança possa, ao manipular o brinquedo, expressar seus temores e ansiedades frente aos instrumentos que serão utilizados com ela ou, ainda, solicitar a criança a imaginar e fantasiar o herói que ela admire, para que ele possa ajudá-la a enfrentar com segurança a ansiedade provocada pela situação de hospitalização (Mendéz, Ortigosa, & Pedroche, 1996).




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