As pesquisas a respeito da produção escrita escolar tiveram um grande impulso no meio acadêmico-científico brasileiro a partir de meados da década de 1970



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ESCRITA E ENSINO: A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE PROFESSORAS DAS SÉRIES INICIAIS1

Carmi Ferraz Santos - IEL/UNICAMP


INTRODUÇÃO
Tem-se verificado nos últimos 20 anos um amplo debate acerca do ensino-aprendizagem de língua escrita no âmbito das universidades brasileiras. Vários trabalhos discutiram uma nova compreensão dos fenômenos da linguagem e a partir desta, a forma como vinha se processando o ensino da escrita no Brasil.

Consultando as teses e dissertações produzidas nos programas de pós-graduação do Instituto de Estudos da Linguagem e da Faculdade de Educação da UNICAMP no período de 1988 a 2000, foi possível observar que a reflexão acerca da prática docente no que tange ao ensino da escrita tem focalizado suas análises em, pelo menos, três direções: caracterizar as atividades utilizadas pelo professor durante o processo ensino-aprendizagem; verificar como se dá a interação professor-aluno nos momentos de produção na sala de aula; identificar as estratégias de avaliação e leitura do professor frente aos textos dos alunos.

Entretanto, muito mais que investigar a relação do professor com a escrita dentro das salas de aula, tem-se revelado a necessidade de refletir acerca do professor e sua relação com a escrita, seja como leitor, seja como produtor de textos. Sob a influência de estudos das Ciências Sociais preocupados com a compreensão do cotidiano das pessoas, inicia-se uma série de pesquisas voltadas para a figura do professor. A princípio, estas pesquisas partindo do pressuposto de que todo leitor tem uma história, deram origem, em sua maioria, a trabalhos voltados para as práticas do professor enquanto leitor. Neste sentido, estudos voltados para o professor procuram realizar uma reflexão acerca das condições de formação e identificação do professor nas práticas sociais de escrita vigentes. Já as pesquisas enfocando o professor enquanto escritor ainda são escassas e, grande parte delas, voltam-se para o produto da produção textual. No entanto, faz-se necessário refletir não apenas sobre as práticas de escrita em si, mas também sobre que conhecimentos acerca do ato de escrever e ensinar a escrever foram sendo construídos e consolidados ao longo da história pessoal e profissional dos professores.

É buscando resgatar estes conhecimentos construídos pelo professor que, já há alguns anos, determinados trabalhos têm se preocupado com a trajetória do professor enquanto escritor, tendo como foco não o produto de suas produções, mas suas experiências com materiais escritos. É neste contexto de pesquisa acerca do professor e a escrita que este trabalho procura se inserir, buscando puxar os fios de histórias de vida de professores, a fim de poder contribuir para a compreensão do docente e de sua prática. Nesta busca de compreensão da prática do professor, procuramos acrescentar mais um elemento nas análises das experiências vividas pelo docente com a linguagem: a representação da escrita e seu ensino construída pelo professor ao longo de sua história de vida.





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