Caderno 1 a graçA, deus, jesus, o espírito ir. Giovanni Bigotto termo de apresentaçÃO


A Comunidade, realidade voltada para Cristo



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4.5. A Comunidade, realidade voltada para Cristo 56
A comunidade é um fruto da relação com Jesus Cristo: nEle, por Ele e para Ele. As palavras do capítulo 16 de São João tomam aqui todo o seu vigor. “Eu sou a videira e vós sois os ramos... permanecei em mim... Sem mim nada podeis fazer, etc.”.

NEle. Isso quer dizer que tal homem é meu irmão com toda a força, a profundidade e a riqueza que a palavra encerra. Ele é para mim irmão e amigo unicamente porque Jesus Cristo o resgatou e me resgatou e que essa salvação nos pôs em contato, sendo ambos frutos de sua redenção.

O que é verdadeiro da amizade cristã também o é da comunidade. Ela se constrói sobre uma pedra de fundação que é Jesus, e com outras pedras, as pessoas, tiradas de suas aflições, justificadas por Ele e inseridas na construção: no fundo, pessoas tornadas cristãs.



Por Ele. Jesus não é apenas a fonte, mas também o motor e a esperança de toda comunidade cristã possível. Esse por deve ser gravado no coração e na vontade de toda comunidade que deseja crescer. Ela não crescerá senão por Ele, enxertando-se nEle, abandonando-se à sua ação salutar. Bonhoffer recusa toda esperança de crescimento comunitário que se baseasse na Psicologia, em esforços que não emanassem de um discernimento fiel às moções do Espírito para a comunidade, mas que encontrassem sua fonte numa preferência humana e em idéias pessoais. Então se trataria de idolatria, de construção sobre areia, derrubada pela primeira tempestade e varrida pela primeira inundação.
“NEle toda graça,

nEle toda paz,

nEle toda esperança,

nEle a salvação.”


Para Ele. Fomos resgatados e nos tornamos um povo, não somente por Ele, mas para Ele. E Ele veio não para si mesmo, mas como servo, a fim de morrer pela salvação dos homens e pela glória do Pai. Toda comunidade cristã deve, pois, viver voltada num dom coletivo para Jesus, de quem se torna o corpo para que Ele faça o que quiser e onde quiser.

Eis por que insisto para que no Projeto de Vida Comunitária Jesus seja a base e o centro. ‘Sigam o caminho do amor, a exemplo de Cristo que os amou e se entregou por nós (Ef 5, 2).

Esse para deve exercer-se no concreto das situações, por uma atenção diária para não deixar entrar, no conteúdo do projeto, invenções humanas (mesmo que tenham para si um consenso imediato e total) em lugar da humilde submissão à vontade do Pai e à missão de Jesus.

A grande lei de uma comunidade cristã que faz um Projeto, e o cumpre dia após dia, é a lei do discernimento.



TEXTOS






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