Caderno 1 a graçA, deus, jesus, o espírito ir. Giovanni Bigotto termo de apresentaçÃO



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4.4. Jesus, nossa regra de vida
Habitados pelo Espírito do Filho, Jesus vai tornar-se nossa regra de vida, a medida de tudo, o modelo absoluto. Na sua profunda visão da obediência, que é de fato o transbordamento da paixão que traz em si, para com a vontade de Deus, Basílio escreve: “A base da obediência cristã é Jesus Cristo... Essa é, em todo o caso, a conseqüência que São Paulo tira: ‘Não temos necessidade de lei. Nossa lei é Jesus Cristo’”.50

Refletindo sobre “espiritualidade” e “psicologismo”, e a necessidade de harmonizar os dados da Psicologia com a Vida Espiritual, após haver dito que as leis psicológicas engajam a consciência, faz seguir este parágrafo: “É preciso, pois, inserir os dados psicológicos na mensagem evangélica, assim como é preciso aceitar também as contribuições espiritualistas. Sem isso chegamos a um fracasso. Do lado dos partidários do espiritualismo, o que se sustenta com vigor é a prioridade não apenas qualitativa, mas vital do Evangelho sobre os valores humanos. Nesse ponto, Nosso Senhor – nossa lei e nossa única escala de valores – é claro e categórico”.51 Tratando do humanismo naturalista, ele precisa seu pensamento: “É preciso abrir-nos com toda a nossa alma, aos valores de nosso tempo; é preciso que os tenhamos seriamente em conta, o mais cedo possível, na formação e na vida de nossas comunidades... mas impõe-se também – insisto – que estejamos prevenidos contra uma mentalidade humanista, no sentido imanente, que faz do homem seu próprio fim e modelo. Nosso único modelo é Jesus Cristo. Nossa Antropologia se deduz do mistério e da História da Salvação com suas grandes realidades ricas de conseqüências: a bondade da Criação, o fato da queda com as desordens que dela decorrem para a natureza humana, e o acontecimento bendito da redenção do Cristo que progride em nós e no mundo... Em resumo, poderíamos dizer: É somente no Cristo e pelo Cristo que se realizam o mundo e o homem – um mundo digno do homem e um homem digno desse nome – num humanismo cristão”.52 Enumerando aos Irmãos as características da espiritualidade do homem novo, na última e mais importante dessas características, ele diz: “Irmãos, um cristão não pode viver da justiça legal. E justiça legal significa todo o código moral que o homem recebeu do Senhor ou de seus representantes, que define uma série de observâncias para cumprir. Irmãos, queiram perdoar-me, mas existem entre nós muitos israelitas que vivem acostumados a essa espiritualidade legal. E o Cristo pregou essa justiça legal sobre a cruz e pôs em seu lugar a si mesmo, sua imagem e o Espírito Santo, quer dizer a justiça evangélica, que é dinâmica e perante a qual você jamais poderá dizer: isso basta”.53 Uma das mais belas páginas de Basílio nesse assunto é a que encontramos em Projeto Comunitário, intitulada: A Comunidade, realidade voltada para Jesus Cristo.54

Nesse mundo da graça, da vida, do amor, é Deus (o Pai, o Filho e o Espírito Santo) que tem a iniciativa. Quanto a nós, descobrimo-nos amados, envoltos em amor, vivendo num mundo onde tudo fala do amor de Deus. Basílio recorda, nesse sentido, o n° 3 da exortação apostólica Redemptionis Donum de João Paulo II: “O apelo ao caminho dos conselhos evangélicos nasce do encontro íntimo com o amor do Cristo que é amor redentor... E a tomada de consciência é o fruto do ‘olhar amoroso’ do Cristo no segredo de vossos corações”. Depois continua: “Muitos santos perceberam esse apelo como uma descoberta apaixonada de Jesus Cristo que os impele a tudo abandonar para tornarem-se seus discípulos inseparáveis e seus colaboradores numa vida totalmente votada ao Reino e ao Evangelho”.55




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