As conexões impertinentes entre a Educação e a Psicanálise: o que a Psicanálise tem haver no campo escolar com a perda da sensibilidade dos sujeitos? Rogério Rodrigues Unifei



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As conexões impertinentes entre a Educação e a Psicanálise: o que a Psicanálise tem haver no campo escolar com a perda da sensibilidade dos sujeitos?

Rogério Rodrigues

- Unifei -

2012

As conexões impertinentes entre a Educação e a Psicanálise: o que a Psicanálise tem haver no campo escolar com a perda da sensibilidade dos sujeitos?

Rogério Rodrigues

Docente da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)

Endereço do Autor:

Av. BPS, 1303

Bairro Pinheirinho

Itajubá – M. G.

Cep. 37500-000.

e-mail: rogerio@unifei.edu.br

- Unifei -

2012

As conexões impertinentes entre a Educação e a Psicanálise: o que a Psicanálise tem haver no campo escolar com a perda da sensibilidade dos sujeitos?1

Introdução

Já se tornou uma rotina na escola as queixas dos professores em relação aos diversos desafetos que ocorrem em sala de aula, principalmente, aquilo que se denomina como sendo os casos de indisciplina ou, mais propriamente, a “violência escolar”. A maioria dos professores possuem suas formulações teóricas para explicarem os casos de violência e para lidar com as diversas situações de “mau comportamento” que se apresentam em sala de aula. Em termos práticos, geralmente, os educadores possuem um “pacote de solução”, ou seja, um esquema para situações de “mau comportamento” que se aplica como uma regra disciplinar para domesticar os alunos.

Diria que em se tratando desses casos de “mau comportamento” grande parte pode ocasionar em ocorrência de casos de violência. Partimos da hipótese de que o trabalho de elaborar esses diversos “casos escolares problemáticos” seria um passo importante na possibilidade de estabelecermos outro destino para o conjunto dessas pulsões destrutivas. Para tanto, seria preciso aprofundar no tema para além das explicações corriqueiras daquilo que podemos denominar como sendo expressões do senso comum.

Partimos do pressuposto de que a ocorrência dos casos de violência na escola é um fato que nem que todos que ali se encontram estão na condição de elaborar o assunto, pois também se encontram envolvidos emocionalmente com a situação e, portanto, esses casos são pensados na lógica causa e efeito e, principalmente, o de se aplicar primordialmente a punição como mecanismo de conter o sujeito.

O ponto primordial é que todos que se encontram na cena escolar são responsáveis pela manifestação da violência, pois se encontram diretamente ou indiretamente envolvidos e isso pode com o passar do tempo desenvolver a “perda da sensibilidade”.

A Perda da sensibilidade por aquele que produz a violência é um requisito básico e para aqueles que assistem a cena da violência trata-se de um mecanismo de defesa para conter suas próprias emoções. Portanto, todos aqueles que se encontram presentes no enredo da “cena escolar” precisam analisar do que se trata esse fenômeno da violência escolar e, principalmente, torna-la um elemento valioso para o processo educacional de todos que frequentam a unidade escolar.

Em termos educativos na questão da violência escolar existe um paradoxo, qual seja, no campo das relações humanas a própria existência do sujeito é algo que por si promove a violência, pois todos nos precisamos constituir condições matérias de subsistência e isso por si só é algo que imprime a violência no campo das relações humanas. Portanto, na sociedade temos um grau de violência aceita e que permeia o campo das nossas relações humanas. No entanto, existe uma demarcação tênue que separa a civilização da barbárie e torna alguns elementos de violência aceitos e outros como algo que deve ser interditados.

Essa demarcação é clara em alguns aspectos, como por exemplo, a interdição no desejo de matar o outro, mas em outros campos isso é algo interpretativo e sua visibilidade se revela tardiamente como é alguns casos do “bullying” no campo escolar em que o sujeito pode ser silenciosamente destratado pelos os colegas de sala de aula com o álibi que se trata apenas de “brincadeira”.

Neste caso, as formulações teóricas da Psicanálise podem contribuir como um ponto de conexão com a Educação no sentido de indicar e, principalmente, interpretar como o sujeito encontra-se “envolvido” na cena escolar da violência e pode encontrar elementos que permitem compreender outras dimensões desse fenômeno como parte dos “retratos do mal-estar contemporâneo na educação”.


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