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Conferência aborda religião na mídia



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Conferência aborda religião na mídia


Por Cecília Pinho
(COM FOTO)

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Nesta quarta-feira (24), a Católica recebeu a visita do professor e mestre em Comunicação Lauro Teixeira, gerente de programação da TV Aparecida (São Paulo), para participar da conferência Religião na mídia televisiva: uma experiência de TV Católica. O evento teve a colaboração do debatedor Padre Hugo Ara, assessor de cultura da Católica, e do mediador prof. dr. Alexandre Figueiroa, do curso de Jornalismo.
Inicialmente, Lauro Teixeira fez um panorama sobre a TV Aparecida, criada há três anos, e falou de sua atuação em todo o país, em 12 estados, atingindo cerca de 90 milhões de pessoas. A estrutura técnica e o quadro profissional também foram pautas do professor, inclusive a administração da televisão que fica a cargo de cinco padres.
“Educação, entretenimento e fé, esses são os três pilares da programação da TV Aparecida. O conteúdo não é somente religioso, é uma grade generalista que pretende ter boa programação e a estratégia é ter todo tipo de público”, afirmou o gerente de programação sobre o conteúdo contemplar vários segmentos. A grade contém 50% de conteúdo religioso e 50% entre educativo e entretenimento.
Programas religiosos se misturam com programas infantis, para a terceira idade, educativos, jornalismo, musicais, debates, filmes, enfim, há uma verdadeira fusão, que na opinião de Lauro Teixeira é uma forma inteligente de “passar o conteúdo que as pessoas querem ver e estão acostumadas a procurarem em uma TV comum e junto repassar o conteúdo religioso que a emissora deseja que elas absorvam”.
Os programas religiosos recebem uma grande atenção de produção para atrair os telespectadores. “A gente produz uma missa como um programa comum, sem descaracterizar, tratando de uma forma interessante, para que quem está em casa tenha o prazer de assistir”, afirmou.
O Padre Hugo Ara entrou no debate elogiando a forma como a TV Aparecida veicula seu conteúdo, mas ressaltou a dificuldade das emissoras religiosas conseguirem um bom resultado ao transmitirem uma missa, por exemplo. Segundo o Padre “é um desafio. É muito importante que haja uma cooperativa e não somente um religioso à frente da emissora como costumava acontecer, mas os programas precisam ser desenvolvidos e pensados não só pelos mediadores como também pelos teólogos”.
O professor Lauro concordou com o Padre Hugo afirmando o diferencial da TV Aparecida em relação às outras emissoras religiosas. “A programação é muito parecida com a de emissoras comuns. A gente não tem parâmetro de linguagem nas emissoras católicas, para fazer TV a gente olha para quem sabe fazer TV no Brasil”.
A concessão da TV Aparecida é educativa sem fins lucrativos. Essa foi uma das questões surgidas da platéia, solicitando que o professor explicasse a relação com a publicidade, que não há na programação, por isso a TV recebe apoio cultural para manter-se no ar. Outra questão levantada foi a censura a alguns temas nos noticiários e cenas de filmes. “Nessa de falar de tudo a gente tem que selecionar bem o que dizer, temos que lapidar o conteúdo. Falamos de tudo impondo os limites que consideramos necessários. Tentamos agradar aos troianos também”, explicou o professor.




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