As implicaçÕes do modelo neoliberal na subjetividade do egresso graduado



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AS IMPLICAÇÕES DO MODELO NEOLIBERAL NA SUBJETIVIDADE DO EGRESSO GRADUADO

Teresa Daros Szöllösi

Maria Sara de Lima Dias

Resumo: Este trabalho apresenta reflexões sobre a trajetória socioprofissional do egresso graduado em Agronomia. Serão analisadas as categorias tempo gasto para obter emprego na área de formação, grau de dificuldade em conseguir emprego e renda percebida pelo diplomado. O período estudado coincide com a implantação do neoliberalismo no estado do Paraná, local onde se graduou o sujeito desta pesquisa.

Palavras-chave: trajetória socioprofissional, egresso/graduado, agronomia.

Introdução

Como vamos desenvolver uma formação superior comprometida com projetos de vida coletivos e implicados com o desenvolvimento coletivo e social se as universidades têm formado exclusivamente para os interesses do mercado? Esta fala se centraliza em apresentar um recorte da pesquisa de mestrado, da primeira autora, sobre o perfil do egresso graduado em Agronomia, na Universidade Federal do Paraná (UFPR), partindo do pressuposto de que o discurso de formação para a cidadania seja crítico com relação a ideologia neoliberal. Este tema surge de uma preocupação com o acompanhamento dos egressos/graduados no referido curso.

Esse tipo de pesquisa vem sendo realizado em diversos estados do Brasil por pesquisadores como Machado (2010), que estuda os egressos de vários cursos nas modalidades de graduação e de pós-graduação. O autor avalia as características de identificação pessoal, situação profissional, formação acadêmica e expectativas em relação à instituição, sendo que os indicadores apurados representam importantes subsídios para a melhoria da qualidade das políticas institucionais relacionadas ao ensino de maneira geral. Outros autores atuam na questão do perfil do egresso como: Elias (2004), Santos (2006), Costa (2007), Silva (2008), Pires (2009), Pena (2011), Gardene (2012) e Quadros (2012). Eles reafirmam a necessidade de serem aprofundadas pesquisas na área, pois perguntar para o egresso como está sua vida profissional faz com que a universidade reflita sobre seu desempenho enquanto instituição formadora para o trabalho. E possa assim adequar a formação para as reais demandas da comunidade.

A referida pesquisa, configurado sob a ótica da Psicologia Social Comunitária, objetivou comparar o perfil do engenheiro agrônomo egresso da UFPR da década de 1990 com o do egresso de 2000, descrever o egresso de ambas as décadas, observar as semelhanças e diferenças entre os dois perfis e refletir sobre sua trajetória socioprofissional.



Quanto ao instrumento para a pesquisa, foi criado um questionário e submetido a uma banca de juízes composta por 89 egressos da turma/2011do curso de Agronomia da UFPR. De posse das referidas respostas enviadas pelos componentes do grupo de juízes para um link que dava acesso a uma ferramenta eletrônica de recepção e armazenamento dos dados, foi realizada a análise de confiabilidade do questionário por meio do cálculo de alfa de Cronbach (Hora, Monteiro & Arica, 2010). Como resultado da avaliação, o instrumento obteve um valor de alfa de Cronbach ajustado de 0,83. Com este saldo, garantiu-se a confiabilidade do instrumento e iniciou-se a aplicação da investigação propriamente dita.

A pesquisa foi dirigida, através de e-mail, a 1446 egressos/graduados em Agronomia e filiados ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (CREA-PR); obtendo resposta de 114 sujeitos, o que garante um poder de explicabilidade de 0,92. A distribuição das frequências das variáveis foi comparada entre dois grupos, quais sejam, década de 1990 e de 2000.

Na pesquisa em questão empregou-se a metodologia de cunho quantitativo e qualitativo. A análise das respostas do questionário foi realizada por meio do teste de Qui Quadrado e da análise de conteúdo na perspectiva de Bardin (1995).


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