Busca sociológica de uma relação causal histórica Capitalismo enquanto espírito, cultura



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- Busca sociológica de uma relação causal histórica

- Capitalismo enquanto espírito, cultura

- Condução metódica do dia-a-dia

- Capitalismo como conduta de vida

- Caráter predominantemente protestante dos proprietários do capital e empresários

- A Reforma: não eliminou a dominação eclesiástica, apenas trocou uma forma vigente por outra

- Formulação de uma conduta que penetrava todos os âmbitos da vida

- Diferença quanto à natureza do ensino superior escolhido por católicos e protestantes, com estes optando por áreas de interesse técnico e financeiro

- Relação de causalidade – peculiaridade espiritual e educação

- Protestantes – inclinação específica para o racionalismo econômico

- Buscar essa relação no conteúdo e na forma de cada confissão

- Católicos – traços ascéticos – indiferença para com os bens desse mundo – sem impulso aquisitivo

- Catolicismo – “estranhamento do mundo”

- Protestantismo – “alegria com o mundo”

- Cecil Rhodes – era protestante

- “Diáspora calvinista como o viveiro em que floresceu a economia capitalista”

- Foi uma confissão que favoreceu o desenvolvimento do espírito capitalista

- Regulamentação religiosa da vida

- “Espírito do trabalho”

- Foram os traços religiosos que favoreceram o capitalismo

- “Espírito do capitalismo” – capitalismo moderno ocidental – individualidade histórica; significação cultural

- Não cabe definir esse espírito como sendo o único do capitalismo, pois ele está dado num momento particular

- Ver a carta de Benjamin Franklin – puro ascetismo protestante – tudo é para o capital; eis ali o espírito do capitalismo

- “Do gado se faz sebo; das pessoas, dinheiro.”

- O dever de aumentar as posses como fim em si mesmo

- Para Weber, não é uma técnica de vida, mas uma ética que pode implicar uma falta para com o dever

- É um Ethos

- O espírito do capitalismo é, aqui, um ethos

- A moral da carta de Benjamin Fraklin – cunho utilitário – “a honestidade é útil porque traz crédito”

- “O ser humano em função do ganho como finalidade da vida, não mais o ganho em função do ser humano como meio destinado a satisfazer seuas necessidades materiais”

- Atualmente, a ordem econômica capitalista se dá como fato ao indíviduo, uma crosta na qual ele é obrigado a viver

- Ou se adapta, ou é eliminado

- Weber propõe uma inversão do materialismo histórico, pois de acordo com ele rastros do espírito capitalista já eram vistos antes de se instalar a infraestrutura

- O espírito capitalista moderno como fenômeno de massas

- O espírito do capitalismo como ethos buscou primeiro eliminar aqueles traços de sensibilidade e comportamento chamados de tradicionalismos

- Um dos aspectos desse tradicionalismo é que o homem não buscava a produtividade progressiva; queria apenas viver

- Dever de trabalhar – domínio de si – disciplina

- Trabalho como fim em si mesmo

- Mutualidade entre a ética religiosa e a estrutura capitalista – elas se adequaram

- Irracionalidade no racionalismo – o homem existe para o seu negócio, e não o contrário

- “Romantismo dos números”: a moral que acoberta e canta a racionalização

- O empresário ascético: “de sua riqueza nada tem para si mesmo, a não ser a irracional sensação de cumprimento do dever profissional”

- Ele não visa à opulência e ostentação, mas ao trabalho e à acumulação por e para eles próprios

- A ordem econômica capitalista precisa dessa entrega de si à vocação de ganhar dinheiro

- “Aquele que em sua conduta de vida não se adapta às condições do sucesso capitalista, ou afunda ou não sobe”

- Mas há uma virada: o capitalismo moderno se emancipou desse seu fundamento ético-religioso para se tornar uma outra coisa – o que será? Uma estrutura disciplinar, programadora, uma cultura mimética, pura conduta racionalizada?

- Racionalismo econômico – conduta de vida racional

- Economia capitalista baseada no cálculo aritmético rigoroso

- Vocação profissional entendida como “missão”

- Racionalização da vida

- O conceito de vocação em Lutero: a noção de Beruf (posição na vida, ramo de trabalho definido) está fortemente presente nos povos protestantes

- Valorização do trabalho cotidiano no mundo

- Cumprimento do dever no seio das profissões mundanas

- Autorrealização moral

- Cumprir os deveres intramundanos

- O feito da Reforma: ênfase moral e prêmio religioso para o trabalho intramundano no quadro das profissões

- Em Paulo: a ambição de ganhos materiais que excedam as necessidades não condiz com o estado de graça; se o lucro depende de explorar os outros, então deve ser condenado

- Lutero ainda fica amarrado a essas tradições

- Em Lutero: a vocação é aquilo que se deve aceitar como desígnio divino, curvar-se a ela; esse trabalho é a missão dada por Deus

