As águas do mar



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FACULDADE BATISTA BRASILEIRA

Aluna: Jaqueline Nazaré Siqueira Costa

Professora: Jusciele Oliveira
Mulher e Mar: Imagens construídas no conto Águas do mar de Clarice Lispector e no poema Uma Mulher no meio do mar de Vinicius de Moraes.
Tendo como base alguns textos que discutem teoria da Literatura Comparada, este ensaio realizará uma leitura do conto Águas do mar de Clarice Lispector e do poema Uma Mulher no meio do mar de Vinicius de Moraes, com o objetivo de perceber a intertextualidade e simultaneamente realizar uma discussão teórica sobre temas que dizem respeito às teorias de Literatura Comparada.

De acordo com Tânia Franco Carvalhal no texto Teorias em Literatura comparada,


É no contexto dos anos 80 para cá que se afirma a estreita convivência entre teorias e literatura comparada, tendo essa acompanhado as modificações das primeiras, incorporando, seletivamente, o que lhe interessava em particular e fornecendo àquelas o que desde sempre a caracterizou: amplitude de visão e metodologia dos confrontos (CARVALHAL, 1994, p.12).
Desse modo, através dos avanços teóricos e da concepção de literatura comparada atrelada à teoria, é que se fez possível pensar o estudo comparativo das literaturas de uma forma mais ampla, utilizando métodos que descartam as simplórias noções de imitação e influências.

Nesse sentido, é que nos é possível pensar a literatura comparada nestes dois escritores (Lispector e Moraes) e nos dois textos (conto e poesia) aqui analisados, observando a imagem da mulher e do mar e os desenhos que tendem à semelhança nas possíveis e várias interpretações. Com esta possibilidade de estudo afirmada, podemos compreender claramente a citação de Susan Bassnett, em seu livro Comparative Literature: a Critical Introduction quando afirma que a literatura comparada “envolve o estudo de textos entre culturas, que ela é interdisciplinar e que está voltada para os padrões de relações entre as literaturas no tempo e no espaço (BASSNETT, 1993 apud COUTINHO, 2006, p56)”.

Antes de adentrarmos nas leituras dos textos propriamente ditos, faz-se importante refletir sobre o conceito de Literatura Comparada, relacionando com o aspecto da escrita Clariciana. Coutinho (2006) reflete em seu texto Literatura Comparada: reflexões sobre uma disciplina acadêmica sobre a relação da literatura e outras áreas do conhecimento, citando que desta junção originou-se os chamados “gêneros de teor misto”, a exemplo do romance histórico, da biografia ficcionalizada, da ficção cientifica, do romance filosófico (Sartre ou Camus), ou do romance psicológico (Scevo). Tendo em vista esta observação do autor, podemos pensar na escrita de Lispector com um exemplo de gênero misto, onde nos deparamos com um romance filosófico (não tão engajado) e com um psicológico que como Benedito Nunes afirma se insere “no contexto da filosofia da existência” (NUNES, 1989 apud SILVA, 2004, p.110).

Ao ler o conto de Clarice Lispector, percebemos uma narrativa elaborada a partir de uma ação aparentemente banal: uma mulher que, às seis horas da manhã, vai banhar-se nas águas do mar. No entanto, é nesse ambiente simples e nessa ação cotidiana, que a escritora extrai uma dimensão extraordinária e reafirma a ruptura com a literatura tradicional e histórica, dando valor as ações do cotidiano e do subjetivo.

Uma característica interessante presente no conto, é que mesmo que se trate de uma sucessão de ações com certa linearidade (entrada, permanência e volta do mar), a todo o momento a autora nos remete a acontecimentos passados, como por exemplo, nesses trechos: “Como o ser humano fez um dia”, “faz o que sempre fez no mar”, “nunca faria isso depois que há milênios já andaram sobre as águas”. Percebemos nitidamente a oposição de Clarice á corrente oitocentista, priorizando o presente e utilizando o passado de forma secundária, percebemos a intensa repetição da palavra agora, esta intencionalmente repetida para dar noção do presente tão priorizado por Clarice em suas obras.

Concernente a esses aspectos acima citados, percebemos no poema de Vinícius de Moraes que a narrativa também se desenvolve predominantemente no presente: “afaga”, “mergulha”, “a lua vive”, além disso, sentimos através do mesmo ato de “entrar no mar” uma dimensão possuidora de múltiplos significados e interpretações.

