As Cinco Linguagens do Amor



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Devemos estar dispostos a

aprender a primeira linguagem

do amor de nossos cônjuges,

se quisermos comunicar o

amor de forma efetiva.

A resposta às perguntas anteriores é o propósito desta obra. Não desejo afirmar que todos os livros e artigos já pu­blicados não ajudem. O problema é que não levamos em conta uma verdade fundamental: As pessoas falam diferentes lin­guagens do amor.

Na área da lingüística há alguns grandes grupos de idiomas: japonês, chinês, espanhol, inglês, português, gre­go, alemão, francês e outros. A maioria de nós aprende so­mente a língua de nossos pais e irmãos, nossa primeira lin­guagem, ou seja, nosso vernáculo. Mais tarde, podemos até aprender outros idiomas, mas em geral com mais dificulda­de. Então surge o que chamamos de nossa segunda lingua­gem. Falamos e compreendemos melhor nossa língua nati­va. Sentimo-nos mais confortáveis ao falá-la.

Mas quanto mais utilizarmos uma língua secundária, mais à vontade nos sentiremos para expressá-la. Se falarmos somente nosso idioma, e encontrarmos alguém que também só fale o seu (diferente do nosso), a comunicação entre nós será bem limitada. Será necessário apontar, murmurar, dese­nhar ou fazer mímica para comunicar a idéia que desejamos transmitir. Poderemos até nos entender, mas será uma co­municação bem rudimentar. As diferenças de linguagem fa­zem parte da cultura humana. Se quisermos ter um bom in­tercâmbio cultural, será necessário aprendermos a lingua­gem daquele com quem desejamos nos comunicar.

O mesmo acontece no âmbito do amor. Sua linguagem emocional e a de seu cônjuge podem ser tão diferentes quan­to é o idioma chinês do inglês. Não importa o tanto que você se esforce para manifestar seu amor em inglês, se seu cônju­ge só entende chinês; jamais conseguirão entender o quanto se amam.

O meu amigo do avião usava a linguagem das “pala­vras de afirmação” para sua terceira esposa quando disse a ela o quanto a achava bonita, o quanto a amava e o quanto se orgulhava de ser seu marido. Ele utilizava a linguagem do amor, e era sincero, mas ela não a entendia. Talvez ela procu­rasse o amor em seu comportamento, mas não o encontrou. Ser sincero não é o suficiente. Devemos estar dispostos a aprender a primeira linguagem de nosso cônjuge, se quiser­mos comunicar eficazmente o nosso amor.

Minha conclusão, após vinte anos de aconselhamento conjugai, é que existem, basicamente, cinco linguagens do amor. Em lingüística, um idioma pode ter inúmeros dialetos e variações. Semelhantemente, com as cinco linguagens emo­cionais básicas do amor, também há vários dialetos. Eles se encontram nos artigos das revistas, tais como: “Dez Formas de Demonstrar Amor à Sua Esposa”; “Vinte Maneiras de Se­gurar Seu Marido em Casa”; ou “365 Expressões do Amor Conjugal”. Não há dez, vinte, ou 365 linguagens básicas do amor. Em minha opinião, há somente cinco. No entanto, pode haver inúmeros dialetos. O número de formas de se expressar amor através da linguagem do amor é limitado apenas pela imaginação das pessoas. O mais importante é falar a mesma linguagem do amor de seu cônjuge.

Já se sabe há bastante tempo que no período da pri­meira infância uma criança desenvolve formas emocionais únicas. Por exemplo, há algumas que possuem um padrão muito baixo de auto-estima, ao passo que outras o têm mui­to elevado. Algumas desenvolvem padrões de insegurança, enquanto outras crescem sentindo-se seguras. Algumas se sentem amadas, queridas e apreciadas, e outras, mal-amadas, incompreendidas e desapreciadas.

As crianças que se sentem amadas por seus pais e ami­gos desenvolvem a linguagem do amor emocional, com base em sua formação psicológica única e também de acordo com a forma que seus pais e outras pessoas próximas lhe deram carinho. Elas falarão e entenderão sua primeira linguagem do amor. Mais tarde elas poderão aprender outras línguas para se comunicarem, mas sempre se sentirão mais confor­táveis com o primeiro idioma que aprenderam. Crianças que não se sentem amadas por seus pais e amigos também de­senvolverão uma primeira linguagem do amor.

O aprendizado dessa língua, porém, será distorcido e apresentará defeitos da mesma forma que alguém que rece­be uma educação com falhas na gramática e desenvolve um vocabulário limitado. Essa limitação não significa que essas pessoas não venham a ser boas comunicadoras. Implica, sim, que terão de trabalhar mais diligentemente do que os que cresceram na atmosfera do amor saudável.

É muito raro que marido e mulher tenham a mesma primeira linguagem emocional do amor. Nossa tendência é falar nossas primeiras linguagens do amor e ficamos confu­sos quando nosso cônjuge não compreende o que desejamos comunicar. Expressamos nosso amor, mas a mensagem não chega compreensível porque, para eles, o que falamos é uma língua desconhecida. Aí se encontra o problema. O propósito deste livro é oferecer uma solução para esta questão. Por isso me empenhei em escrever esta obra sobre o amor. Uma vez que conheçamos as cinco linguagens básicas do amor e com­preendamos a nossa própria, como também a de nosso cônju­ge, então teremos a informação necessária para que coloque­mos em prática as idéias dos outros livros e artigos.

Desde que você identifique e aprenda a falar a primei­ra linguagem do amor de seu cônjuge, creio que terá desco­berto a chave para um amor conjugai duradouro. O amor não pode evaporar-se após o casamento! Para mantê-lo vivo, a maioria de nós terá de aprender uma segunda linguagem do amor. Não podemos confiar somente em nossa língua pá­tria, se nosso cônjuge não a compreende. Se quisermos que ele compreenda o amor que lhe desejamos comunicar, deve­mos expressá-lo na primeira linguagem do amor.




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