- Autodisciplina ascética

- Essa posição de Lutero, porém, mostra-se problemática quando posta como causa imediata da formação do espírito capitalista moderno; ela é antes o início ainda prematura do movimento

- O calvinismo desempenhará o papel de destaque na formação do espírito capitalista

- Peculiaridade ética do calvinismo

- Por óbvio, nunca foi uma vontade concreta do calvinismo e das seitas puritanas agir como fundadores e articuladores do posterior espírito capitalista; ele se adequou – parece aqui que Weber se afasta do causalismo e admite o acaso das construções históricas humanas

- A salvação da alma, sim, foi o fator a guiar as ações dessas religiões

- O modo como as ideias se tornam eficazes na história

- Weber deixa claro que não há necessariedade nesses acontecimentos

- Portadores históricos do protestantismo ascético: calvinismo, pietismo, metodismo, anabatistas

- Todos seguiam a conduta de vida moral como máxima

- Calvinismo: a doutrina da predestinação; o “decretum horrible” não é vivido, como em Lutero, mas é cogitado; não se sabe sobre a danação ou salvação. Para Calvino, Deus não existe para os seres humanos, mas os humanos que existem para Deus – raiz do individualismo desiludido. O trabalho social é sempre para aumentar a glória de Deus; só se serve ao Criador, não à criatura; persiste a missão vocacional-profissional de Lutero, e, como é uma missão de Deus dada para o funcionamento do cosmos, deve-se aceitá-la. Caráter utilitário da ética calvinista. Deve-se simplesmente confiar na salvação, “conquistar na luta do dia-a-dia a certeza da própria eleição e justificação. A salvação está no aumento da glória de Deus, conduzindo sua vida para isso – “autoinspeção sistemática que a cada instante enfrenta a alternativa: eleito ou condenado?” (disciplina) – sistematização da vida – o Deus calvinista exigia um método coerente de condução da vida como um todo. Racionalização – conduta metódica de vida – é a doutrina da predestinação que irradia todos esses efeitos – a comprovação (o indivíduo deve estar constantemente comprovando sua salvação a si mesmo); “sistemática conformação racional da vida ética em seu conjunto” – me parece um poder disciplinar

- Pietismo: a doutrina da predestinação também foi o princípio aqui – trazer para o mundo o reino de Deus – carrega a marca sentimental da religião – o pietismo também representa a conduta de vida metodicamente controlada, uma conduta de vida ascética; “a vida útil”

- Metodismo: de método; a sistematização metódica da conduta de vida com o fim de alcançar a “certitudo salutis” – a contuda correta não era suficiente, deve haver sentimento do estado de graça

- Seitas anabatistas e batistas: não como igreja, mas como seita – revelação individual, não imputada – batismo em adultos; Deus só fala quando o homem se cala – afastamento da política – as virtudes ascéticas confluíram para o trabalho individual profissional

- Buscar no mundo a certeza do estado de graça

- Tempo perdido é tempo não canalizado para a tarefa de aumentar a glória de Deus

- Em Paulo: “Quem não trabalho, não coma”; o trabalho como fim em si da vida; a falta de vontade de trabalhar é sintoma da ausência de graça

- Daqui não se safa o homem de posses – todos devem trabalhar pela ordem divina

- Em Lutero há a permanência, a profissão como vocação é um desígnio de Deus, e deve ser aceita

- Profissão: o trabalho de forma ordenada, racional

- “Falta à vida de quem não tem profissão o caráter metódico-sistemático que é exigido pela ascese intramundana”

- Ethos protestante: empresa racional burguesa

- A ascese se volta contra o gozo descontraído da existência

- Puritanos: princípio da conduta de vida ascética

- Foi só na ética do protestantismo ascético que ele (o capitalismo) encontrou um fundamento ético consequente

- “Confrontando agora aquele estrangulamento do consumo com essa desobstrução da ambição de lucro, o resultado externo é evidente: acumulação de capital mediante coerção ascética à poupança”

- Investimento de capital – continuação do trabalho para a glória de Deus

- Tendência à conduta de vida burguesa economicamente racional

- “Esses ideais de via puritanos fraquejaram diante da duríssima prova de resistência a que os submeteram as tentações da riqueza, suas velhas conhecidas.”

- Ascese protestante: estímulo psicológico que concebeu o trabalho como vocação profissional como o único meio para se certificar do estado de graça

- “Trabalho e zelo industrial como um dever para com Deus”

- Conduta de vida racional fundada na ideia de profissão como vocação

- “O puritano queria ser um profissional – nós devemos sê-lo”

- Dominação da moralidade intramundana – quando deixar de ser um ethos religioso e passa a ser meramente um sistema coercitivo de formação de conduta

- “Quis o destino, porém, que o manto virasse uma rija crosta de aço (na célebre tradução de Parsons: iron cage [jaula de ferro])”

- O capitalismo se adequa ao ethos protestante e o rapta para se tornar um sistema moral racional total

- É uma conduta de vida que age sem moral ou espiritualidade



- De uma ascese intramundana à dissolução no puro utilitarismo

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