As Cinco Linguagens do Amor



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Se você afirmar ter sentimentos

que não nutre, isso ê hipocrisia.

Porém, expressar um ato de amor em

benefício, ou para o prazer de outra

pessoa, é um ato de escolha.

Ann então disse:

— Dr. Chapman, isso será realmente difícil! É quase impossível corresponder-me sexualmente com ele, pois ig­nora-me o tempo todo. Sinto-me usada e não amada em nos­sas relações sexuais. Ele me trata como se eu fosse totalmen­te insignificante em outras áreas e, de repente, quer ir para a cama e usar meu corpo. Magôo-me muito com isso e esta deve ser a razão de termos tão pouco envolvimento sexual nos últimos anos.

Respondi então a Ann, com real compreensão pelo que ela passava:

— Sua reação é absolutamente natural e normal. Para a maioria das esposas, o desejo de ter relações sexuais com os maridos é decorrente do fato de serem amadas por eles. Se elas se sentem prestigiadas, então querem ter relações sexu­ais. Se não, sentem-se usadas no contexto sexual. É por este motivo que amar a quem não nos ama é extremamente difí­cil. É algo que vai além de nossas tendências normais. É pre­ciso confiar profundamente em Deus para poder fazer isso. Creio que Ele a ajudará, se você ler novamente o sermão de Jesus sobre o amar os inimigos, ou seja, a quem nos odeia e nos usa. Depois, peça a Deus ajuda para colocar em prática os ensinos de Cristo.

Dava para perceber que Ann concordava com o que eu lhe dizia. De vez em quando ela balançava a cabeça afir­mativamente, mas seus olhos afirmavam que ela estava com muitas dúvidas:

— Mas Dr. Chapman, não é uma hipocrisia demons­trar amor sexual quando se tem tantos sentimentos negati­vos por uma pessoa?

Minha resposta foi:

— Acho que seria bom conversarmos um pouco sobre a diferença entre amor como sentimento e amor como ação. Se você afirmar ter sentimentos que não nutre, isso é hipo­crisia e esta comunicação falsa não é uma boa forma para se construir um relacionamento íntimo. Porém, se você expres­sar um ato de amor em benefício ou para o prazer de outra pessoa, é um ato de escolha. Você não atribuirá àquele ato um profundo envolvimento emocional. Creio que foi exata­ mente isto que Jesus quis dizer.

Fiz uma pequena pausa e prossegui:

— Certamente não dá para termos sentimentos calorosos por quem nos odeia. Isso não seria normal, mas, por outro lado, podemos realizar atos de amor por eles. E isso é uma decisão nossa. Esperamos que tais atos de amor produ­zam efeitos positivos em suas atitudes, seu comportamento e tratamento. Pelo menos, escolhemos fazer algo positivo por eles.



Minha resposta, aparentemente, satisfez a Ann, pelo menos naquele momento. Fiquei com a sensação de que pre­cisaríamos conversar sobre isso novamente. Eu também sentia que, se aqueles planos fossem postos em prática, seriam devido à profunda fé que ela nutria em Deus. Tornei a dizer-lhe:

— Eu gostaria que, depois de um mês, perguntasse a Glenn se você melhorou ou não. Coloque em suas próprias palavras, mas pergunte a ele algo como: “Glenn, lembra-se quando umas semanas atrás eu lhe disse que gostaria de ser a melhor esposa do mundo? Seria possível você me dizer o que tem achado?”

Prossegui com outras propostas:

— Seja qual for a resposta de Glenn, aceite-a como uma informação. Ele pode ser sarcástico, frívolo, hostil ou positi­vo. Seja qual for a resposta que ele lhe der, não argumente, aceite-a e assegure-lhe que você fala sério e realmente quer ser a melhor esposa do mundo, e se ele tiver sugestões, você está aberta para elas.

Além do mais — prossegui —, mantenha o hábito


de interrogá-lo nesse sentido uma vez por mês, durante os seis primeiros meses. Quando Glenn lhe der o primeiro re­torno positivo, e disser algo como: “É... tenho de admitir que quando você me falou que gostaria de tentar ser a melhor esposa do mundo, eu quase morri de rir; no entanto, tenho de aceitar que as coisas têm andado diferentes por aqui!”; você saberá que seus esforços começam a modificá-lo emocionalmente. Ele talvez lhe conceda um retorno positivo de­ pois do primeiro mês, do segundo ou mesmo do terceiro.
Uma semana depois de você receber o primeiro retorno po­sitivo, quero que faça um pedido a Glenn — algo que gosta­ria que ele fizesse, e esteja relacionado com sua primeira lin­guagem do amor. Por exemplo, numa bela noite você pode­ ria virar-se para ele e dizer algo parecido com: “Glenn, sabe o que eu estou com vontade de fazer? Você se lembra de como nós costumávamos jogar “Scrabble” juntos? (N.T.: Jogo de formar palavras em um tabuleiro e somar pontos.) Eu gosta­ ria tanto que jogássemos juntos, só nós dois, na quinta-feira
à noite! As crianças vão ficar na casa da Mary. Você acha que seria possível?”

