Caderno 1 a graçA, deus, jesus, o espírito ir. Giovanni Bigotto termo de apresentaçÃO


Jesus: O que podemos chegar a ser para Deus e Deus para nós



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1. Jesus: O que podemos chegar a ser para Deus e Deus para nós.

A incapacidade que têm muitas pessoa da nossa geração para estarem a sós, mergulhadas em profunda reflexão, para entrar em contato com os outros em profundidade humana existencial, e o refugiarem-se num encontro frívolo e banal com as coisas e as pessoas, em formas superficiais de gozo, de diversão e de ocupação do tempo (“matar o tempo”), estreitam a abertura para Deus e tornam mais ou menos difícil ou até impossível a oração.

Esse anseio do homem, essa necessidade ontológica de um diálogo em transcendência, não lutam no vácuo nem se debatem no impossível: “O específico da existência crente consiste em aceitar que de fato Deus interveio na história, revelou-se como Alguém concreto, conviveu com os homens, chamou alguns, que denominamos profetas, enviou-os ao Povo e, finalmente, revelou-se a nós em plenitude total e definitiva nesse Alguém que chamamos Jesus. Esse “Tu” sem nome, Absoluto e Infinito, revelou-se-nos como um “Eu Javé-no-meio-de-vós”, fazendo uma história convosco. Esse “Tu” Absoluto quis uma convivência, uma coexistência, escolheu um Povo, esteve tão perto dos homens, que houve um momento da história em que já não esteve perto como quem de fora convive com eles, senão que de dentro da humanidade convive com a humanidade; e esse estar Deus dentro da humanidade é o que chamamos Encarnação: Deus não só está conosco, mas é um de nós. Deus pronunciou um “Eu” de humanidade, e esse chamar os homens, de fora, tornou-se então um chamado de dentro. Jesus de Nazaré é a concretização daquilo que nós, homens, podemos chegar a ser para Deus e daquilo que Deus pode chegar a ser para os homens.

Eis, portanto, como a Palavra de Deus, o chamado de Deus, ressoou através de uma humanidade que é nossa, que é irmã nossa, que é, numa palavra, cada um de nós. (Circ. Apelos do Concílio... pp. 598-599).






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