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TEXTO 2


Contribuição do professor Raimundo Nonato Nunes – sindicalizado da ADURN S.Sind.
O BONUS AOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS JOVENS

O fascínio pelo magistério adentra séculos. Platão, Sócrates, Arquimedes e demais gênios do saber, antes de tudo, esmeravam-se em identificar pessoas cuja forma de pensar se assemelhava com suas idéias, na perspectiva de perpetuar seus anseios de repassar seus conhecimentos para gerações futuras. Eram os felizes afortunados discípulos da sabedoria.

Quem não se recorda de ter se apaixonado por um professor ou uma professora, enquanto estudante? O sacerdócio docente lega a esse profissional, o prazer de deleitar-se, quando da identificação da assimilação do conteúdo por ele ministrado ao seu educando. A sensação vivenciada nesse contexto é indescritível, inusitada, maravilhosa, não tem preço e é um privilégio do verdadeiro mestre. Possivelmente, essa seja a razão maior da opção pela profissão de professor. No mundo atual, em que, múltiplos fatores levam as pessoas a desajustes incomensuráveis conduzindo-as ao desespero e, em conseqüência, provocando o surgimento de convulsões emocionais avassaladoras. Dentro desse quadro aterrorizante, o mestre reencontra um ex-aluno, sorridente, tranqüilo, realizado profissionalmente, com uma família solidamente constituída, enfim, dando sequência à sua vida sem maiores atropelos. Pode existir melhor sensação para um educador? Não, não tem preço. Pois bem. Esses paladinos do saber são atacados pelo Governo, ora lhes sonegando direitos, ora sobrecarregando-lhes de tarefas, impondo-lhes condições insalubres de trabalho, infringindo a ética e a qualidade do ensino.

Aprovada em 2003, Reforma da Previdência, só recentemente vem mostrando os danos financeiros causados aos trabalhadores, quando da sua aposentadoria, onde a paridade salarial entre ativos e inativos reduz os reajustes de salários a patamares financeiros inconcebíveis, levando em conta as perdas econômicas. Outrossim, há época, o cidadão começa a fazer uso de medicamentos de alto custo onerando, ainda mais, o já combalido salário.

Quero me reportar, objetivamente, aos colegas recém contratados que serão submetidos à nova regra trabalhista vigente. Esperava-se, por parte do Governo incentivo à docência, vez que, há necessidade premente de técnicos qualificados, o incremento de pesquisas de ponta para suprir o país de novas tecnologias. Mas, o que se configurou foi exatamente o contrário. Portanto, não podemos admitir que profissionais de vital importância para a sociedade sejam desqualificados e relegados a um plano de indigência no final de suas vidas. Esse será o prêmio por terem prestado tão relevantes serviços ao país? Esse é um projeto de governo do qual não podemos duvidar.

Nesse contexto as nossas posturas de solidariedade e cidadania nos mostram outro caminho: o da reivindicação, da luta. Em outros momentos, assim o fizemos e muitas conquistas alcançamos!!! Unamo-nos na defesa de condições dignas de trabalho para os jovens professores universitários. Caros colegas, vocês são o futuro da universidade e a sociedade espera muito dos senhores. Vamos à luta, contem conosco, estaremos na trincheira junto a vocês.






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