As Cinco Linguagens do Amor



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Toque Físico


Há anos tomamos conhecimento que o “Toque Físico” é um excelente comunicador emocional para crianças. Pes­quisas têm mostrado que bebês que recebem bastante colo desenvolvem-se emocionalmente melhor do que os que não têm este privilégio. Normalmente, os pais e os outros adul­tos seguram o bebê, apertam-no, beijam-no, afofam-no e di­zem-lhe palavras carinhosas. Muito antes de entender o sig­nificado da palavra amor, ele já se sente amado. Abraços, beijos, cafunés, andar de mãos dadas, são formas de comu­nicar amor a uma criança. O abraçar e beijar um adolescente já é diferente do abraçar e beijar uma criança. Ele não gosta­rá disso se você tomar esta iniciativa na frente de seus ami­gos, mas não significa que não queira receber afagos, especi­almente se o “Toque Físico” for sua primeira linguagem do amor.

Se seu filho adolescente costuma chegar por trás de você e abraçá-lo (a), empurrá-lo (a), agarrar seu tornozelo ao an­dar, mexer com você, essas são indicações de que “Toque Fí­sico” é importante para ele.

Observe seus filhos. Note como demonstram amor para os outros. Essa é uma boa pista para se descobrir a lingua­gem do amor deles. Anote os pedidos que lhe fizerem. Mui­tas vezes estarão relacionados com a primeira linguagem do amor deles. Note as coisas que mais gostam, pois também são indicadores para descobrirmos sua primeira linguagem do amor.

A linguagem do amor de nossa filha é “Qualidade de Tempo”; portanto, enquanto ela crescia, sempre fazíamos longas caminhadas juntos. Durante o período em que ela estudava na Academia Salém, uma das mais antigas escolas para moças de nosso país, passeávamos pelo pitoresco bair­ro da Salém antiga. Os moravianos restauraram a cidade que possui mais de duzentos anos de idade. Caminhar pelas ruas de pedra transportava-nos para os tempos passados de nos­sa história. Andar pelo antigo cemitério comunicava-nos a realidade entre a vida e a morte. Naqueles anos percorría­mos aqueles locais três tardes por semana e conversávamos muito entre as austeras construções. Ela se formou em medi­cina, e sempre que vem à nossa casa, faz a famosa pergunta:

“Papai, que tal sairmos para dar uma volta?”

Nunca recusei seus convites.

Meu filho, porém, jamais caminhou comigo. Ele diz:

“Caminhar é muito chato! Você não vai a lugar nenhum. Se quiser ir a algum local específico, vá de carro.”

A primeira linguagem do amor dele nada tem a ver com “Qualidade de Tempo” dela. Como pais, sempre tenta­mos colocar nossos filhos na mesma forma. Vamos a confe­rências sobre as crianças, lemos livros sobre como ser me­lhores pais, aprendemos algumas boas idéias e queremos chegar logo em casa para colocá-las em prática com cada um deles. O problema é que cada filho é diferente e o que comu­nica amor para um, necessariamente não transmite ao outro. Forçar uma criança a caminhar a seu lado para que você possa ter “Qualidade de Tempo” com ela não comunicará amor. Precisamos aprender a linguagem do amor de nossos filhos se quisermos que eles se sintam amados.



Acredito que a maioria dos pais realmente ama seus filhos. Também admito que milhares de pais não consegui­ram comunicar amor na linguagem certa e milhares de cri­anças em nosso país vivem com o “tanque” emocional va­zio. Acho que grande parte das crianças com comportamen­to inadequado tem por trás um tanque vazio.

Nunca é tarde demais para se demonstrar amor. Se seus filhos são mais velhos e você percebe que durante anos falou com eles na linguagem errada, por que não comunicar isso a eles? Que tal falar-lhes assim:

“Sabe de uma coisa, li um livro sobre como se demons­tra amor e percebi que, durante anos, nunca expressei cari­nho por você da forma mais adequada. Tenho tentado de­ mostrar meu amor através de; porém, agora percebo que essa forma provavelmente não lhe comunicou meu carinho, pois sua linguagem do amor é outra. Chego à conclusão que sua linguagem do amor possivelmente se­ja . Como você sabe muito bem, eu sempre o (a) amei, e espero que no futuro consiga expressar-lhe isso da melhor maneira possível.”

Talvez você queira até explicar as cinco linguagens do amor para eles e conversar sobre a sua e a deles.



Talvez seja você quem não se sinta amado (a) por seus filhos mais velhos. Se forem maduros o suficiente para en­tender o conceito das linguagens do amor, sua conversa po­derá abrir-lhes os olhos. É bem provável que se surpreenda com a boa vontade deles em tentar falar sua linguagem do amor e, quando o fizerem, surpreender-se-á como seus sen­timentos e atitudes para com eles começarão a mudar. Quan­do os membros de uma família começam a falar a primeira linguagem do amor um ao outro, o clima emocional aumen­ta grandemente.



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