BeléM 2013 andré benassuly arruda


Desmontando o documento-monumento



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1.3. Desmontando o documento-monumento

Em primeiro lugar, a perspectiva da análise arqueológica não é a interpretação no sentido tradicional do termo, nem determinar se os documentos dizem uma verdade ou não, e muito menos qual é o seu valor expressivo – sua formalização –, mas “[...] trabalhá-lo no seu interior”, isto é, “[...] definir no próprio tecido documental, unidades, conjuntos, séries, relações” (FOUCAULT, 2009, p.07).

O documento deve ser organizado e repartido em níveis; séries devem ser estabelecidas; o que é pertinente ou não para a análise deve ser definido; as relações; as incongruências; as regularidades e as heterogeneidades entre os níveis e as séries devem estabelecer quadros gerais de inteligibilidade dos enunciados. Nessa perspectiva, não se trata de interpretar o documento ou de concebê-lo em sua formalização expressiva, porém, de realizar uma “[...] descrição intrínseca do documento” (p.08).

A identificação e a constituição das séries e seus respectivos elementos, por onde o documento passa a ser analisado, constituem problemas fundamentais na proposta foucaultiana de análise documental. É necessário lhes fixar os limites, os tipos de relações que são específicas em cada série e, mais, buscar descrever as relações entre as diferentes séries, compondo séries de séries.





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