As Cinco Linguagens do Amor



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No âmago da existência do ser

humano encontra-se o desejo

de intimidade e de ser amado.

O casamento foi idealizado

para suprir essas necessidades.

Em minha conversa com Ashley, ela me falou do divór­cio de seus pais quando tinha apenas seis anos de idade.

“Eu pensei que meu pai tinha ido embora porque não gostava de mim! Quando minha mãe casou-se novamente eu estava com dez anos de idade. Então pensei que ela já tinha quem a amasse, e eu não possuía ninguém. Eu deseja­va tanto ser amada por alguém! E então conheci esse garoto lá na escola. Ele era bem mais velho, mas gostava de mim! Eu não conseguia acreditar! Ele era muito gentil comigo e, por um tempo, acreditei que ele realmente gostava de mim. Eu não queria fazer sexo, mas desejava desesperadamente ser amada!”

O “tanque de amor” de Ashley ficou vazio durante muitos anos. Sua mãe e seu padrasto providenciavam tudo que ela necessitava em termos materiais, mas não percebe­ram a enorme carência emocional que havia dentro dela. Eles certamente a amavam e achavam que ela se sentia amada por eles. Já era quase tarde demais quando descobriram que não falavam a primeira linguagem do amor de Ashley.

A necessidade de alguém ser amado emocionalmente, no entanto, não é uma característica unicamente infantil. Ela nos segue pela vida adulta; inclusive no casamento. Quando nos apaixonamos, temporariamente essa necessidade é su­prida, mas ela se torna um “quebra-galho” e, como acaba­mos descobrindo mais tarde, com duração limitada e até pre­vista. Após despencarmos dos píncaros da paixão, a necessi­dade emocional de ser amado ressurge porque é inerente à nossa natureza. Está no centro de nossos desejos emocionais. Precisamos do amor antes de nos apaixonar e continuare­mos a necessitar dele enquanto vivermos.

A necessidade de sermos amados por nosso cônjuge está na essência dos anseios conjugais. Recentemente certo cidadão me disse:

“De que adianta ter mansão, carros, casa na praia e tudo o mais, se sua esposa não o ama?!”

Dá para entender o que ele realmente desejava dizer? Era:

“Mais do que tudo, eu desejo ser amado por minha es­posa!”

As coisas materiais não podem substituir o amor hu­mano e emocional. Uma esposa disse, certa vez:

“Ele me ignora o dia inteirinho, mas à noite quer fazer sexo comigo. Eu odeio isso!”

Ela não odeia sexo, mas precisa desesperadamente do amor emocional.

Alguma coisa em nossa natureza clama por ser amado ou amada. O isolamento é devastador para a psique huma­na. E por esse motivo que o confinamento é considerado a mais cruel das punições. No âmago da nossa existência há o íntimo desejo de sermos amados. O casamento foi idealiza­do para atingir essa necessidade de intimidade e de amor. Por esse motivo os antigos registros bíblicos dizem que o ho­mem e a mulher tornam-se uma só carne. Isso não significa que as pessoas perderão suas identidades; quer dizer que ambos entrarão nas vidas um do outro, de forma íntima e profunda. O Novo Testamento desafia os maridos e as espo­sas a amarem-se mutuamente. De Platão a Peck os escritores têm enfatizado a importância do amor no casamento.

No entanto, esse amor que é tão importante, também é “escorregadio”. Tenho ouvido a confissão de muitos casais contando suas queixas secretas. Alguns chegam a mim por­que a dor interior tornou-se praticamente insuportável. Ou­tros, porque percebem que o comportamento que assumem perante as falhas do cônjuge poderá levar o casamento à des­truição. Há também os que simplesmente vêm para falar que não querem mais continuar casados. Seus sonhos de “vive­rem felizes para sempre” espatifaram-se contra o duro muro da realidade. Repetidas vezes ouço as palavras:

“Nosso amor terminou. O relacionamento morreu. Sentíamo-nos próximos um do outro, mas agora isso não existe mais. Não apreciamos mais ficar juntos. Não nos com­pletamos mais um ao outro.”

Essas histórias testificam que tanto os adultos como as crianças possuem “tanques de amor”.

Será que lá no interior de cada um desses casais machu­cados existe um indicador invisível de um “tanque” vazio? Será que esses comportamentos inadequados, separações, palavras duras e espírito crítico acontecem devido a esse “tan­que” vazio? Se pudermos achar uma forma de enchê-lo, será que o casamento renasceria? O “tanque” cheio possibilitaria que os casais criassem um clima emocional onde seria possí­vel discutir as diferenças e resolver os conflitos? Será que esse “tanque” é a chave para que um casamento perdure?

Essas perguntas levaram-me a uma longa viagem. Em plena estrada descobri os simples, porém poderosos pontos de vista registrados neste livro. Essa caminhada levou-me não somente através de mais de vinte anos de aconselhamento conjugai, mas também às mentes e corações de centenas de casais através da América do Norte. De Seattle a Miami, fui convidado a adentrar no recôndito do casamento de vários casais e conversamos francamente. As histórias apresentadas neste livro foram retiradas da vida real. Nomes e lugares fo­ram trocados para proteger a privacidade das pessoas que fa­laram com toda a liberdade.

Estou convencido de que manter cheio o “tanque de amor” do casamento é tão importante quanto manter o nível do óleo em um automóvel. Levar um casamento com o “tan­que de amor” vazio pode ser até mais difícil do que tentar dirigir um carro sem combustível. O que você descobrirá nesta obra tem o potencial para salvar milhares de casamen­tos, podendo também melhorar o clima emocional de um matrimônio que já esteja indo bem. Qualquer que seja a qua­lidade de seu casamento, sempre pode melhorar.

ADVERTÊNCIA: Compreender os cinco idiomas do amor e aprender a falar a primeira linguagem do amor de seu cônjuge pode alterar completamente o comportamento dele. As pessoas relacionam-se de forma diferente quando seu “tanque de amor” está cheio.

Antes de examinarmos as cinco linguagens do amor, precisamos abordar um outro importante, porém confuso fenômeno: A eufórica experiência de apaixonar-se.

Notas


1. João 13.35

2. 1 Coríntios 13.13





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