O tema central que Clarice parece instigar é a questão do autoconhecimento humano, um conhecer profundo e não superficial. Nessa passagem: “AÍ ESTÁ ELE, o mar, a mais ininteligível das existências não humanas. E aqui está a mulher, de pé na praia, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fez um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornou-se o mais ininteligível dos seres vivos. Ela e o mar”, percebe-se a construção de uma fronteira entre os dois principais elementos do conto: a mulher e o mar, com o objetivo de mostrar a incompletude do ser humano.

Com a comparação destes dois elementos (mar e mulher), fica perceptível que a ininteligibilidade do ser humano vem da busca do entendimento de si mesmo, atitude que o lança a uma eterna incompreensão, enquanto que o mar, por sua vez, tem sua ininteligibilidade na vastidão, no fato de, sem qualquer pergunta, ser ilimitado e pleno. Ainda nessa questão, faz-se importante perceber a presença do cão nas areias da praia, como “mistério vivo que não se indaga”. Este intacto na praia, Clarice o chama de liberdade, por ele não ter a necessidade de se conhecer, por não se perguntar sobre si mesmo.

Todo o ato da mulher se conhecer de forma plena é retratado por Clarice, como algo mágico e sagrado, seguido de sensações que a causa alegria e leveza, “Vai entrando. A água salgada é de um frio que lhe arrepia em ritual as pernas. Mas uma alegria fatal – a alegria é uma fatalidade – já a tomou, embora nem lhe ocorra sorrir. Pelo contrário, está muito séria”. Ao mesmo tempo em que a autora nos mostra a plenitude de nos conhecer, ela exorta que é preciso coragem para dar o passo rumo à busca do autoconhecimento, “Sua coragem é a de, não se conhecendo, no entanto, prosseguir. É fatal não se conhecer, e não se conhecer exige coragem”.

Em Vinícius o tema se mescla, pois percebemos a existência de quatro elementos: o mar, a mulher, o homem e a lua. Portanto, temos no poema uma profusão de temas e possibilidades interpretativas, a exemplo da sensação de despedida amorosa: “porque nunca mais também os olhos que estão parados te mostrarão o céu”; do ato de autoconhecimento e do conhecimento do outro: “passa o teu braço sobre o que foi o triste destroço”; “pousa o teu rosto sobre a areia”.

Podemos perceber que enquanto a escritora utiliza a imagem do mar nos trazendo ainda uma ideia simbólica do ato sexual, o poeta utiliza-se, além do mar, o próprio sujeito masculino, e o faz de forma condensada e simultânea: “A tua lágrima de homem ficará correndo sobre o teu corpo dormindo e levará boiando”; “afaga os seios que os seus beijos poluíram e que a água amante fez altos e serenos”.

No conto, a mulher e o mar trocam de papéis simultaneamente, dividem-se entre feminino e masculino. A mulher, quando Clarice chama de “a amante”, estar a desempenhar um papel feminino, mas nesses trechos: “a proa da mulher avança um pouco mais áspera e dura” e “avançando ela abre o mar pelo meio”, a mulher parece ser o elemento masculino e o mar parece ter uma função feminina, quando remontamos a este a própria simbologia das águas, a da criação.

Outro aspecto importante de se observar é o momento do êxtase, o momento em que a mulher passa a renovar seu conhecimento, “por uns instantes cega, toda escorrendo”, trata-se aqui de algo importante, a cegueira temporária, como sinal de uma nova forma de conhecimento. Enquanto a mulher está fora do mar, com os olhos abertos, seu conhecimento ainda é limitado, a partir do momento em que ela cega, ela passa a ter um conhecimento renovado, “Já não precisa da coragem, agora, já é antiga no ritual”. Em uma possibilidade interpretativa podemos comparar esta “cegueira reveladora” da mulher de Lispector à cegueira dos personagens de Saramago na seguinte citação: “_ Por que foi que cegamos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, cegos que vêem, cegos que, vendo, não vêem” (SARAMAGO, 1995).

