Caderno 1 a graçA, deus, jesus, o espírito ir. Giovanni Bigotto termo de apresentaçÃO



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3.3. Deus é Pai
Esse Deus que é uma pessoa, que é amor, que nos faz filhos no Filho, Basílio sabe por experiência e o repete seguidamente, com afeição, encantamento e alegria, que Ele é Pai.

Entre as definições que dá de Jesus, encontramos esta: Jesus é o beijo de amor e de ternura que o Pai nos dá!”.33 Em sua conferência sobre a Palavra de Deus, Jesus é a “Palavra eterna do Pai”. E gosta de citar as passagens do Novo Testamento que falam do Pai, sobretudo João 3, 16: “Deus amou tanto o mundo, que enviou seu próprio Filho”.

Basta estarmos um pouco atentos na leitura destes cadernos para encontrar a constante presença do Pai. Escrevendo uma carta a seus amigos do Mundo Melhor, diz-lhes: “O Pai, em Jesus Cristo, nos faz filhos seus e nos constitui irmãos entre nós; é o que vivemos em comunidade. Quando chamamos Deus nosso Pai, nós nos chamamos, ao mesmo tempo, irmãos de todos os homens...”.34 O Padre Arrupe era um de seus grandes amigos. Quando, em 1981, veio a adoecer gravemente, em seguida a uma trombose cerebral, visita-o e lhe escreve freqüentemente cartas curtas.Com uma delas junta um santinho com estas palavras: “Envio-lhe, Pai, este santinho que, eu creio, por causa da profunda mensagem que traz, poderá despertar em seu espírito sentimentos conformes ao seu estado. As mãos de Deus são sempre mãos de Pai. É possível que o termo ‘alegria’ você não o ache tão apropriado, mas o de ‘abandono’, sim”.35 Felicita seu amigo pela coragem que ele mostra e deseja que, quando semelhante prova chegue para ele mesmo, possa mostrar iguais disposições. Ora, o que encontramos na sua última carta, que envia a seus amigos mais íntimos, um mês antes de morrer, é exatamente isto: a entrega total de si nas mãos de Deus: “Ponho tudo isso nas mãos de Jesus Cristo, nas mãos do Pai, e sinto-me em paz profunda, na ação de graças e totalmente ao louvor. Sei que não há mãos melhores que as de Deus e é nelas que me entreguei. É nessas mãos que se entregou o Cristo agonizante”.36 Estamos diante de uma convicção profunda que havia modelado toda a sua vida. Estas páginas formam o pórtico de entrada. Todos os outros capítulos falam de Deus e lembram o que Paulo dizia aos Atenienses:37 “Nele temos a vida, o movimento e o ser”. A essa impressão se junta, caro Irmão Basílio, minha certeza que Deus “está mais perto de nós do que nós mesmos”. É o coração de nosso coração.




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