As Dimensões da Inteligência Humana e o Cérebro



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As Dimensões da Inteligência Humana e o Cérebro.
Na atualidade, o estudo do cérebro e da inteligência humana nos leva a concluir que existe um fator geral da inteligência no homem que correlaciona todas as dimensões específicas da inteligência.

O tema inteligência reveste-se de grande importância na educação e nas ciências em geral.

O conceito de inteligência vem se diversificando no tempo, à medida que o conhecimento científico avança. Ela seria uma capacidade inerente ao individuo que lhe permite o ajustamento às situações novas de vida, de adaptação ao meio, de aprender e resolver problemas.

Precisamos diferenciar inteligência de intelecto, que é o conjunto de funções mentais inatas acionadas em todo ato intelectual; de talento, que é uma inteligência especializada; de gênio, que é um alto grau de capacidade mental e de habilidade que é uma aptidão manual associada à inteligência.

Por muito tempo predominou a idéia de que a inteligência racional era única e de que só pela via racional, intelectual é que o individuo apreendia.

Em 1905, o psicólogo Alfred Binet, na França, criou uma bateria de testes para medir a inteligência geral. Compreendida esta como sendo uma composição de juízo, bom-senso, iniciativa e capacidade de adaptação e de perseverança em qualquer tarefa até completá-la.

O nível de inteligência seria a medida dos efeitos combinados da atenção, imaginação, juízo e raciocínio. Esses testes evoluíram muito: Binet-Simon, Binet-Terman (1916) e outros mais.

Alguns psicólogos atribuíram à Escola Binet a mensuração da capacidade lógico-matemática e a de linguagem. A tendência era para considerar essa inteligência (a medida pelos testes), não como uma inteligência geral mensurável, como pretendia BINET, mas apenas como inteligência racional (raciocínio dedutivo ou indutivo).

Dessas pesquisas surgiram os conceitos de idade mental e de idade cronológica, cuja relação expressa o quociente de inteligência (QI).

Binet propôs a seguinte definição de inteligência geral:

- “A inteligência, considerada independente dos fenômenos da sensibilidade, de emoção e de vontade, é uma função de conhecimento dirigida para o mundo exterior, resultando em compreensão, invenção, direção e critica.”

Jean Piaget, epistemólogo suíço, nas décadas de 60 e 70 do século passado, concentrou seus estudos no aspecto lógico-matemático da inteligência, ou seja, na sua dimensão racional.

A visão unitária da inteligência influenciou os meios educacionais do mundo ocidental no século XX. A Psicologia ficou aprisionada no conceito do cérebro intelectual que se exteriorizava através dos QI, cuja escala de valores estabelecia os créditos que deveriam triunfar na vida da pessoa. Os de QI alto eram tidos como futuros triunfadores. Não era levada em conta as emoções do indivíduo, que poderia ser comparado a um robô, com capacidade de enfrentar os problemas e solucioná-los com frieza. Foi um período de verdadeira ditadura dos elevados Quocientes de Inteligência, que selecionava os tipos eleitos pela natureza e que seriam fadados ao triunfo, criando-se uma casta privilegiada que deveria conduzir as mentes humanas e a sociedade em geral.

No entanto, na prática, os resultados não corresponderam às expectativas dos seus formuladores. Naturalmente, o individuo bem dotado de inteligência tem mais facilidade para solucionar os desafios das ocorrências mais difíceis.

Com o passar do tempo, observou-se que homens e mulheres superdotadas não obtiveram o êxito esperado, por falta de vontade para a luta, por acomodação, ou outras situações. Simultaneamente, outros indivíduos, com menos capacidade intelectual, medida nos testes Binet/Simon, variando de 90 a 100, conseguiram superar as dificuldades da vida com mais galhardia face a tenacidade e esforço moral para alcançar patamares mais altos. Muitas vezes têm sido encontrados aqueles que alcançaram o expressivo QI de 160 e que são comandados por outros que não passaram de 100...
A área do conhecimento humano denominada “Ciência cognitiva”, hoje é baseada na combinação da Psicologia, Neurociência e Sistema de computação e procura entender como o cérebro processa as informações.

O objetivo da educação escolar sob esse enfoque deve ser o de ensinar a aplicar o conhecimento que cada componente curricular oferece ao aluno. Não é só repetindo, para memorizar que o aluno aprende. É preciso estimular mutuamente em sala de aula a expansão da inteligência no grupo. Um bom método pedagógico é provocar a discussão sobre o assunto em foco, onde os componentes do grupo poderão se manifestar, opinar e construir um pensamento crítico sobre o que está sendo informado.

Quanto mais o aluno refletir sobre o assunto, mais profundamente ele vai processar a informação e mais facilmente vai lembrar dele.

A reflexão sobre o tema estudado, por parte do aluno, quanto mais profundamente ele armazenar esse conhecimento novo, mais fácil ele se lembrará porque vai desencadear associações mentais entre a informação nova e o que está armazenado na memória.

O professor não deve ser um mero transmissor de conhecimento. A aula precisa ser ativa, envolvendo a participação efetiva dos alunos.

Isso vai depender da capacidade interativa do professor. O aluno numa aula expositiva, com facilidade, por digressão, perde o fio condutor da fala e não exercita a sua capacidade de abstração. Ele precisa ser motivado a analisar e concluir como poderá aplicar o que apreendeu, na vida cotidiana.

O professor, não importa o componente curricular que trabalhe, deve explorar a imaginação do aluno. A visualização mental, de forma espontânea, sem estímulo físico, ajuda a desenvolver a memória e a noção de espacialidade.

O aluno que aprende a usar sua imaginação, formando redes cerebrais de comunicação, saberá analisar problemas e situações da vida com peculiaridade e espírito crítico, encontrando solução para os desafios e abrindo-se para novos conhecimentos.

Podemos concluir que só o desenvolvimento da capacidade intelectual e a formação científica, sem a integridade do caráter, pode ser mais prejudicial que a ignorância. A inteligência, superiormente instruída somada ao desprezo das virtudes fundamentais, pode ser uma ameaça à paz e ao equilíbrio social. O intelectualismo não resolve os grandes e graves problemas individuais e sociais.



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