Caderno 1 a graçA, deus, jesus, o espírito ir. Giovanni Bigotto termo de apresentaçÃO



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4. Sob a luz do Espíritu

As almas de alta espiritualidade são profundamente humildes.

Elas têm uma consciência muito real do pecado. Quando pessoas, realmente penetradas pelo Espírito, dizem que são pecadoras, não é para fingir, não são artifícios exteriores, mas é convicção íntima. Quando, devido à proximidade do Espírito de Deus, vemos as coisas na óptica divina, sobretudo o interior de sua alma, os olhos descobrem que todo esse mundo de pecado que antes estava em nós, infelizmente ainda se encontra lá, no interior da alma, não em ato, porque o pecado desapareceu da vida, mas em potência. Explico-me: vê-se, no interior de seu coração e nos damos conta que o orgulho lá está, muito sutil, mas no fundo está aí. Ele não age, porque o amor de Deus é tudo, estamos mergulhados nele. Esse amor de Deus impede pela força de sua graça que esse orgulho entre em função. Mas tudo isso não impede que nos conscientizemos da presença do orgulho em nós e nos conscientizemos também de que nossa sinceridade não é totalmente inteira. Nos momentos de profunda sinceridade somos obrigados a confessar que, às vezes, nos auto-sugestionamos, procuramos justificar certas faltas de sinceridade, etc. Há, bem no fundo do coração humano, a insinceridade que dorme e que pode acordar na primeira oportunidade. Também nos damos conta de que, no fundo do coração, continuamos a amar certas coisas impuras, sem contudo passar aos atos. É sempre o amor de Deus que nos envolve e nos preserva. E nos dizemos: “Tal pessoa comete faltas; eu não as cometo...”. Mas ao mesmo tempo experimentamos que as tendências

más que existiam em nós mesmos há muitos anos, quando começamos a luta de nossa purificação, estão sempre presentes. Sentimos que o amor humano – não no sentido desse amor que está na natureza humana e que é um dom de Deus, mas no sentido do pecado em potência, no sentido de nossos pensamentos, de nosso egoísmo, de nossa falta de sinceridade – sempre permanece em nós.

Então produz-se no coração um sofrimento muito profundo, porque o amor de Deus que nos invadiu faz com que tudo o que não é evangélico em nossa vida e até o fundo de nosso coração, nos faça sofrer muito. A Redenção ainda não foi realizada em profundidade. Ela alcançou a periferia, limpou nossas armas, nossas hábitos, mas ainda não atingiu a profundeza de nosso eu.. Ao mesmo tempo, percebemos que esse egoísmo, essa mentira que ainda se acha em nós, aí se encontra apesar de nós: porque sofremos por isso, tendo feito tudo o que podíamos para nos purificar.”

(Cf. Appel au Dépassement, retiros de 1970, La montée de la vie spirituelle, n. 8, pp. 8-9, Canadá.)

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