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Segunda diretriz pastoral: uma vida estruturada por sólida formação



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Segunda diretriz pastoral: uma vida estruturada por sólida formação


Os jovens estão prontos para serem instruídos e educados na fé, ainda que se declarem não crentes ou estranhos a Igreja. Eis um dos paradoxos da nossa época. A ignorância deles quanto às realidades de fé torna-os abertos para receber um primeiro nutrimento, que permite ascender à formação mais sólida. Depois das JMJ, constata-se de fato um incremento de catecúmenos e de praticantes de «retorno», sobretudo nos países organizadores do evento, como ilustramos na segunda parte. O interesse suscitado pelas «catequeses», «guiados pela atenção pastoral dos Bispos»575, ocorridas durante as JMJ, ilustra também essa tendência, como vimos na primeira parte. Daí segue a quarta pista para a pastoral juvenil hodierna: por que não efetivar a experiência catequética positiva das JMJ em âmbito local? Por que não programar e estabelecer encontros catequéticos dos bispos com os jovens no âmbito diocesano? Mas que tipo de formação privilegiar em tais encontros?

Os jovens de hoje necessitam de formação, ao mesmo tempo, estruturada e estruturante, que associe os fundamentos da fé e a experiência cristã. Uma formação sólida e acurada, constantemente nutrida pela meditação da Palavra de Deus, acompanhada e promovida pelos agentes de pastoral, que ajudam os jovens no caminho de fé, e fundamentada sobre critérios apropriados para discernir a genuína identidade cristã e em sintonia com os Pastores da Igreja576 sem perder a capacidade crítica.

Mas, para ser atraente, tal formação deve ser acessível e diversificada. Ela pode ser descrita da seguinte forma, conforme os textos do Papa João Paulo II aos jovens:


  1. uma «formação integral»577, que considere a pessoa holisticamente, tanto no aspecto humano como espiritual, também na relação entre natureza e graça. Uma formação integral capaz de preparar os jovens para vida responsável no seio da família, da sociedade e da Igreja, formação humana e espiritual578;

  2. uma formação bíblica e antropológica579, que introduza os jovens na compreensão do plano da salvação de Deus para os seres humanos, e os ajude a estruturarem a personalidade e a exercitarem responsavelmente a liberdade. Esta se constitui como prioridade, porque os jovens de hoje têm muita dificuldade para empenhar-se e tomar uma decisão que abarque toda sua vida. É preciso estimular o gosto pela Palavra e a alegria de poder testemunhar Deus580;

  3. uma formação doutrinal sistemática e coerente, que sublinhe as nossas razões de crer e ofereça o tesouro da fé cristã, assim como foi transmitida pela Tradição;

  4. uma formação eclesial que ajude os jovens batizados a descobrirem a própria identidade cristã e a amarem a Igreja como uma Mãe que cuida dos filhos e vigia pela educação para a vida;

  5. uma profunda formação moral cristã, que seja intimamente vivida e realize síntese cada vez mais harmoniosa ente fé e razão, entre fé e cultura, entre fé e vida581. Uma formação ética que dê pontos de referência objetivos para os jovens orientarem-se em suas opções fundamentais na vida concreta.

Considerando a diversidade das situações, surge a necessidade de propor aos jovens «percursos» congruentes com o itinerário de fé. Nessa ótica, é bom que a pastoral juvenil considere os diversos aspectos da formação integral apresentados complementarmente, não isoladamente. Daí a exortação do Papa aos agentes de pastoral juvenil acerca de tais aspectos formativos: «Este é um maravilhoso programa pastoral, que deveis atuar dia a dia; este é o vosso serviço de amor»582. Ele nos oferece também memorável testemunho sobre a necessidade da formação integral dos jovens, no qual recorda a sua experiência pastoral pessoal com a juventude universitária:

Recordo a minha experiência universitária pessoal. Do cotidiano com os alunos e os professores, aprendi que é necessária uma formação integral, capaz de preparar os jovens para a vida: um ensino que os eduque a fim de poderem assumir de maneira responsável o papel que lhes cabe no seio da família e da sociedade, com uma competência não só profissional, mas também humana e espiritual583.

Não resta dúvida de que, se a pastoral quiser responder adequadamente à sua missão evangelizadora do universo juvenil, precisa elaborar projeto de formação integral do jovem hodierno, que abarque todos os aspectos apresentados. Então, o que dizer dos agentes de pastoral juvenil? Eles também precisam de formação permanente.




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