As Cinco Linguagens do Amor


Cultivando o Amor que Agradece



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2. Cultivando o Amor que Agradece


Amor é o vocábulo mais importante em qualquer idio­ma — e também o que mais gera confusão! Pensadores, tan­to seculares quanto religiosos, concordam que este sentimen­to ocupa um papel central em nossa vida. Diz-se que “o amor é uma coisa esplendorosa” e “o amor faz o mundo girar”. Milhares de livros, músicas, revistas e filmes existem pela inspiração dessa palavra. Inúmeros sistemas filosóficos e te­ológicos estabeleceram um lugar de destaque para esse sen­timento. E o fundador da fé cristã coloca o amor como a ca­racterística que deve distinguir seus seguidores.1

Psicólogos concluíram que sentir-se amado é a princi­pal necessidade do ser humano. Por amor, subimos monta­nhas, atravessamos mares, cruzamos desertos e enfrentamos todo tipo de adversidade. Sem amor, montanhas tornam-se insuperáveis, mares intransponíveis, desertos insuportáveis e dificuldades avolumam-se pela vida afora. O apóstolo dos gentios, Paulo, exaltou o amor ao afirmar que qualquer ato hu­mano não motivado por esse sentimento é em si vazio e sem significado. Concluiu que na última cena do drama humano, somente três características permanecerão: “fé, esperança e amor. Porém, a maior delas, é o amor”.2

Se concordarmos que a palavra amor permeia a socie­dade humana, tanto no passado, como no presente, deve­mos admitir que também é uma das mais confusas. Nós a utilizamos em milhares de formas. Dizemos: “Eu amo ca­chorro quente!” e, numa outra frase: “Eu amo minha mãe!” Nós a usamos para descrever atividades que apreciamos: nadar, patinar e caçar. Amamos objetos: comida, carros e ca­sas. Amamos animais: cachorros, gatos e até tartarugas. Ama­mos a natureza: árvores, grama, flores e estações. Amamos pessoas: mãe, pai, filhos, esposas, maridos e amigos. Chega­mos até a nos apaixonar pelo próprio amor.

Como se isso tudo não fosse suficientemente confuso, também usamos a palavra amor para explicar determinados comportamentos: “Agi dessa forma porque a amo”. Essa ex­plicação muitas vezes é dada como desculpa. Um homem que se envolve em adultério chama esse relacionamento de amor. O pastor, por sua vez, chama-o de pecado. A esposa de um alcoólatra recolhe os “pedaços” após o último “episódio” de seu marido. Ela chama essa atitude de amor; os psiquiatras, porém, tratam-na como co-dependente. Um pai que atende a todos os desejos de seu filho também chama essa atitude de amor. Um terapeuta familiar chamaria de paternidade irres­ponsável. O que é um comportamento amoroso?

O propósito deste livro não é o de desfazer a confusão que gira em torno deste sublime sentimento, mas focalizar aquele tipo de amor que é essencial a nossa saúde emocio­nal. Psicólogos infantis afirmam que toda criança possui ne­cessidades emocionais básicas que devem ser supridas para que se possa atingir uma estabilidade emocional. Entre elas, nenhuma é tão essencial quanto o amor, a afeição e a necessi­dade de alguém sentir que pertence a outro e é querido. Com um suprimento adequado de afeição, uma criança tornar-se-á um adulto responsável. Sem esse amor essencial, ele ou ela ficará emocional e socialmente atrofiado.

Logo que ouvi a metáfora que cito a seguir, gostei mui­to dela: “Dentro de cada criança há um ‘tanque emocional’ esperando para ser cheio com o amor. Se ela se sentir amada, desenvolver-se-á normalmente; porém, se seu “tanque de amor” estiver vazio, ela apresentará muitas dificuldades. Diversos dos problemas de comportamento de uma criança provêm do fato de seu ‘tanque de amor’ estar vazio”. Essa metáfora foi dada pelo Dr. Ross Campbell, um psiquiatra que se especializou no tratamento de crianças e adolescentes.

Enquanto eu o ouvia falar, pensei nas centenas de pais que, em meu escritório, desfilavam as inúmeras reclamações sobre seus filhos. Até então, eu nunca pensara em uma cri­ança daquelas como um “tanque de amor” vazio, mas sem dúvida via os resultados dessa situação. Os problemas de comportamento apresentados eram uma forma de procurar o amor que não recebiam. Eles buscavam o amor nos lugares e nas formas erradas.

Lembrei-me de Ashley que aos treze anos de idade cui­dava de uma doença sexualmente transmissível. Seus pais estavam chocados. Ficaram “uma fera” com a filha e tam­bém muito bravos com a escola, a qual culpavam por ensi­narem sobre sexo. “Por que é que ela teve de fazer o que fez?”, perguntavam.





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