As Cinco Linguagens do Amor



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Quando o tanque (emocional) está

baixo... não temos sentimentos de amor

por nosso cônjuge e, simplesmente,

experimentamos dor e vazio.

— Estou realmente solidário com sua dor. Sei que você enfrenta uma situação verdadeiramente difícil. Gostaria de poder oferecer-lhe uma resposta fácil mas, infelizmente, não a possuo. Qualquer uma das alternativas que você mesma mencionou — continuar ou desistir de seu casamento — cer­tamente lhe acarretará muita dor. Antes que tome uma deci­são, gostaria de conceder-lhe uma idéia. Não posso garantir


que funcionará, mas desejaria que, pelo menos, fizesse uma tentativa. Pelo que me disse, percebo que sua fé é muito im­portante para você e também respeita muito os ensinos de Jesus.

Ela balançou a cabeça afirmativamente e eu continuei:

— Gostaria de ler para você algumas coisas ditas: pelo próprio Jesus, que acredito tenham a ver com seu casamento.

Li, então, devagar e pausadamente.

“Digo-vos, porém, a vós outros que me ouvis: Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam; bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam. Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles. Se amais os que vos amam, qual é a vossa recompen­sa? Porque até os pecadores amam aos que os amam.”1

— Estas palavras lembram seu marido? Ele a tem tra­tado mais como inimiga do que como amiga? — perguntei.

Ela balançou sua cabeça afirmativamente.

Ele já praguejou contra você?

Muitas vezes.

Ele já a maltratou?

Sempre o faz.

Ele já expressou que a odeia?

Sim.

Ann, se você concordar, gostaria de tentar um coisa.
Desejaria ver o que aconteceria se aplicássemos este princí­pio em seu casamento. Deixe-me explicar melhor.

Comecei a explicar a Ann o conceito do tanque emoci­onal e o fato de que, quando ele está baixo como o dela se encontrava, não temos sentimentos de amor por nosso côn­juge e, simplesmente, experimentamos dor e vazio. Desde que o amor é uma profunda necessidade emocional, a falta dele possivelmente também é a nossa mais profunda dor emocional. Disse-lhe, então, que se pudéssemos aprender a falar a primeira linguagem do amor um ao outro, a necessi­dade emocional estaria suprida e sentimentos positivos seri­am novamente gerados.

— Isso faz sentido para você? — perguntei-lhe.



Dr. Chapman, o senhor acabou de descrever a mi­nha vida. Nunca, antes, enxerguei de forma tão clara.
Apaixonamo-nos antes de nos casarmos. Não muito tempo depois de nosso casamento, caímos das nuvens e nunca aprendemos a falar a linguagem do amor um ao outro. Meu tanque está vazio há anos, e estou certa que o dele também. Dr. Chapman, se eu compreendesse antes este conceito, tal­vez nada disso nos teria acontecido.

Não podemos voltar no tempo, Ann. Tudo o que
podemos tentar é fazer o futuro diferente. Gostaria de propor-lhe uma experiência de seis meses.

Estou disposta a tentar qualquer coisa — disse Ann.



Apreciei seu espírito positivo, mas eu não estava mui­to certo de que ela entendera o alto grau de dificuldade da­quela experiência. Então sugeri:

— Estabeleçamos então nossos objetivos. Se em seis meses você pudesse ter seu desejo romântico realizado, qual seria?

Ann ficou um tempo sentada em silêncio. Depois, ain­da pensativa, ela disse:

— Gostaria de ver Glenn amar-me novamente e demons­trar isso através de algum momento gasto comigo; desejaria realizar diversas atividades juntos; queria sair, eu e ele sozi­nhos, para passear; gostaria muito que houvesse interesse da parte dele pelo meu mundo; apreciaria demais que conver­sássemos um com o outro quando saíssemos para jantar fora;


desejaria que ele me ouvisse; gostaria de sentir que ele valori­za minhas idéias. Seria tão bom se pudéssemos novamente viajar e nos divertir juntos. E, mais do que qualquer outra coi­sa, desejaria saber que ele valoriza nosso casamento.

Ann fez uma pausa e depois continuou:

— De minha parte, gostaria muito de voltar a ter senti­mentos calorosos e positivos por ele. Desejaria sentir orgu­lho dele. No momento, não nutro estes desejos.

Eu escrevia enquanto Ann falava. Quando ela termi­nou, li alto o que ela me dissera e comentei:

Estes objetivos parecem-me difíceis de ser alcança­
dos. É isso mesmo o que você deseja, Ann?

Concordo que, para o momento, eles pareçam prati­camente impossíveis. Mas é o que desejo acima de tudo.

Então estabeleçamos que estes serão nossos objeti­vos. Em seis meses, queremos ver você e Glenn possuir esse tipo de amor em seu relacionamento. Gostaria de levantar uma hipótese. O objetivo de nossa experiência será provar se ela é ou não verdadeira. Suponhamos que você consiga falar a primeira linguagem do amor de Glenn, de forma con­sistente durante seis meses. Digamos também que em algum ponto desse período sua necessidade emocional de amor co­mece a ser suprida, o tanque do amor encha-se e ele comece a corresponder seu amor. Esta hipótese baseia-se na idéia de que nossa necessidade de amor emocional é a carência mais


profunda que possuímos, e quando essa necessidade é su­prida, a tendência natural é respondermos positivamente à pessoa que nos supriu.