Mediante ao que foi observado, ficou perceptível que utilizando de uma imagem semelhante (mulher e mar) em textos diferentes (conto e poesia), Vinícius e Clarice realizaram uma criação literária que se assemelha e se diferencia de uma forma que encanta e faz pensar as múltiplas imagens evocadas pelas palavras postas. Ao fazer isso, os escritores reafirmam o que Leyla Perrone-Moisés cita ao dizer que a obra literária na concepção de Pichois e Rousseau, não era vista


Como um fato consumado e imóvel, mas como algo em movimento; porque ela traz inscritas em si as marcas de sua gênese, dos diálogos, absorções e transformações que presidiram o seu nascimento; e porque a recepção está constantemente transformando a leitura desses processos. (PERRONE-MOISÉS, 1998, p.97).
Desse modo, não interessa se os dois textos trazem como elementos a mulher e o mar, não há nada marcado nesse fato, pois o que vai delinear a leitura é a interpretação e recepção subjetiva de cada leitor e apreciador dos escritos. Os diálogos, as absorções e a intertextualidade é algo que acontece naturalmente nos nossos textos, nas nossas falas e nas nossas ideologias, como observa Kristeva (1969): “todo texto se constrói como um mosaico de citações, todo texto é absorção e transformação de textos” (KRISTEVA, 1969 apud PERRONE-MOISES, 1998, p.94)

Por fim, vale dizer a relevância de considerar os textos em uma perspectiva de Literatura comparada, pois nesta tarefa é possível perceber nos escritos, nas áreas de conhecimento e nas artes em geral: formas, elementos e leituras que se conversam, que se contrapõe e que formam um amontoado de imagens e reflexões que possibilita o aprofundamento no pensar e no perceber.

Poderia parar no parágrafo acima, mas acho importante relatar minha experiência enquanto uma ousada escritora amadora, no momento da escolha destes textos e na comparação dos mesmos com uma prosa-poética escrita por mim já há algum tempo. Faço esta citação com a finalidade maior de pensarmos como se dá o pensamento de quem escreve frente a essas discussões sobre “influências” “comparações” que como pude perceber a moderna teoria de literatura comparada coloca ao chão.

O Olhar da lua derretida, como intitulei meu escrito, foi produzido antes mesmo que eu tivesse contato com o maravilhoso conto de Lispector e com o poema de Vinícius, que só vim a conhecer a menos de um mês. Digo isso, para pensarmos no que Perrone-Moisés (1998) observa ao citar Tiniánov (1927): “a questão de quem disse primeiro, torna-se inessencial”.

O fato é que o meu escrito também fala de uma “mulher, do mar, de um homem e uma lua”, e ao me deparar com tais textos (Clarice e Vinicius) pensei: “_Como foi possível?”. Foi quando pude também ler o que diz Perrone-Moisés: “A literatura nasce da literatura; cada obra nova é uma continuação, por consentimento ou contestação, das obras anteriores, dos gêneros e temas já existentes. Escrever é, pois, dialogar com a literatura anterior e com a contemporânea (PERRONE-MOISES, 1998, p.94)”. Então pude entender que nós absorvemos do mundo: as falas, as leituras, as experiências, ou seja, estamos inseridos em um mundo intertextual, onde não importa quem veio primeiro a galinha ou o ovo (Devaneio), o que importa é que ambos existem e importam.

Clarice Lispector escreve lá no conto: “Vai entrando. A água salgada é de um frio que lhe arrepia em ritual as pernas”, Vinícius de Moraes canta: “Não sentes que é preciso que ela vá, vá dar morada às algas que lhe cobrirão amorosamente o corpo”, e, por fim, eu os absorvo inconscientemente: “A mulher emerge das águas/O biquíni amarelo/O corpo, escorrendo água, exala paixão” 1.

O mar é de Clarice. O mar é de Vinícius. O mar é meu, é seu, é nosso. Será que a mulher é a mesma? _ Nada é o mesmo, nada é repetível. Não foi Heráclito que disse que “o homem não se banha duas vezes no mesmo rio”. Há muito que ler, perceber, absorver, viver, escrever: o mundo é infindável. Façamos o ritual antropofágico de Oswald de Andrade um ritual interminável.

Referência Bibliográfica


CARVALHAL, Tânia Franco. Teorias em literatura comparada. In. Revista Brasileira de Literatura Comparada/Associação Brasileira de Literatura Comparada. São Paulo. N.2, 1994, p.09-17.
COUTINHO, Eduardo F. Literatura comparada: diversidade reflexões sobre uma disciplina acadêmica. In. Revista Brasileira de Literatura Comparada/Associação Brasileira de Literatura Comparada. Rio de Janeiro. N.8, 2006, p.41-58.
MORAES, Vinícius. Uma mulher no meio do mar. Disponível em: http://www.vagalume.com.br/vinicius-de-moraes/uma-mulher-no-meio-do-mar.htm
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Literatura Comparada, intertexto e antropofagia. In: Flores da escrivaninha: ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 91-99.
SARAMAGO, José. Ensaio sobre a Cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
SILVA, Cristiane Brasileiro Mazocoli. Inferno Simbólico ou Macabéa. In. Pequeno grande mundo: literatura em crise de autoridade. Rio de Janeiro: Caetés, 2004, p.105-124.

