Caderno 1 a graçA, deus, jesus, o espírito ir. Giovanni Bigotto termo de apresentaçÃO


O Espírito é a alma, a consciência e a luz da Igreja



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5.2. O Espírito é a alma, a consciência e a luz da Igreja
Quando Basílio apresenta aos Irmãos sua reflexão sobre a Santíssima Virgem Maria, descreve os laços entre a Igreja e o Espírito Santo. Vamos encontrar o que a própria Igreja diz desses laços, mas as palavras de Basílio mostram com que clareza ele assimilou essas relações, e adivinhamos que sua vida foi iluminada por elas. O que pode já nos impressionar é a aplicação que faz a toda a Igreja daquilo que é prometido a Maria: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra” (Lc 1,35).61 A Igreja toma consciência de si mesma porque a luz do Espírito a ilumina por dentro: “Iluminada pelo Espírito, a Igreja se vê, pois, tal qual é: cheia de vida divina e encarregada de transmitir essa vida a todas as pessoas; ela é fermento de ressurreição que deve fazer levedar todo o cosmos, salvo em potência pelo sangue de Jesus”.62 Esse mesmo Espírito faz compreender o Cristo, sua mensagem e produz lentamente na Igreja a nova doutrina: “Os Apóstolos iriam tomar, sob a ação do Espírito Santo, uma consciência cada vez mais viva do mistério do Cristo; procurariam dizê-lo por seu testemunho, sua pregação, sua catequese e, assim colocaram os fundamentos de nossa fé e, depois, daquilo que seria a Teologia e a Tradição Dogmática da Igreja do Cristo”.63 Mas o Espírito é também a alma da Igreja, a presença constante do Cristo no seu povo; Basílio tem razão de dizer que Pentecostes não é um acontecimento pontual, passado, terminado, mas que cada século terá seu Pentecostes na fidelidade ao primeiro: “Todos os séculos terão também seu Pentecostes, porque o Espírito é a alma da Igreja e o órgão vivo que lhe permite o ter sempre uma lembrança adequada do Senhor Jesus, e não faltará de lhe revelar, conforme os tempos e as circunstâncias, um aspecto novo do Rosto do Ressuscitado. É essa a Tradição viva na Igreja: esse Espírito sempre em ação, pode revelar um Jesus sempre vivo e atuante... É permitido esperar que a Revelação ganhe em luz e compreensão à medida que progride a marcha histórica dos filhos de Deus... A Igreja não é clube de arqueólogos.”64




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