Caderno 1 a graçA, deus, jesus, o espírito ir. Giovanni Bigotto termo de apresentaçÃO


Jesus: O que podemos chegar a ser para Deus e Deus para nós



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4.1. Jesus: O que podemos chegar a ser para Deus e Deus para nós.
É assim que Basílio sintetiza a Encarnação, um mistério sobre o qual volta muitas vezes: “Deus revelou-se a nós em plenitude exaustiva, total e definitiva nesse Alguém que chamamos Jesus. Esse ‘Tu’ sem nome, Absoluto e Infinito, revelou-se-nos como um ‘Eu sou Javé-no-meio-de-vós’, fazendo uma história conosco. Esse Tu absoluto quis uma vida participada, uma coexistência, escolheu um povo, esteve tão perto dos homens que chegou um momento histórico em que já não esteve perto como quem de fora convive com eles, senão que de dentro da humanidade convive com a humanidade... Deus não está apenas conosco, mas é um de nós. Deus pronunciou um ‘Eu’ de humanidade; e esse apelo aos homens a partir do exterior foi então um apelo vindo de dentro. Jesus de Nazaré é a concretização daquilo que nós, homens, podemos chegar a ser para Deus e do que Deus poderá vir a ser para os homens. E é, pois, dessa maneira que a Palavra de Deus, o apelo de Deus, ressoou através de uma humanidade que é nossa, que é irmã nossa, que é, afinal, cada um de nós”.39 Ele vai formular, em termos bem parecidos, a mesma verdade na Prática sobre a Oração: “Em Jesus, Deus se humanizou deveras... Deus se fez homem, assumiu a linguagem dos homens, exprimiu-se como homem; em suma, é Deus que fala a Deus, partindo do homem, e é por isso que a oração é a humanização orante de Deus”.40 Jesus Cristo é a pessoa-encontro em que se opera, no amor, a união entre Deus e o homem; é o templo de Deus e do homem. Basílio vê exatamente Jesus como o amor do Pai entre nós.




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