Anexos
As águas do mar
AÍ ESTÁ ELE, o mar, a mais ininteligível das existências não humanas. E aqui está a mulher, de pé na praia, o mais ininteligível dos seres vivos. Como o ser humano fez um dia uma pergunta sobre si mesmo, tornou-se o mais ininteligível dos seres vivos. Ela e o mar.

Só poderia haver um encontro de seus mistérios se um se entregasse ao outro: a entrega de dois mundos incognoscíveis feita com a confiança com que se entregariam duas compreensões.

Ela olha o mar, é o que pode fazer. Ele só lhe é delimitado pela linha do horizonte, isto é, pela sua incapacidade humana de ver a curvatura da terra.

São seis horas da manhã. Só um cão livre hesita na praia, um cão negro. Por que é que um cão é tão livre? Porque ele é um mistério vivo que não se indaga. A mulher hesita porque vai entrar.

Seu corpo se consola com sua própria exigüidade em relação à vastidão do mar porque é a exigüidade do corpo que o permite manter-se quente e é essa exigüida de que a torna pobre e livre gente, com sua parte de liberdade de cão nas areias. Esse corpo entrará no ilimitado frio que sem raiva ruge no silêncio das seis horas. A mulher não está sabendo, mas está cumprindo uma coragem. Com a praia vazia nessa hora da manhã, ela não tem o exemplo de outros humanos que transformam a entrada no mar em simples jogo leviano de viver. Ela está sozinha. O mar não é sozinho porque é salgado e grande, e isso é uma realização. Nessa hora ela se conhece menos ainda do que conhece o mar. Sua coragem é a de, não se conhecendo, no entanto, prosseguir. É fatal não se conhecer, e não se conhecer exige coragem.

Vai entrando. A água salgada é de um frio que lhe arrepia em ritual as pernas. Mas uma alegria fatal – a alegria é uma fatalidade – já a tomou, embora nem lhe ocorra sorrir. Pelo contrário, está muito séria. O cheiro é de uma maresia tonteante que a desperta de seus mais adormecidos sonos seculares. E agora ela está alerta mesmo sem pensar. A mulher é agora uma compacta e uma leve e uma aguda – e abre caminho na gelidez que, líquida, se opõe a ela, e, no entanto a deixa entrar, como no amor em que oposição pode ser um pedido.

O caminho lento aumenta sua coragem secreta. E de repente ela se deixa cobrir pela primeira onda. O sal, o iodo, tudo líquido, deixam-na por uns instantes cega, toda escorrendo – espantada de pé, fertilizada.

Agora o frio se transforma em frígido. Avançando ela abre o mar pelo meio. Já não precisa da coragem, agora, já é antiga no ritual. Abaixa a cabeça dentro do brilho do mar, e retira uma cabeleira que sai escorrendo toda sobre os olhos salgados que ardem. Brinca com a mão na água, pausada, os cabelos ao sol, quase imediatamente já estão endurecendo de sal. Com a concha das mãos faz o que sempre fez no mar, e com a altivez dos que nunca darão explicação nem a eles mesmos: com a concha das mãos cheias de água, bebe em goles grandes, bons.

E era isso que lhe estava faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem. Agora ela está toda igual a si mesma. A garganta alimentada se constringe pelo sal, os olhos avermelham-se pelo sal secado pelo sol, as ondas suaves lhe batem e voltam, pois ela é um anteparo compacto.

Mergulha de novo, de novo bebe, mais água, agora sem sofreguidão, pois não precisa mais. Ela é a amante que sabe que terá tudo de novo. O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, e ela mergulha de novo; está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer. Quer ficar de pé parada no mar. Assim fica, pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate. A mulher não recebe transmissões. Não precisa de comunicação.

Depois caminha dentro da água de volta à praia. Não está caminhando sobre as águas – ah nunca faria isso depois que há milênios já andaram sobre as águas – mas ninguém lhe tira isso: caminhar dentro das águas. Às vezes o mar lhe opõe resistência puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera.

E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando de água, e sal e sol. Mesmo que o esqueça daqui a uns minutos, nunca poderá perder tudo isso. E sabe de algum modo obscuro que seus cabelos são de náufrago. Porque sabe – sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano.



Referências:
LISPECTOR, Clarice. Águas do mar. In.: Onde estivestes de noite. São Paulo: EDUSP, 2005.




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