Caderno 1 a graçA, deus, jesus, o espírito ir. Giovanni Bigotto termo de apresentaçÃO


Ser apaixonado pela vontade de Deus



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2. Ser apaixonado pela vontade de Deus

Uma das bases do cristianismo é esta: tomar a sério a vontade de Deus a meu respeito, crer que tenho acesso a ela, a ponto de poder fazer minha a palavra de Jesus; “Pai, terminei a obra que me deste a realizar”.


Trata-se, pois:

  1. de refazer, em função do amor, a leitura de tudo: da obediência, da autoridade, dos sistemas de governo, etc. Com efeito, todo governo, todo sistema de autoridade em que transparece mais a face da organização do que a face do amor se trai a ele próprio e toma uma direção que não é a mais evangélica;

  2. de levar a sério a vontade de Deus. Ora, Deus não é uma indústria que produz em série idênticas garrafas de coca-cola; Deus compõe a riqueza de sua Igreja com exatidão, mas também com extrema variedade de naturezas espirituais que se unificam em povo de Deus. São os carismas. É a complementaridade.

Mas há algo muito importante ainda:

  1. é preciso ser apaixonado pela vontade de Deus. Tomar a sério a vontade de Deus não significa apenas realizá-la, como um dever, custe o que custar; mas estar por ela apaixonado até o fundo da alma porque, ao contrário da impressão medrosa de muitos, ela absolutamente não nos aliena. A vontade de Deus, o amor de Deus, não destroem o homem: de maneira alguma! Os trágicos gregos, sim; se quisermos, podemos chorar sobre Efigênia ou sobre Antígona: vemos aí grande elevação de sentimentos. São, porém, casos, como o do Padre Kolbe, que dão o verdadeiro sentido da realização humana encontrada na vontade de Deus que, ainda quando parece destruição, ela é, em verdade, realização. (Circ. Sobre a Obediência, pp. 19 e 20).






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