— Ann — prossegui —, coloque esse pedido de forma específica, não geral. Não diga algo como: “Sabe, gostaria muito que a gente pudesse gastar mais tempo juntos”. Isso é muito vago. Como é que você saberá se ele fará ou não o que pediu? Mas... se fizer um pedido específico, ele saberá exata­ mente o que você quer e com certeza reagirá. Quando ele o fizer, será pela escolha de realizar algo que a agrade.

— E finalmente, faça, a cada mês, um pedido específi­co. Se ele a atender, ótimo; se não concordar, não se importe. Uma coisa é certa: quando atender seu pedido, você saberá que ele procura satisfazer a sua necessidade. Nesse proces­so, você o ensinará a falar sua primeira linguagem do amor, porque os pedidos que fará com certeza são parte dela. Se ele decidir amá-la através de sua primeira linguagem do amor, suas emoções positivas relativas a ele despontarão na superfície. Seu “tanque” emocional começará a encher e, a seu tempo, o casamento renascerá.

Ann então disse:

— Dr. Chapman, eu faria qualquer coisa se isso fosse possível.

Talvez você precise de um milagre em

seu casamento. Por que não tenta colocar em

prática a experiência de Ann ?

— Bem. Dará um bocado de trabalho, mas acredito que compensa uma tentativa. Eu, pessoalmente, estou muito in­teressado em ver se esta experiência dará certo e se esta hi­pótese comprovar-se-á. Gostaria que nos encontrássemos sis­tematicamente durante este processo; talvez a cada dois meses, e você fizesse anotações das palavras de afirmação que disser a Glenn a cada semana. Gostaria, também, que


me trouxesse a lista das reclamações anotadas em sua cader­neta; aquelas que você não vai revelar para Glenn. Pode ser que, através destas reclamações, eu consiga ajudá-la a for­mular pedidos que possam ir ao encontro do suprimento destas frustrações. Finalmente, gostaria que você aprendesse como compartilhar suas frustrações e irritações de forma construtiva e os dois conseguissem lidar com isso. Mas, du­rante estes seis meses de experiência, quero que você as ano­te sem nada dizer a Glenn.

Ann levantou-se e acredito que já com a resposta à fa­mosa pergunta que me fizera: “E possível amar alguém a quem se odeia?”

Nos seis meses que se seguiram, Ann viu uma tremen­da mudança na atitude e no tratamento de Glenn para com ela. Nos primeiros 30 dias ele estava frívolo e lidou com a situação de forma superficial. Porém, após o segundo mês, ela já recebeu dele o retorno positivo de seus esforços. Nos últimos quatro meses, ele respondeu positivamente a quase todos os seus pedidos, e seus sentimentos para com ela co­meçaram a sofrer uma drástica mudança. Glenn nunca apa­receu para o aconselhamento, mas ouviu algumas de minhas fitas e discutiu-as com Ann. Chegou mesmo a encorajá-la a continuar suas sessões de aconselhamento, o que durou por mais três meses após o final da experiência. Atualmente, Glenn segreda a seus amigos que eu sou um “milagreiro”. Sei, no entanto, que o amor é que faz milagres.

Talvez você precise de um milagre em seu casamento. Por que não tenta colocar em prática a experiência de Ann? Diga a seu cônjuge o que tem pensado sobre o casamento dos dois, e que gostaria de fazer o possível para suprir de forma melhor suas necessidades. Peça sugestões de como me­lhorar. As propostas que forem dadas servirão de dicas para que se descubra sua primeira linguagem do amor. Se ele (ela) não fizer alguma sugestão, tente descobrir sua primeira lin­guagem do amor através das reclamações feitas ao longo dos anos. Então, durante seis meses, focalize sua atenção naque­la linguagem. Ao final de cada mês, solicite um retorno de como você evolui por intermédio de outras sugestões.

Quando seu cônjuge demonstrar melhoras, espere uma semana e então faça um pedido específico. A solicitação de­verá ser de algo que realmente apreciaria que ele (ela) fizes­se por você. Se ele (ela) decidir atendê-la (o), saberá que ele (ela) tomará aquela atitude com o objetivo de suprir suas necessidades. Se ele não atender seu pedido, continue a amá-lo. Talvez no próximo mês você receba uma resposta positi­va. Se seu cônjuge começar a falar sua linguagem do amor através do atendimento a seus pedidos, as emoções positi­vas sobre ele (ela) voltarão e, a seu tempo, seu casamento renascerá. Não posso garantir os resultados, mas são muitas as pessoas a quem aconselhei que experimentaram os mila­gres do amor.

Notas


1.Lucas 6:27, 31-32.

2. Lucas 6:38.





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