Aspectos históricos da psicologia do desenvolvimento


Questão: Conceitue as três instâncias descritas por Freud, que caracterizam a segunda teoria do aparelho psíquico



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Questão:

Conceitue as três instâncias descritas por Freud, que caracterizam a segunda teoria do aparelho psíquico.

AULA 15 - MECANISMO DE DEFESA

Os mecanismos de defesa são as técnicas de que o ego se serve como proteção contra as reivindicações dos impulsos, representações sensórias dolorosas e afetos insuportáveis.

As pessoas defendem-se inconscientemente da ansiedade que sentem numa situação  perturbadora.podem fazê-lo distorcendo a realidade e enganando a si mesmo e isto,para os psicanalistas são denominados de recalques.

Todos nós usamos desse mecanismo para proteger nossa auto-imagem positiva, o que é bastante comum em nossa vida diária. Temos necessidade de uma auto-estima positiva, de aprovar nosso comportamento e justificá-lo quando necessário. Quando os mecanismos de defesa são levados a extremos, assumindo um papel preponderante na vida das pessoas, a tendência dos psicólogos é considerar como anormalmente perturbados.

Os diferentes tipos de mecanismo de defesa:

-PROJEÇÃO: às vezes as pessoas se sentem mal por terem certos pensamentos ou impulsos. Podem atribuí-los então a alguém projetando nessa pessoa os seus próprios sentimentos. Os aspectos da personalidade de um indivíduo são deslocados de dentro dele para o meio externo. Ex. um gerente que sempre chega atrasado e reclama  ao superintendente geral que seu funcionário nunca chega pontualmente.

-ISOLAMENTO: consiste em isolarmos um pensamento, atitude ou comportamento dos contatos sociais.

-NEGAÇÃO: é o mecanismo de defesa mais simples e direto pois alguém simplesmente recusa a aceitar a existência de uma situação penosa demais para ser tolerada. Um bom exemplo de negação é um garoto que, ao ser acusado de roubo ( e realmente é culpado), diz: ‘’eu não tenho nada comigo! Eu achei no chão e o dono da loja me deu!.’’

-INTROJEÇÃO: é integrar as crenças e os valores de um outro indivíduo à estrutura do próprio ego.

-IDENTIFICAÇÃO: o indivíduo assimila um aspecto, uma característica de outro e se transforma total ou parcial, apresentando-se conforme o modelo desse outro. A maior parte das identificações ocorre no mundo da fantasia, temos como exemplo a criança que se identifica com seu herói favorito, a moça que se identifica com a mocinha da novela, etc.

-FORMAÇÃO REATIVA: quando as pessoas se sentem ameaçadas por um impulso opressor podem combatê-lo indo para o extremo oposto e denunciando-o em outras pessoas. Ex.: uma mãe que se preocupa exageradamente com o filho pode ser reflexo de uma verdadeira hostilidade a ele.

-DESLOCAMENTO: está relacionado à sublimação e consiste em desviar o impulso de sua expressão direta. Nesse caso, o impulso não muda de forma, mas é deslocado do seu alvo original para o outro. Ex.: receber uma bronca do chefe e, assim que chegar em casa, chutar o cachorro como se ele fosse o responsável pela frustração.

-RACIONALIZAÇÃO: quando as pessoas fazem coisas que não deviam, é comum sentirem culpa, e ao invés de admitirem a razão real de seu comportamento, preferem com freqüência racionalizar inventando razões plausíveis para o seu ato. Ex.: um funcionário tira dinheiro do caixa e é pego, fala que estava precisando muito e que no próximo mês devolveria todo o valor, outro exemplo seria um aluno que, não conseguindo responder a uma questão, diz ‘’isso não é interessante de saber mesmo’’, não respondi porque não tive tempo de estudar, pois lá em casa fazem muito barulho.

-SUBLIMAÇÃO: é o mecanismo de defesa mais aprovado pela sociedade. Quando temos um impulso que não podemos expressar diretamente, reprimimos a sua forma original e o deixamos emergir a outrem ou a nós próprios. Ex.: um indivíduo com alta agressidade pode se tornar cirurgião, para o que necessita cortar tecidos sem hesitação; é uma forma de socializar a agressidade.

-ANULAÇÃO: desfazem um dano que o indivíduo imagina que pode ser causado por seus desejos. Ex.: faz sinal da cruz para afastar um pensamento pecaminoso.

- CONVERSÃO: consiste em uma transposição de um conflito psíquico e uma tentativa de resolução desse conflito por meio de expressões somáticas como dores de cabeça. Passa-se o problema da mente para o corpo.

-REGRESSÃO: é o retorno do indivíduo a níveis anteriores do desenvolvimento sempre que depara com uma frustração. É uma sucessão genética e designa o retorno do sujeito a etapas ultrapassadas do seu desenvolvimento. Por exemplo, o choro das pessoas em certas situações pode ser uma regressão à infância, que pode ter tido uma situação em que o choro resolveu o problema.

O PROFESSOR E A TEORIA FREUDIANA DA APRENDIZAGEM

Freud estudava comportamentos mentais de diferentes pacientes que sofriam de transtornos decorrentes de conflitos mentais por causa do processo de castração ou pulsão da libido. Ficou evidente pra ele que, estas frustrações estavam relacionadas aos valores gerados por uma educação conservadora e moralizante.

Ele acreditava que os conceitos psicanalíticos podiam diminuir estes rigores sociais e morais, pois a psicanálise trabalha e estuda os aspectos e o processo da sexualidade humana.

Assim sendo, a educação deveria ser fonte de prazer e não de castração, poderia exercitar esse conflito, deveria estimular e mediar as relações entre o prazer e o recalcamento desse prazer pela moral.

A criança nasce com pulsões de natureza biológica como a curiosidade sexual, a manipulação genital, os prazeres da sucção, etc e Freud denomina cada um desses aspectos de pulsão parcial, pois representam um ato livre sem nenhum interesse pela idéia de relação.

Estas pulsões podem ser direcionadas para um objeto de desejo vinculado a questões de utilidade social e não apenas sexual. Esse processo é chamado de sublimação, pois direciona a pulsão para outros focos.

O indivíduo da educação tem suas pulsões libidinais desde o nascimento e essas pulsões podem ser canalizadas pelo ato educativo para focos distinto da libido sexual.

Freud, acreditando nesse processo da sublimação na educação, enfatizou que o professor assumiria o papel de questionar cada aluno sobre suas atitudes negativas ou perversas.

Os educadores devem refletir sobre o ato educativo repressor, pensar numa educação desafiadora e prazerosa, direcionando as pulsões parciais dos sujeitos de aprendizagem para valores socialmente superiores e culturais.

Através dos escritos de Freud, percebia-se que a educação produtora de pessoas neuróticas, representava o poder político dos governantes sobre a população.

Para Freud, o educador deveria buscar para seu educando o equilíbrio entre o prazer individual e as necessidades sociais, direcionar as pulsões parciais para objetos culturais.

Na relação entre ensino e aprendizagem, o professor pode ser a figura na qual o aluno transfere seus interesses ou pulsões parciais. Quando esta transferência acontece, fica estabelecido uma relação de troca de significados e como o professor tem o papel de direcionar as pulsões sexuais parciais do aluno, este sublima para as suas necessidades e assume uma relação de poder sobre o aluno.

Enfim, a psicanálise traz à reflexão a questão do que é ensinar e o que é aprender e analisa a relação entre professor e aluno, uma relação transferencial que estaria no ceme do que proporciona o aprendizado.

Questão: Qual o principal foco pedagógico na visão de Freud sobre educação e sublimação?




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