AssociaçÃo de traumas na infância com depressão na mulher – contribuiçÕes à enfermagem ribeiro, Larissa Ribas



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Rio Grande/RS, Brasil, 23 a 25 de outubro de 2013.


ASSOCIAÇÃO DE TRAUMAS NA INFÂNCIA COM DEPRESSÃO NA MULHER – CONTRIBUIÇÕES À ENFERMAGEM

RIBEIRO, Larissa Ribas

DIAS, Jennifer Specht

WIENKE, Luisa Soares

BARROS, Valéria Weymar

CARVALHO, Karen knopp de
la_ribasribeiro@hotmail.com

Congresso de Iniciação Científica

Enfermagem de Saúde Pública
Palavras-chave: Acontecimentos que mudam a vida, Depressão, Associação
INTRODUÇÃO
A depressão considerada uma das patologias psíquicas mais comuns, apresenta-se a partir de etiologias múltiplas e é caracterizada por humor deprimido e perda de interesse ou prazer nas atividades diárias. Essa doença pode ser considerada um dos mais prevalentes transtornos na população em geral, tornando-se assim um grave problema de saúde pública no Brasil. Os traumas de infância em consonância a depressão também apresentam grande relevância para a saúde pública no nosso país, sendo que elevados índices de violência e abuso contra as crianças no decorrer de sua infância estão em evidencia.

Contudo, considerando esta temática, o objetivo principal do trabalho foi analisar se existe associação entre traumas na infância e depressão na vida adulta, e identificar se diferentes traumas como abuso emocional, abuso físico, abuso sexual, negligência física e negligência emocional, podem estar correlacionados aos episódios depressivos em uma amostra de mulheres usuárias dos Centros de Atenção Psicossocial da cidade de Pelotas/RS.


MATERIAIS E MÉTODOS
Trata-se de um estudo transversal de base populacional realizado a partir de uma amostra de 130 mulheres usuárias dos CAPS da cidade de Pelotas-RS exceto o CAPS Álcool e Drogas e o Infantil. Os critérios de inclusão eram ter idade entre 18 e 59 anos e aceitar participar do estudo. Foram aplicados três questionários, um sócio demográfico para caracterizar o perfil da amostra, o M.I.N.I versão 5.0 para confirmação de episódio depressivo atual e uma escala auto aplicavél denominada Childhood Trauma Questionnaire (CTQ) para avaliação dos traumas infantis. A pesquisa foi realizada no período de março à junho de 2013. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Católica de Pelotas, sob o parecer de número 152.557. Todas as entrevistadas assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido. A análise estatística dos dados foi realizada através do programa SPSS versão 20.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Observou-se as seguintes análises descritivas em relação aos sintomas depressivos, 81,5% do total de mulheres entrevistadas apresentaram depressão e 18,5% delas não apresentaram à sintomatologia depressiva mínima para tal diagnóstico. Ao correlacionarmos os episódios depressivos aos traumas de infância identificamos que as mulheres que apresentaram maiores traumas de infância, tiveram mais chance de desenvolver depressão na vida adulta, quando comparadas aquelas mulheres que não passaram por tais experiências negativas. No que tange aos indícios de outros comprometimentos psicológicos, o acometimento por abuso emocional durante a infância demonstrou grande relevância estatística quando correlacionado ao desenvolvimento de depressão na vida adulta das mulheres. O perfil sócio-demográfico das mulheres evidenciou as seguintes configurações familiares: 57,7% das mulheres apresentaram idade entre 46 e 59 anos, 75,4% eram brancas, 51,5% eram casadas ou viviam com companheiro e 44,6% apresentaram escolaridade entre quarta série e primeiro grau incompleto, observou-se que estas variáveis também se mostraram relevantes ao desenvolvimento de depressão na vida adulta das mulheres, influenciando significativamente nos resultados.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados obtidos apontam que experiências traumáticas na infância podem desencadear comportamentos que comprometem a manutenção psíquica normal das mulheres. Também foi possível observar que as características sócio-demográficas de uma população contribuem com a expectativa de saúde desta mesma população, influenciando desta forma a saúde pública no país. Estas perspectivas podem contribuir também na maturação do diagnóstico por parte das equipes de saúde mental e também para um maior entendimento das relações familiares e sociais. Contudo ressalta-se a necessidade de futuras pesquisas na área, a fim de contribuir para o crescente conhecimento científico no que se refere à etiologia dos episódios depressivos e o envolvimento desta com os acontecimentos traumáticos vivenciados pelas mulheres durante a infância.

REFERÊNCIAS
Martin D, Quirino J, Mari J. Depressão entre mulheres da periferia de São Paulo. Revista de Saúde Pública 2007. 41(4): 591-7

Andrade LHSG, Viana MC, Silveira CM. Epidemiologia dos transtornos psiquiátricos na mulher. Revista de Psiquiatria Clínica. 2006. 33(2):43-54



Biasuz RBDS, Boeckel M. Trauma na infância e regulação emocional na adultez em uma amostra de adultos universitários. [INTERNET]. Disponível em: https://psicologia.faccat.br/moodle/pluginfile.php/197/course/section/102/rejane.pdf

Brietzke E, Sant’anna MK, Jackowski A, et al. Impact of childhood stress on psychopathology. Revista Brasileira de Psiquiatria. 2012. 34:480-488


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