E eu continuei.

— Você compreendeu que esta proposta coloca toda
iniciativa em suas mãos? Glenn não faz questão de trabalhar para salvar este casamento, mas você sim. Esta hipótese im­plica em que, se conseguir canalizar suas energias para a di­reção certa, haverá grandes possibilidades de que seu espo­so venha a lhe corresponder.

Li a outra parte do sermão de Jesus conforme registra­do em Lucas, o médico. “Dai e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante generosamente vos da­rão: porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também”.2

Se entendi bem, Jesus estabelece aqui um princípio,
e não uma forma de manipular pessoas. De modo geral, se formos bondosos e amorosos, todos também terão a tendên­cia de sê-lo conosco. Isto não significa que sejamos pessoas boas e que todos necessitam ser bons para conosco. Somos agentes independentes. Portanto, não há garantias de que Glenn venha a ser recíproco a suas manifestações de amor. Só podemos dizer que existe uma boa possibilidade disso vir a acontecer. (Um conselheiro nunca pode predizer com absoluta certeza o comportamento humano individual. Com base em pesquisas e em estudos dos tipos de personalidade, ele pode deduzir uma reação em determinada situação.)

Após ela concordar com a hipótese, eu disse a Ann:

Conversemos agora sobre a primeira linguagem do
amor, tanto a sua como a dele. Declaro, pelo que você me contou, que “Qualidade de Tempo” seja sua primeira linguagem do amor. O que você acha?

Eu concordo com o senhor, Dr. Chapman. Logo no


início, quando gastávamos algum tempo juntos e Glenn ou­ via-me, conversávamos por horas a fio e fazíamos muitas coisas em companhia um do outro, eu me sentia amada. Aci­ma de qualquer outra coisa, esta é a parte de nosso casamen­to a qual gostaria que voltasse. Quando ficamos algum mo­mento juntos, sinto-me como se ele realmente se importasse comigo; porém, quando se dedica somente a outras coisas, e nunca tem tempo para conversarmos nem para realizarmos algumas atividades juntos, sinto como se os negócios e ou­tros assuntos fossem muito mais importantes do que eu.

Nesse momento, perguntei:

— E qual você acha que é a primeira linguagem do amor de Glenn?

— Acho que é o “Toque Físico”, especialmente a parte íntima do casamento. Noto que, quando nossas relações se­xuais ficam mais ativas, ele assume uma atitude mais positi­va e eu chego a sentir-me mais amada. É, acho que o “Toque Físico” é a primeira linguagem do amor dele, Dr. Chapman.

— Ele reclama da forma como você fala com ele?

— Bem, ele diz que eu o critico o tempo todo. Também afirma que eu não o apoio e sou sempre contra suas idéias.

— Creio, então, que podemos dizer que o “Toque Físi­co” seja sua primeira linguagem do amor e que “Palavras de Afirmação”, a segunda. Se ele reclama das palavras negati­vas que lhe são ditas então, pelo que tudo indica, as positi­vas devem ser importantes para ele.

Fiz uma pequena pausa e escrevi as seguintes suges­tões:

— Deixe-me sugerir um plano para testar nossa hipó­tese. Que tal você chegar em casa e dizer a Glenn: “Tenho pensado muito sobre nós e quero que você saiba que eu gos­taria de ser a melhor esposa do mundo. Então, se tiver alguma sugestão de como eu posso melhorar como companhei­ra, gostaria de saber isso agora e quero dizer-lhe que estou aberta para isso. Você pode me declarar agora, ou então pen­sar um pouco e dar-me sua opinião depois. Gostaria, porém, que soubesse desta minha decisão de ser a melhor esposa do mundo”. Seja qual for a resposta dada, negativa ou positiva, aceite simplesmente como uma informação. Esta colocação mostrará a ele que algo diferente está para acontecer no rela­cionamento entre vocês dois.

— Em seguida — continuei —, com base em sua opi­nião de que a primeira linguagem do amor de Glenn é “To­que Físico”, e em minha suposição de que a segunda seja “Palavras de Afirmação”, focalize sua atenção nestas duas áreas por um mês. Se Glenn conceder-lhe uma sugestão do que você deve fazer para ser uma melhor esposa, aceite essa informação e insira-a em seu plano. Procure traços positivos nele e manifeste apreciação por eles. Neste meio tempo, pare com as críticas. Se neste mês você tiver motivos para recla­mar, escreva-os em sua caderneta de anotações, ao invés de dizer qualquer coisa a Glenn.

— E finalmente — concluí —, tome mais iniciativa em tocá-lo fisicamente e também no envolvimento sexual. Sur­preenda-o e seja mais agressiva, não simplesmente para corresponder às investidas dele. Coloque um alvo de, nas primeiras duas semanas, ter relações sexuais pelo menos uma vez a cada sete dias e nas duas seguintes, duas vezes em cada semana.



Ann me contara que, durante os últimos seis meses, ela e Glenn tiveram somente uma ou duas relações sexuais. Ima­ginei que este plano tiraria as coisas do marasmo em que se encontravam em menos tempo.



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